Monetizando a velocidade: Associated Press pode cobrar por vantagem de 30 minutos na divulgação de reportagens
Depois de um período estabelecendo quais são as diretrizes para os blogueiros e para o fair use do seu conteúdo, a Associated Press está considerando cobrar seus clientes online por uma vantagem de 20 a 30 minutos no “furo” de novas reportagens. De acordo com uma reportagem do jornalista da AP Jeremiah Marquez, o executivo-chefe Tom Curley fez o anúncio no Clube de Correspondentes Estrangeiros de Hong Kong. Curley sugeriu que como a AP licencia reportagens para grandes hubs de notícias como Google, Yahoo! e MSN, essas companhias estariam dispostas a pagar por exclusivas.
No fim de julho passado, o ReadWriteWeb global fez a cobertura da controversa introdução de um “framework” de permissões digitais. O serviço alerta a Associated Press toda vez que um Blogueiro usa materiais da mesma, para assegurar que o conteúdo está sendo devidamente creditado e utilizado. Enquanto esse esforço de criar um diretório de notícias proprietárias encontrou muita revolta da parte dos Blogueiros, esta nova tentativa de monetizar “furos” pode encontrar reações diferentes.
Segundo Marquez, “Tom Curley não explicou como um produto que provê algumas notícias mais cedo poderia funcionar nem especificou os consumidores-alvo para o novo serviço em potencial.” Entretanto, mais que ninguém, sabemos o valor desse serviço.
Blogueiros independentes lutam continuamente para divulgar notícias antes de outras fontes, de modo que Press Releases embargados são muitas vezes “quebrados”. Algumas fontes de notícias, inclusive, escolheram ignorar os embargos todas as vezes; o ReadWriteWeb, entretanto, faz todo esforço necessário para honrá-los. Para um blogueiro de tecnologia, uma vantagem de 30 minutos pode significar a diferença entre as páginas iniciais do Digg, Techmeme e outras fontes tradicionais, e aparecer como um jornalista “do meio do grupo.” Aqueles que comprarem a vantagem de 30 minutos em reportagens de tecnologia provavelmente vão manter um grande fluxo de assinantes de feeds e como resultado acabarão caindo nas graças dos anunciantes.







Essa idéia pode ir longe!
Imagine um sistema de leilão reverso de notícias, parecido com o AdWords. De um lado, os jornais e blogs que querem publicar “compram” palavras chave ou tags. Por exemplo – um jornal esportivo compra as palavras “futebol” e “olimpíadas”. Já a RWW compra a palavra “startup”. Do outro lado, o repórter (que pode ser independente!) escreve uma notícia sobre um assunto qualquer e coloca tags relevantes. No meio fica a AP (ou outra agência do tipo), que faz o leilão no estilo AdWords: quem paga mais leva a prioridade da notícia, com decisão em tempo real. O dinheiro é dividido com o repórter que escreveu a notícia.
Se a prioridade for feita em termos de tempo (30 minutos, por exemplo) fica um sistema justo, que evita monopólio, e ao mesmo tempo cria incentivos econômicos para todos os envolvidos. Será que a AP está indo nesse caminho?
Essa idéia pode ir longe!
Imagine um sistema de leilão reverso de notícias, parecido com o AdWords. De um lado, os jornais e blogs que querem publicar “compram” palavras chave ou tags. Por exemplo – um jornal esportivo compra as palavras “futebol” e “olimpíadas”. Já a RWW compra a palavra “startup”. Do outro lado, o repórter (que pode ser independente!) escreve uma notícia sobre um assunto qualquer e coloca tags relevantes. No meio fica a AP (ou outra agência do tipo), que faz o leilão no estilo AdWords: quem paga mais leva a prioridade da notícia, com decisão em tempo real. O dinheiro é dividido com o repórter que escreveu a notícia.
Se a prioridade for feita em termos de tempo (30 minutos, por exemplo) fica um sistema justo, que evita monopólio, e ao mesmo tempo cria incentivos econômicos para todos os envolvidos. Será que a AP está indo nesse caminho?
Idéia interessante, Carlos, acho que amadurecida pode ter um grande potencial. Mas tenho alguns poréns. Na ânsia por publicar rápido, as pessoas passam a publicar com menos qualidade, menos revisão e tende-se a ter mais problemas com informações e notícias duvidosas. Uma possível maneira de ajustar isso pode ser atribuindo-se um karma a cada jornalista. Devem haver várias outras.
Um outro ponto que levanto seria relacionado à commoditização da notícia real-time. Hoje uma notícia sai em algum lugar ou alguém recebe uma informação privilegiada e em alguns minutos a mesma está se espalhor e está em blogs e veículos menores. (abraço pro Tio Arrignton)
Para os grande veículos, furo = pageviews e tráfego momentâneo = lucro em publicidade.
Com uma web cada vez mais real-time, o furo se comoditiza e a tendência é valorizar-se a análise, a compilação e a edição. Quem sabe um novo modelo de negócio não pode surgir daí? o GigaOm nos EUA por exemplo acaba de abrir sua área de conteúdo PRO, 100% paga. Será que este modelo vinga e outros players adotam? Ou ainda viveremos por algum tempo a ditadura do “furo de reportagem”? Quem se habilita a dar uns palpites?
Idéia interessante, Carlos, acho que amadurecida pode ter um grande potencial. Mas tenho alguns poréns. Na ânsia por publicar rápido, as pessoas passam a publicar com menos qualidade, menos revisão e tende-se a ter mais problemas com informações e notícias duvidosas. Uma possível maneira de ajustar isso pode ser atribuindo-se um karma a cada jornalista. Devem haver várias outras.
Um outro ponto que levanto seria relacionado à commoditização da notícia real-time. Hoje uma notícia sai em algum lugar ou alguém recebe uma informação privilegiada e em alguns minutos a mesma está se espalhor e está em blogs e veículos menores. (abraço pro Tio Arrignton)
Para os grande veículos, furo = pageviews e tráfego momentâneo = lucro em publicidade.
Com uma web cada vez mais real-time, o furo se comoditiza e a tendência é valorizar-se a análise, a compilação e a edição. Quem sabe um novo modelo de negócio não pode surgir daí? o GigaOm nos EUA por exemplo acaba de abrir sua área de conteúdo PRO, 100% paga. Será que este modelo vinga e outros players adotam? Ou ainda viveremos por algum tempo a ditadura do “furo de reportagem”? Quem se habilita a dar uns palpites?
Pois é, Diego. Eu fico pensando o tempo todo que o problema nesse modelo é que eu não sei se as grandes agências vão ter “furos” exclusivos. À medida que o twitter e outras redes sociais tornam-se transmissoras de notícias, talvez sobre aos veículos maiores a responsabilidade por uma análise criteriosa, checagem de fatos, etc. Esse conteúdo é que eu consideraria premium.
Pois é, Diego. Eu fico pensando o tempo todo que o problema nesse modelo é que eu não sei se as grandes agências vão ter “furos” exclusivos. À medida que o twitter e outras redes sociais tornam-se transmissoras de notícias, talvez sobre aos veículos maiores a responsabilidade por uma análise criteriosa, checagem de fatos, etc. Esse conteúdo é que eu consideraria premium.
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