A Mídia Impressa Demora, Mas Entra na Onda. NYT Lança seu Player de Compra Coletiva

Uma notícia vazou recentemente na web de que o New York Times estaria planejando o lançamento de um serviço chamado TimesLimited, com o objetivo de oferecer aos usuários ofertas especiais de viagens e outros itens pelo email. É realmente o que você está pensando, o serviço funciona como os serviços de compra coletiva. Mas, porque a demora NYT? Como sempre, a indústria da mídia tradicional chega atrasada para este mercado particular, e perdeu a grande oportunidade do final de ano.

O NYT não é o primeiro a ter essa ideia. Alguns meses atrás o Cox Media Group lançou um clone do Groupon chamado DealSwarm, e a Star-Tribune de Minneapolis já entrou nesse mercado há algum tempo com o seu player Steals. No Canadá a rede TorStar Corp, que publica o jornal Toronto Star, comprou um serviço de compras coletivas chamado WagJag no ano passado. Outros jornais como o McClatchy Group escolheram fazer parcerias com o Groupon em vez de criar o seu próprio serviço.

Entrar para esse mercado não é tão simples, mas também não é difícil. E alguns players conseguem uma boa margem de lucro, apesar da intensa competição. A cópia de serviços como o Groupon pode não ser a resposta para os problemas das mídias tradicionais, mas pelo menos é um lugar para recomeçar.

Mesmo os gigantes da web como a Google e o Yahoo não conseguiram pensar num serviço como o Groupon, por isso a Google tentou comprá-lo. Mas para os jornais isso seria um pouco menos complicado, já que as mídias impressas já possuem relacionamentos com centenas de empresas locais, porém o foco fica na propaganda, e não na tentativa de conectar diretamente com os clientes. O que parece ser óbvio, pois jornais como o New York Times já fizeram no passado coisas similares como oferecer aos assinantes ingressos para peças de teatro ou para eventos similares. O NYT inclusive começou um clube do vinho para dar acesso preferencial aos leitores a novas vinícolas e análises. Em muitas maneiras o Groupon e o LivingSocial são apenas extensões desse tipo de esforço de marketing.

O problema agora é que o Groupon e o LivingSocial tornaram-se gigantes no mercado de email-marketing, tanto que eles oferecem uma escala que os jornais não podem competir. Mas ainda existem chances para o NYT atingir seus leitores com ofertas locais, mas as chances são bem menores agora do que há dois anos.

E no Brasil? Qual jornal vai copiar o NYT copiando o Groupon?

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