7 Fatores que Podem Comprometer o Sucesso do iPad
O iPad foi finalmente lançado e agora que a poeira da expectativa baixou é hora de analisar de maneira mais profunda o novo gadget apresentado pela Apple e abrir a discussão sobre o possível impacto ele terá no mercado e se será um sucesso de vendas ou não.
Resolvemos selecionar aqui sete limitações que podem ser determinantes para que o iPad se torne (ou não) o produto que irá revolucionar o mercado como a Apple divulgou:
1. O tamanho do iPad faz com que ele não seja um dispositivo realmente móvel, uma vez que será sempre necessário carregá-lo em uma mochila ou bolsa, o que aproxima muito sua “mobilidade” à de um netbook. Não é um dispositivo que se carrega no bolso, como um iPhone e oferece algumas limitações de uso em relacão.
2. Outro motivo que atrapalha sua mobilidade é a ausência de conectividade com outros periféricos e gadgets em um dispositivo tão completo. A falta de entrada USB impede, por exemplo, que você possa transferir fotos de uma câmera digital diretamente para ele em qualquer lugar e sem a necessidade de um adaptador (que ainda nem existe). Ou seja, se precisar descarregar as fotos da sua câmera enquanto faz uma viagem, leve um netbook, não o iPad.
3. Não possui câmera, falamos sobre isso hoje mais cedo, aqui.
4. Apesar de a AppStore já possuir mais de 140 mil aplicativos é bom lembrar que uma grande parte deles (provavelmente os mais úteis) são feitos para adaptar a exibição de informações encontradas na Internet ao formato reduzido da tela do iPhone, o que perde o sentido na tela do iPad. Nao há necessidade de se usar um aplicativo de Facebook, Twitter ou Orkut se você pode ter a experiência completa do site em uma aba do browser. Portanto, esteja pronto para ignorar uma boa parte destes milhares de apps. Para os desenvolvedores, apartir de agora, preparem-se para desenvolver duas interfaces gráficas para cada aplicativo.
5. A falta de multi-tarefa em um dispositivo que se posiciona entre os celulares e notebooks é um impedimento grave. Vários casos de uso como conversar no Skype e navegar na Internet ao mesmo tempo, ficam inviáveis. Esse “problema” é facil de se corrigir com atualizações, mas o iPhone já foi lançado há 3 anos e esta limitação ainda persiste.
6. A melhor experiência de navegação na Internet não pode existir sem o suporte ao adobe Flash. Muitos podem até achar o plug-in pesado e pouco prático, mas é essencial para a navegação em milhões de sites. E se você gosta de games, esqueça os games em Flash.
7. Apesar dos milhões de comentários sobre a morte do Kindle e leitores de e-book, o iPad pode não representar uma ameaça a esse mercado, já que um grande trunfo desses dispositivos são as telas e-Ink, que permitem a leitura em várias condições de luminosidade. Todos que já tentaram ler uma tela de LCD embaixo do sol tropical do Brasil sabem que a visibilidade é bem prejudicada.
É impossível prever se um novo produto irá fazer sucesso ou não e até mesmo a Apple possui seu histórico de produtos que não conseguiram causar o impacto esperado, principalmente por causa da altíssima expectativa gerada. É possível que o iPad encontre seu lugar nichos de mercado, com usos bem específicos, da mesma maneira que o Macbook Air e o Apple TV, por exemplo, mas é impossível prever se a Apple vai ser bem sucedida na criação de necessidade de um produto assim.
E você, acha que a Apple vai inventar um mercado, ou está apenas ampliando seu mix de produtos?








Eu ainda me pergunto: qual inovação há num iPhonezão?
Tomara que eu esteja errado, mas é a impressão que eu tenho agora…
Inovação nenhuma, mas um movimento estratégico da Apple contra a Amazon no mercado de ebooks. let's wait and see.
O LCD além de não proporcionar as mesmas condições de leitura do e-ink, gasta muito mais energia e, principalmente, sofre de flickering.
O e-ink não tem iluminação traseira, por isto é tão confortável de ler.
A tela do iPad, mesmo possuindo a tecnologia ISP ainda é tão leve nos olhos quanto o monitor que você está usando para ler este comentário agora.
De forma alguma ele oferece risco ao mercado de e-books “de verdade”. Pelo menos não por enquanto.
A falta de USB pode atrapalha em alguns casos, mas na aquisição de fotos ou músicas através de um SD não é impossível no iPad ou diretamente no iPod. Para quem não sabe, existem acessórios da apple que permitem essa conexão à porta de replicação do gadget, tais como o iPad Camera Connection Kit.
Vejo um fator adicional, que é a sede de controle da Apple. No fundo ela é a causa raiz de algumas das limitações que você comenta – como a falta de suporte ao Flash, por exemplo. É um ponto preocupante porque já vimos algumas vezes como isso afeta a liberdade de publicar apps para o iPhone. Agora, será que o conteúdo será fácil de publicar e vender? Se qualquer um puder vender um ebook no BookStore, ponto para a Apple.
Fora isso, acho que Apple acertou em muita coisa – como peso, preço e (claro) estética. A parte comercial é um grande trunfo: pacote de dados integrado (tem muito apelo), AppStore, BookStore, etc. Resta ver se as pessoas vão preferir comprar um dispositivo mais “genérico” como o iPad em vez de “especialistas” clássicos nas funções que o iPad cobre – como o próprio iPhone, iTouch e o Kindle. Será que o iPad vai sofrer da síndrome de pato – não voa, não nada, não anda direito? Ou a conveniência do “tudo em um” vale mais?
Tecnicamente essa foi minha maior decepção com o iPad. Esperava uma tela melhor. Pelo menos é do tamanho certo (10″), e a tecnologia ISP promete um desempenho melhor na luz (mais contraste) do que um TFT normal. Só não sei como eles fizeram isso e ainda extrairam 10 horas da bateria para vídeo!
O tamanho permite aplicações diferentes. A inovação não está na tecnologia (que realmente decepciona) mas na combinação de usabilidade de uma tela maior e de novos modelos de negócio. Não é algo que atraia os aficcionados por tecnologia mas pode dar bons resultados…
Eu acho que o lance do pacote de dados é crítico para a entrada no mercado de ebooks. O 3g do Kindle é gratuito para o end user, o da Apple é USD 15+ …
Acho que é mais um iPodão. Não tem telefone nem câmera…
Também acho que não teve inovação. Mas ela trouxe uma nova linha de produto, que quando tiver concorrentes, aí sim terá inovação. Imagina um aparelho desse com mais recursos, como câmera, bluetoofh, infravermelho, etc, tendo uma plataforma totalmente aberta. Android? Poderá ser usado para automatizar uma casa por exemplo.
Em 1989 um jornalista conceituado da área de informatica disse quando no lançamento do iMac: “O iMac será um imenso fracasso, ele não tem leitor de disquete”… o iMac foi um fracasso?
A Apple não é boba de lançar um produto mais barato em sua cadeia de produtos que vá diminuir ou afetar a venda de outros produtos. Esse é o foco das limitações: evitar que um novo produto canibalize o mercado do outro altamente rentável. Tecnologia escalonada iPhone -> iPad ->?
A não existência da porta USB tem razão direta com a autonomia de 10horas do iPad compensando sua excelente tela OLED. Portas USB roubam bastante energia de qualquer dispositivo que as possua.
Acredito que vai ser um sucesso avassalador devido as suas aplicações em e-book, agenda, office e diversão. Há muito mercado e oportunidade! o sucesso do iPhone mostra isso.
Eu mesmo penso em comprar um para apresentar projetos a clientes, repassar e-mail por 3G, receber e-mails enviar arquivos por wi-fi…
[...] This post was mentioned on Twitter by Pedro Araujo, Hélio Sassen Paz, Elio Gavlinski, Sergio Abranches, Adriano Brandão and others. Adriano Brandão said: Finalmente um artigo sobre os problemas do iPad que faz sentido: http://goo.gl/e1gQ (O artigo do Gizmodo é uma decepção. Tudo errado.) [...]
Eu não acompanhei bem o lançamento do iPad mas sinceramente não entendi bem “qual é” a desse produto.
O que é um iPad no fim das contas? Uma versão anabolizada da prancheta eletrônica da Motorola?
Consigo até imagina um técnido de uma equipe desportiva qualquer com um dispositivo assim e tal mas e o restante dos meros mortais… o que fazer com isso?
Quando começaram com a conversa da leitura de e-books fui no ponto do item 7. Se a leitura fosse algo tão simples assim me bastaria um netbook e diria adeus a todos os meus livros mas conforto na leitura não é algo tão simples em monitores.
Talvez as empresas produtoras de leitores de e-books fiquem assustadas e façam seus preços despencarem.
Enquanto isso vou tentando entender qual é ado iPad.
O problema do iPad não é ele ser um novo iPhone, e sim, a vontade de todos de que ele seja um novo iPhone. Não vejo a necessidade de um produto como esse fazer coisas além de possibilitar a visualização de textos, fotos, videos e ouvir sons e música. Não há a possibilidade de um aparelho desse tamanho (e é um bom tamanho para a leitura) substituir um telefone. Então qual a necessidade de ele realizar as mesmas tarefas do tal?
Tudo bem, mas o 3G do Kindle é praticamente inútil. A lentidão da tela o torna inadequada para navegar para rodar apps e prejudica até o acesso Internet. Fica mais fácil montar um modelo de custeio nessas condições.
Eu tenho um netbook e uso para ler arquivos PDF. O principal problema é o formato do equipamento, que é totalmente inadequado. Por exemplo, para ler deitado na cama, preciso rotacionar a tela e usar de lado, para que a página seja renderizada na vertical. Por incrível que pareça é a melhor posição, que fica mais fácil de segurar por algum tempo. Em qualquer posição o peso e a posição dos botões para passar páginas não ajudam. Para mim isso interfere muito mais do que o fato da tela ser LCD.
Acho que o pessoal vê a aparência externa, a “cara” do iPhone OS, e pensa que é a mesma coisa. Acho que o uso será completamente diferente.
Olhando o projeto, me dá a impressão de que eles cortaram TUDO que podiam para manter o preço e o consumo em cheque. É por isso que não tem leitor de cartão SD, webcam ou porta USB. Só assim para fazer o equipamento custar menos de 500 dólares e durar 10 horas.
Admiro a Apple pela insistência em perseguir um alvo assim tão difícil. É muito fácil cair na tentação de “vamos colocar só mais isso, vai consumir só mais meia hora da bateria, ainda sobra muito…”. Nitidamente, eles tiveram que trabalhar no limite extremo da tecnologia. Enquanto isso a Microsoft (por exemplo) jamais conseguiu fazer um tablet viável, em grande parte pela cultura de “bloatware” presente em seus produtos.
Tá brincando? o 3g do kindle é a melhor ferramenta para comprar ebooks que já vi. Não tem nem que fazer login (diferente da appstore…) O iPad tem que comer mto arroz com feijao pra poder conseguir desbancar ele neste quesito.
Não duvido que o produto tem potencial de ser um sucesso. E sim, o tamanho permite aplicações diferentes. Mas quais os novos modelos de negócio? Venda de ebooks? Venda de conteúdo multimídia? Novos casos de uso eu concordo, modelos de negócio não entendi.
A tela é exatamente o que eu esperava, mto boa por sinal, exceto para leitura pesada (livros), onde o e-ink comanda…
Tem casos de uso bacanas. Ex: de ferramenta para demos até cardápios de restaurantes e aluguel de conexão em hotéis e afins.
Pra mim o que a Apple deixou claro na apresentação é que quer usar o iPad com plataforma pra vender absolutamente TUDO que a apple controla digitalmente: apps, ebooks, música.
A idéia que ficou pra mim do produto foi: O iPad é o hardware que você compra pra poder comprar software da Apple.
Mas o quê isto agrega pro consumidor final é que a grande questão. Eu acreditava que o iPad poderia ser o novo produto que compartilharia da antiga idéia de Bill Gates com o PC: “No futuro todo mundo terá um desses em casa”. Mas, na minha opinião pisaram na bola.
Confesso que criei muita expectativa com relação ao iPad e como todos os rumores apontavam para algo “Revolucionário”, eu realmente esperava algo desse tipo.
Minha principal aposta era algo focado em notetaking, que finalmente eliminaria a necessidade de eu levar um caderninho e caneta para minhas reuniões, para a faculdade, para o trabalho, e até para o supermercado. Algo com um forte reconhecimento de escrita, que realmente simulasse uma folha de papel onde eu pudesse escrever e rabiscar diagramas, fluxogramas ou caricaturas confortavelmente. Tudo isto, junto com as funcionalidades que já estavam disponíveis no iPhone. Mas não aconteceu.
O que a Apple criou foi realmente o “iPhonão”, só que sem câmera, sem telefone, sem GPS, sem flash!
O produto tem suas características legais, no entanto, não vejo como um produto tão popular quanto o iPhone. Entendo que sua aplicabilidade seja para casos bem mais específicos como os que já foram ditos por aí: apresentar sua startup em uma conferência, apresentar um cardápio em restaurantes, e obviamente, leitura de ebooks.
Eu esperava bem mais.
Pra mim o que a Apple deixou claro na apresentação é que quer usar o iPad com plataforma pra vender absolutamente TUDO que ela controla digitalmente: apps, ebooks, música.
A idéia que ficou pra mim foi: O iPad é o hardware que você compra pra poder comprar software da Apple.
Mas o quê isto agrega pro consumidor final é que a grande questão. Eu acreditava que o iPad poderia ser o novo produto que compartilharia da antiga idéia de Bill Gates com o PC: “No futuro todo mundo terá um desses em casa”. Mas, apesar de ser a 1a versão… pisaram na bola.
Confesso que criei muita expectativa com relação ao iPad e como todos os rumores apontavam para algo “Revolucionário”, eu realmente esperava algo desse tipo.
Minha principal aposta era algo focado em notetaking, que finalmente eliminaria a necessidade de eu levar um caderninho e caneta para minhas reuniões, para a pós, para o trabalho, e até para o supermercado. Algo com um forte reconhecimento de escrita, que realmente simulasse uma folha de papel onde eu pudesse escrever e rabiscar diagramas, fluxogramas ou caricaturas confortavelmente. Tudo isto, junto com as funcionalidades que já estavam disponíveis no iPhone. Mas não aconteceu.
O que a Apple criou foi realmente o “iPhonão”, só que sem câmera, sem telefone, sem GPS, sem flash!
O produto tem suas características legais, no entanto, não vejo como um produto tão popular quanto o iPhone, muito menos algo revolucionário (longe disso). Entendo que sua aplicabilidade seja para casos bem mais específicos como os que já foram ditos por aí: apresentar sua startup em uma conferência, apresentar um cardápio em restaurantes, e obviamente, leitura de ebooks.
Eu esperava bem mais.