Será que o Google Buzz é Capaz de Popularizar a Geolocalização nas Redes Sociais?


google buzz logo2 Será que o Google Buzz é Capaz de Popularizar a Geolocalização nas Redes Sociais?O Google lançou ontem, o Google Buzz, um serviço com potencial grande para se tornar o serviço mais popular baseado em localização na web. Além de ser integrado ao Gmail, que possui uma enorme base de usuários, o Buzz também adiciona recursos de busca local como o centro de sua versão mobile. A interface do Buzz integrada ao Google Maps torna muito fácil para que as pessoas encontrem “buzzes” ao seu redor, o que pode talvez ser o maior passo da empresa no ramo de redes sociais baseadas em localização, diferente do subutilizado Google Latitude.

Poucos Tweets são Geotagged – Será Que o Buzz Conseguiria ser Diferente?

A API de Geolocation do Twitter foi liberada em Agosto de 2009 mais ainda hoje poucos desenvolvedores a utilizam efetivamente.

Enquanto os serviços baseados em localização como o Foursquare e o Gowalla (que lançou uma API ontem) cresceram em popularidade, apenas 0.23% dos tweets possuem georeferenciamento. Mas diferente do Google Buzz, nem o Twitter, nem nenhuma grande aplicação da sua plataforma colocou as informações geográficas em primeiro plano.

A Arma do Buzz: Grande Base de Usuários

O Google já está liberando o produto para milhões de pessoas. De maneira simples, vários usuários da web móvel podem acessar a camada do Buzz sobre o Google Maps e encontrar mensagens do serviço em teoricamente qualquer lugar. A logomarca do Buzz já está lá, toda colorida e em destaque para quem quiser ver.

photo Será que o Google Buzz é Capaz de Popularizar a Geolocalização nas Redes Sociais?O site móvel do Buzz também permite ver de maneira simples as mensagens de usuários perto de você (inclusive dos que você não segue). Ao logar no serviço a partir do iPhone o mesmo também sugere que você adicione um atalho para o mesmo na sua home (não testamos no Android). O botão de “por perto” tem bastante destaque e também coloca o foco em localização. Graças a isso, você pode ter um uso bem interessante do aplicativo, ainda que nenhum de seus amigos seja um usuário do Gmail, algo que achamos improvável. Testamos em vários lugares por aqui (Belo Horizonte), e não achamos nenhum lugar onde onde não tenham “Buzzes” por perto. Isso pode ser interessante no longo prazo, pois você poderá fazer perguntas relacionadas a sua localização, com boas chances de obter uma resposta. Casos de uso como “Onde tem uma pizzaria aqui por perto” ou “Alguém sabe qual ônibus tomar para …” podem virar mensagens cotidianas do serviço

E a Privacidade?

Por padrão, o compartilhamento de localização está ligado no Buzz. Certamente, as pessoas se sentem bem mais a vontade compartilhando o que estão fazendo e o que elas almoçaram, como fazem no twitter, que compartilhando exatamente onde elas estão. Seria interessante se o Google liberasse controles de privacidade mais avançados. Várias pessoas se sentiriam a vontade, por exemplo, compartilhando apenas a cidade em que se encontram. Por outro lado, uma informação com esta precisão por padrão, diminuiria bastante o valor dos serviços, e o Google teria dificuldade de integrar com as páginas de lugares ao redor, por exemplo.

Geolocation: O Killer Feature do Buzz

Ao conectar o Buzz ao Google Maps e as páginas de lugares e também por ter uma grande base de usuários, o Google seria capaz de oferecer uma experiência bastante rica e talvez até melhor que seus concorrentes no segmento de aplicativos baseados em localização. A dúvida que fica, no entanto é se existe realmente uma demanda grande o suficiente dos usuários por isso. As primeiras reações ao serviço tem sido bastante positivas, e o hype de twitter killer já está passando. Ao lançar o Buzz, o Google ataca com força e vem comer o jantar de players como 4sq, Gowalla, Yelp e MyTown. Resta a dúvida: O Google conseguirá emfim romper a barreira e a fama de que a empresa não é boa em redes sociais e emplacar um serviço social baseado em localização?