Chegaram os Agregadores de Compras Coletivas. Será que o Mercado Tem Espaço?


O número de cidades cobertas não pára de crescer, e o boca a boca é o ponto chave do marketing dos Groupon-like, com cadastros de indicação em troca de 10 reais. Como contamos aqui no @rwwbrinício da febre, que em menos de 2 meses do lançamento do primeiro site de ofertas no Brasil já tínhamos 5 similares, hoje são mais de 10. O grande medo do original chegar ao Brasil (intitulado de Clube Urbano) acabou passando batido, o Peixe Urbano continua na liderança do mercado, próximo ao Clickon, que deu uma impulsionada depois do investimento.

Ainda é difícil prever se o que está atraindo os usuários são as ofertas mais baratas, as de melhor custo benefício ou as de nicho – apesar de muitos divulgarem serviços de estética. No hype do mercado, e com o número cada vez maior de usuários cadastrados a cada dia, a heterogeneidade da base é grande, e após uma maior estabilidade e um histórico maior de ofertas, as estratégias de marketing poderão ser mais direcionadas. Pelo jeito, tudo ainda é teste.

zipme Chegaram os Agregadores de Compras Coletivas. Será que o Mercado Tem Espaço?Neste período, um site que tem tido um enorme crescimento, na linha dos principais Compras Coletivas no Brasil, é o Zipme, um meta buscador de ofertas com um modelo de negócios um pouco óbvio: CPA. O usuário é direcionado para o site de compras coletivas e quando há a conversão de compra, o Zipme ganha uma comissão – não revelada. O Zipme já atinge 15 mil visitas por dia, agrega 12 sites de compras coletivas e tem como diferencial o agregador de clubes de compras (Brands ClubPrivalia, por exemplo). Essa onda também acontece nos Estados Unidos, com o serviço do Yipit, que recebeu aporte de 1,3 milhões de dólares.

A vantagem desse tipo de serviço é que o usuário recebe apenas um email com todas as ofertas do dia, sem acordar de manhã com a caixa de entrada cheia. O Zipme tem em média 200 cadastros diários, com um recorde de 2 mil em apenas um dia, segundo seus fundadores.

Outras empresas  já estão entrando na onda, e uma delas é o Apontador, que agora,  além de apontar endereços, criou o Aponta Ofertas. Também existem outros sites similares com grande tração, como o Busca Descontos.

A pergunta que fica é: será que esse modelo se sustenta? A aposta de uma consolidação no mercado ainda existe, e o que era pulverizado pode vir a ficar tudo em um mesmo lugar? É possível que um gigante, com grande tráfego, apareceça e crie um serviço similar, assim como fez a Ask.com? O Buscapé não tem muita cara de seguir por esse caminho, mas tudo é possível.