1 ano de Microsoft SOL – Startups Online


LAYOUT%20PAINEL%20PALCO%20%287%29 thumb 1 ano de Microsoft SOL   Startups Online

O ReadWriteWeb Brasil, a convite da Microsoft, compareceu hoje ao evento de comemoração de 1 ano da iniciativa Microsoft SOL – Startups Online no Brasil.  O evento, que contou com parceiros como o blog Startupi e o The Hub,  faz parte da iniciativa da Microsoft para ajudar empresas nascentes a se consolidarem e reduzirem seus custos de operação. É uma estratégia interessante para a Microsoft, que consegue entrar nas empresas em seu estágio mais inicial, antes que elas tenham aderido a plataformas open source ou concorrentes e também para as startups, que conseguem não apenas apoio técnico, mas também suporte e capacitação de um grande player.

Durante a apresentação, Oswaldo Barbosa, diretor de serviços online e consumo da Microsoft, falou do grande número de empresas parceiras BizSpark aprovadas nos grandes eventos globais de startups, como Seedcamp e Techcrunch 50.

Sílvia Valadares, apresentou alguns dos programas da Microsoft SOL, que incluem:

BizSpark – O MS BizSpark é focado em startups com faturamento até R$1.200.000,00 anuais, e oferece licenças de softwares Microsoft e também capacitação e consultoria tecnológica as startups participantes.

WebsiteSpark - O programa visa atingir  o público de jovens desenvolvedores de websites e aplicações web e oferece ferramentas para desenvolvimento de aplicações online, parceiros de hospedagem, e participação em seminários online de capacitação.

Lançamento BizSpark One

Durante o evento, foi anunciada a nova iniciativa do Microsoft SOL, o BizSpark One. O programa tem como objetivo selecionar e ajudar startups com alto potencial de crescimento, que desenvolvam serviços utilizando tecnologias Microsoft. A startup recebe atendimento V.I.P., com suporte tecnológico, estratégico e acesso à rede de parceiros Microsoft (inclusive fundos de capital de risco). O BizSpark One procura startups “Rock Stars” e pretende ajudar estas startups a crescer e se consolidar.

O evento contou ainda com Palestras de Diego Remus (Editor do blog Startupi) Marcos Tanaka (CEO da Boo-Box), Johnny Ken (Diretor de Tecnologia da Kingo Labs) e de Eric Acher (CEO da Monashees Capital).

Destaques

Marcos Tanaka falou sobre a história de negócios da Boo-Box. Ele afirmou que o universo de Venture Capital é bastante restrito no Brasil, mas já está bem a frente em relação ao cenário de 2007. Tanaka afirmou que investimento em idéias é algo importante, mas pouco comum no Brasil. Aqui, pouca gente investe em empresas com receita zero. A Boo-box recebeu um aporte de 300 mil dólares ainda na fase conceitual do produto e com este investimento conseguiu encontrar seu modelo de negócios.

Já Eric Acher, começou sua palestra fazendo uma diferenciação interessante entre Venture Capital e Private Equity, afirmando que o mercado de VC não é sobre fazer deals, e sim sobre construir negócios. Acher criticou o modelo viciado que surge quando a mentalidade do mercado de Private Equity é aplicada no mercado de capital de risco. Outro ponto levantado foi a falta de cases brasileiros que seguem o caminho natural de investimentos de VC, pois até pouco tempo atrás, com as altas taxas de juros, era inviável um mercado de capital de risco por aqui.

Eric também contou a história da Monashees Capital (MC+) que foi aberta em 2005 e já conta com empresas como boo-box, ikwa e popego em seu portfolio e vários investimentos no exterior (EUA, Israel, Argentina, …). Hoje a Monashees se posiciona como não sendo um fundo de capital de risco com prazos artificiais para saída. Segundo Acher, o modelo tradicional de capital de risco do mercado americano não funciona aqui, pois nosso mercado ainda não é maduro. O modelo proposto pela Monashees se baseia em ir atrás de investidores privados, em muitos casos também empreendedores já bem sucedidos para levantar recursos, pois para uma empresa de capital de risco é necessária mais agilidade e autonomia. O retorno pode demorar, mas quando chega… vale a pena.