Seu Olho Ciborgue Conversará com Você
Bem enquanto alguns de nós estamos nos acostumando às aplicações de realidade aumentada para celulares e câmeras digitais, Babak Amir Parvis e seus alunos na Universade de Washington estão dando um passo além. O grupo está trabalhando em uma interface homem-máquina onde LEDs são embutidos em lentes de contato para mostrar informações ao usuário. Sim, você ouviu certo, em alguns anos seu olho ciborgue conversará com você. Em um artigo com o IEEE Spectrum, Parviz relata os desafios de construir sob medida circuitos semi-transparentes em uma lente polimérica de aproximadamente 1.2 milímetros de diâmetro.
Parviz diz: -”Estamos começando com um produto simples, lentes de contato com uma fonte de luz única, e pretendemos desenvolver para lentes mais sofisticadas que podem sobrepor gráficos coloridos em alta resolução gerados por computador no campo de visão real do usuário.”
Por enquanto, Parviz menciona que pistas visuais de pixel único para gamers e deficientes auditivos já são bem plausíveis usando os protótipos das lentes. O grupo também fez experiências com biomonitoramento não-invasivo incluindo checagem de níveis de glicose para diabéticos.
Alguns dos desafios óbvios na construição de uma lente de contato para realidade aumentada incluem:
1. A necessidade de peças customizadas: Componentes de circuitos e LEDs normais são incompatíveis com lentes de contato comuns. Todas as peças no projeto devem ser fabricadas do zero.
2. Restrições físicas: O grupo deve tentar encaixar transístores, chips de radio, antenas, resistores de difusão, LEDS e fotosensores em um minúsculo disco de polímero. Ainda é necessário que o time controle a posição da lente e intensidade da luz em relação à pupila. Por fim, devido à distância mínima entre a lente e a superfície da córnea, o grupo deve projetar as imagens para longe do olho usando micro-lentes ou lasers.
3. Segurança do usuário: Além de proteger o olho contra químicos, calor e toxinas, os componentes das lentes devem ser semi-transparentes para que o usuário possa enxergar seus arredores.
“Nós já vemos um futuro no qual as humildes lentes de contato se tornam uma plataforma real, como o iPhone é hoje, com muitos desenvolvedores contibuindo com suas idéias e invenções. Na nossa opinião, as possibilidades se extendem até aonde o olho consegue ver.” E você pensou que a SDK do iPhone era um osso duro de roer.
Para o artigo completo de Babar Amik Parvis (Babar é o nome do indivíduo!), confira a página biomédica do IEEE Spectrum.







Queria ver a cara do Kevin Warwick depois de ver um desses, hehehe.
Que locura!
Quero uma dessas! Tem troco pra R$50? hehe
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