A Mobilidade e o Valor Agregado

Autor Convidado: Isabel Geo é jornalista, empreendedora e comanda a Agência de Comunicação Multiplataforma Visionello Conteúdo Inteligente.

A criação e o desenvolvimento de aplicativos para mobile tem dado uma aquecida no mercado de comunicação móvel. Atualmente são variadas as lojas que comercializam esses produtos, como a TIM App Store, Nokia Ovi Store, BlackBerry App World, Apple AppStore, Android Marketplace, entre outras. O mais interessante nesse aumento da relação exposição vs. interação móvel são as possibilidades de abertura para desenvolvedores independentes de aplicativos.

A hora para quem cria é agora. Esse momento resulta positivamente nos novos e experientes profissionais da área e em empresas especializadas em serviços móveis que estão cada vez mais em voga no mercado nacional. Dentro desse nicho em expansão estão os serviços de VAS ou SVA (Serviços de Valor Agregado), que traduz e simplifica a necessidade do cliente para um projeto bem sucedido, seja de mobilidade corporativa e marketing móvel para divulgação de um produto. Além da pesquisa em novas tendências, o valor agregado de um gadget é o poder de entender o consumidor e unificá-lo com conteúdo segmentado.

É aí que entra o uso de aplicativos diferenciados e outras novas formas de interação.

A notícia é que as operadoras estão liberando aos poucos o espaço para os profissionais enviarem seus aplicativos para venda em sites dirigidos e incorporá-los a variados modelos de celulares. Aos autônomos, a finalidade de remuneração e visibilidade para empresas, como uma vitrine de portfólio. Não é novidade que a abertura de acesso exista, o que é novo é a quantidade de companhias que oferecem um número muito maior de oportunidades.

Recentemente foi a norte-americana Qualcomm com o lançamento da plataforma Plaza Retail em parceira com a TIM Brasil e a estreia da loja do Google, a Chrome Web Store.

Já a Apple liberou oficialmente o acesso brasileiro à sua App Store para quem busca aplicativos para o iPad e iPhone e a chance de venda de criações brasileiras é uma realidade.

Hoje cerca de 75% dos usuários de internet estão em alguma rede social. Grande parte deles precisa de uma completa mobilidade, já que 36,7% deles acessam a web pelo celular e 12% acessam redes sociais diariamente. Sem contar as ações que a Pepsi, McDonald’s, Nike e Adidas entre outras marcas tem feito na rede Foursquare para trabalhar o conteúdo, levar a visibilidade da marca e criar novas experiências a esta nova rede móvel. Isso quer dizer que a mobilidade é um mercado que cresce em um ótimo ritmo todos os anos e que muitas vezes funciona como canal oficial de uma corporação que precisa firmar um relacionamento estratégico com o cliente. Para isso é preciso criar uma plataforma de marketing relevante, aumentando a usabilidade a um plano que somente agora, a partir de 2010, começa a ser concretizado.

Usabilidade em Primeiro Lugar

Para aperfeiçoar a usabilidade em novos modelos de aparelhos, os programadores desenvolveram o chamado Micro-Browsing, que é a internet “de verdade” usada pelo mobile, ou seja, as ferramentas principais de navegação estão lá e a interface consegue ser bem competitiva. Com exceção da Apple que criou um mundo paralelo para o iPhone e seus outros produtos, os recursos disponíveis em sistemas como Symbian e Java 2 ME são compatíveis em grande parte dos aparelhos à disposição do mercado.

O Google, por exemplo, lançou no começo do ano o Nexus, o primeiro smartphone da marca, que o utiliza o sistema Android (baseada no Linux) e com a sua própria loja pretende comercializar jogos, revistas e aplicativos. Além disso, o grande buscador prevê mais inovações que chegarão ao navegador e ao Google Wave, a ferramenta super comentada que antes exigia um convite para ser agregada e atualmente foi disponibilizada abertamente ao público. Já a Microsoft lançará no final do ano o Windows Phone 7. Com a versão 7, o usuário passará por uma nova experiência, integrando a loja virtual de música, o Zune Marketplace, e a versão móvel do Xbox LIVE, no qual será possível jogar com o celular.

Em boa parte dos projetos de mobilidade, as estratégias das empresas são o engajamento e mobilização de ações que complementam projetos de ativação de marca ou ações completas de marketing direto – para se ter acesso às plataformas offline ou na web. Quando o usuário deseja a interação pelo celular existem várias camadas de comunicação. Hoje é muito possível ler uma revista, usar como desktop e ter acesso a qualquer tipo de conteúdo ou serviço que já existe fora desse celular.

O que se tem pesquisado na área, os preços dos aplicativos nas lojas variam atualmente entre R$ 1,49 a R$ 49,99, mas preço nunca foi regra. A experiência do consumidor junto a uma perspectiva integrada, aliada à análise de recursos, processos e prioridades baseadas nos interesses do target serão as estratégias principais para um resultado positivo e relevante de mobilidade para a história da marca.

Ecossistema: Reciprocidade e Colaboração

A reciprocidade quando se fala em usabilidade é importante também quando se discute a facilidade de interação nos portais de aplicativos. Pode parecer fácil como subir um vídeo no youtube, mas do que adianta a Interface Multiplataforma se as ferramentas não ajudam?

A usabilidade é levada em conta com o Management Center e a Storefront na grande maioria das lojas virtuais.

Com uma experiência de usuário consistente, atraente, intuitiva e de fácil atualização, os desenvolvedores novos ou experts entendem e monitoram a execução de seus trabalhos. Muitas lojas fornecem dicas e dados relevantes de pesquisa e estudo para os profissionais. Informações diversas podem ser aproveitadas e compartilhadas também para o consumidor final, que consegue visualizar o que é importante para ele no momento. A procura por aplicativos customizados são otimizados dentro da rede, com ferramentas de recomendação entre usuários e métricas de Behavioral Targeting. Quer dizer, só são sugeridos produtos que combinem com o consumidor.

O parâmetro de indicação para os desenvolvedores funciona como um boca-a-boca e mais que isso, uns opinam sobre o trabalho dos outros e o próprio criador tem visão de comprador. Como um IdeaStorm, referência de canal de comunicação que a Dell criou e defende a concessão para os usuários sugerirem ideias de como melhorar negócios e produtos e receber todo um feedback.

Plano Pré-Pago para Internet

Foi anunciada recentemente a viabilização da primeira internet móvel pré-paga. A primeira operadora foi a TIM Brasil, mas a demora não será longa para clientes de outras companhias entrarem nesse contexto.

“Não podemos esquecer que mobile também é uma ferramenta de inclusão digital e tudo faz mais sentido quando tornamos realidade o plano do pré-pago”, apontou Daniel Gotilla, Consultor de Tendências e Inovação da operadora, em um encontro para desenvolvedores no começo de maio passado.

Sem dúvida, o celular é uma poderosa ferramenta não só de abrangência digital, mas social. A estratégia inicial é a expansão do target, que hoje na maioria atinge igualmente homens e mulheres de 15 a 24 anos das classes A, B e C.

Um problema que bate nesse desenvolvimento todo é que os 35 milhões de brasileiros que acessam a internet pelo celular estão pagando mais 20% de conta de telefone, como constatou a consultoria TNS, segundo estudo da Global Telecoms Insights 2010. Conforme os dados levantados, apesar do gasto maior, a despesa não desestimula a população, já que 70% comprará aparelhos mais sofisticados este ano, gastando R$ 492 em média, um valor 10% maior que em 2009. No compasso das contas altas e consumidores cada vez mais interessados por aparelhos avançados, o plano pré-pago será mais que um êxito.

Mercado: Acessibilidade Móvel

As lojas de aplicativos são uma febre no mundo, nos EUA é um mercado em estabilidade e por aqui acontece um processo de crescimento e efervescência. Todos estão correndo atrás da sua chance, desde fabricantes de aparelhos, operadoras às desenvolvedoras de sistemas operacionais.

“O mercado de aplicativos móveis crescerá ainda mais nos próximos anos, isso é uma aposta muito certeira. Afinal, os próprios feature phones terão qualidade para suportar aplicativos e todo o processo de obtenção de um novo aplicativo será facilitado”, explica Renato Cairo, gerente de comunicação da Pinuts Studios, especializada em tecnologia móvel. Além disso, Cairo aponta mais outros dois motivos. Um é pela questão da melhoria tecnológica dos aparelhos, em que será possível fazer aplicativos com performances cada vez melhores e com um processo de aquisição mais simples, que são duas barreiras para o usuário comum atualmente.

O outro é pela expansão das redes de dados, como a 3G e outras novas redes, que reduzirão custos e será acessível para um maior número de pessoas.

A opinião de Cairo se une a de especialistas do estudo da Consultoria TNS, que com a maior oferta de aparelhos e o investimento das operadoras em redes de alta velocidade, o brasileiro aderiu de vez à experiência de se conectar à internet pelo celular. “Mais de um milhão de usuários têm o Windows Phone (sistema da Microsoft – patamar que coloca o Brasil entre os dez principais países para a empresa)”, conclui a análise.

O crescimento de toda essa infra-estrutura, de aquisições, conexões e aplicativos é essencial para que o usuário tenha uma experiência cada vez mais simples na hora de navegar pelo telefone. Nunca é demais. No final, todo mundo está atrás de sua loja porque identifica a necessidade de um aplicativo com a sua cara.

Como começar?

  • Cairo deu dicas para encontrar as melhores lojas para venda de aplicativos. Uma das melhores listas de lojas de aplicativos é a base que a Distimo utiliza.

Nesse portal estão as principais lojas, como a Apple App Store, BlackBerry App World, Nokia Ovi Store, Android Market e o Windows Phone Marketplace.

  • O canal Plaza Retail da Qualcomm está no ar há pouco tempo. Para participar do portal, o desenvolver poderá se registrar e criar seu profile.

O coordenador explica que a ideia da WAC é estabelecer uma App Store com uma forte presença de funcionalidades para o desenvolvedor otimizar tempo. “Ele não precisa ficar pingando tanto de loja em loja para chegar ao usuário final. E com uma maior representatividade eles conseguirão rivalizar com a Store da Apple, em tese”.

Ainda em teste, o portal não entrou no ar integralmente.

Para participar, o desenvolvedor poderá enviar um email de interesse para info@wholesaleappcommunity.com.

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