Depois das Compras Coletivas… Chegou a Febre do CrowdFunding

No final do ano passado falamos sobre o CrowdFunding e perguntamos se essa “moda” iria pegar por aqui. E não é que pegou? O sucesso do Kickstarter e do Diaspora, que também já cobrimos, lá de fora incentivaram alguns projetos brasileiros, como o Catarse, um plataforma de crowdfunding brasileira, que já foi mencionado aqui no ReadWriteWeb.

Mas agora, quase três meses depois, temos evidências de que a moda não só pegou, como praticamente virou uma febre, a febre do Crowdfunding. Vários outros players surgiram e continuam surgindo, oferecendo ajuda na fomentação de projetos, cada um a sua maneira.

Veja uma breve lista dos players atuais:

Os projetos ou ideias não podem depender apenas de investidores early stage, angels e muitas vezes não possuem cacife para uma incubadora. É muito bacana ver que esse tipo de segmento está crescendo por aqui. Mas, será que estamos entrando na era dos clones da Kickstarter? Você conhece algum que não foi mencionado? Será que como negócio, o modelo vai se provar? Não deixe de se manifestar!

0 responses to “Depois das Compras Coletivas… Chegou a Febre do CrowdFunding

  1. o que quero saber é se essa explosão cambriana não vai acabar prejudicando a evolução do conceito no Brasil… se os financiadores estiverem pulverizados entre tantos sites lançados concomitantemente, como é que fica? o risco de vários projetos não serem financiados é alto.
    tá aí mais um ponto negativo pra botar na lista da estratégia “copy-cat”

  2. Pessoal, estudando melhor o crowdfunding vocês talvez cheguem à conclusão de que o risco maior é a pulverização dos projetos entre as várias plataformas, não a pulverização dos financiadores entre elas.

    Diferente das comprar coletivas, o público que apoia projetos é muito mais específico e os vínculos são mais do que comerciais.

    Cada projeto carrega sua própria comunidade e precisa que os elementos mais próximos (famílias e amigos) apoiem muito antes que desconhecidos passem a apoiar. Existem estudos publicados na internet sobre isso, basta procurar.

    Sendo assim, o risco de pulverizar os financiadores entre plataformas diferentes é o mesmo que pulverizar financiadores entre projetos da mesma plataforma, o que já é previsto… mas receio que seja mínimo, já que o financiador precisa realmente desenvolver algo maior que o mero desejo de obter um desconto.

  3. Mesmo sabendo que a concorrência será maior, acreditamos que quanto mais players, maior a difusão da idéia, que atualmente, é o que importa.

    Num segundo momento, o mercado vai se encarregar de escolher quem continua no jogo, quem não deveria continuar, de acordo com o serviço prestado, relevância dos projetos, etc.

    Acreditamos nessa revolução do crowdfunding e em como isso pode afetar a maneira como se produz cultura, principalmente, no nosso país.

    Convidamos todos vocês a participar com a gente: http://www.produrama.com.br

    Abraço a todos!

  4. Pessoal, vejo que os efeitos da estratégia copycat que o Gian menciona serão cada vez maiores. O nivel global de conectividade entre as ações de empreendedorismo (principalmente o de startups) é cada vez mais intenso. Tudo o que acontece em algum lugar (em geral, Silicon Valley) e explode, tende a se difundir de maneira muito rápida em qq lugar (exemplos são muitos, como o do “fenômeno” Lean Startups, entre outros). Acredito que essa tendência só tende a crescer, em qualquer segmento de negócio. Ou seja, não dá para evitar, é uma força muito forte.

    O que eu vejo é que o mercado de fontes de financiamento/viabilidade de novos negócios passou a sofrer tb muitas inovações e novas fontes de recursos surgiram. Aceleradoras tipo YCombinator surgem como inovações pq o custo de criar um novo negócio caiu barbaramente, juntamente com a crise/fuga cada vez maior da indústria de VC/PE das fases early-stage.

    Portanto, acredito que está havendo uma nova formatação da indústria de financiamento para novos negócios, que é estrutural, com uma diversidade de opções, que reflete a própria dinâmica de novos negócios. Empreendedorismo de startup sempre reuniu uma diversidade muito grande de novos negócios (auto-emprego, life style, startups promissoras com gde capacidade de crescer etc.) mas nunca uma houve uma diversidade no lada da oferta de recursos para viabilizá-las. Agora, essa oferta de novos tipos de recursos (não só angels, VCs etc) acompanha mais de perto o desenvolvimento das startups.

    Os próprios movimentos da economia, como foi mencionado, tratarão de “limpar” os excessos, eliminar negócios, enfim, selecionar o que deve ficar.

  5. Muito legal ver a Senso Incomum citada nesta lista, valeu Diogo!

    No mais, concordo com o Paulo, Gabriel e Gustavo… O mercado se encarregará de filtrar as plataformas mais competentes em cada segmento e, neste momento, numa avaliação trade off como gestor de um site de crowdfunding o cenário competitivo favorece mais do que desfavorece a sedimentação do modelo.

    E como a tecnologia não é uma barreira de entrada para este tipo de modelo o que vai perpetuar cada uma das iniciativas será sua habilidade em criar o contexto que envolve e mantém seus usuários (donos de projetos e doadores).
    No caso da Senso Incomum estamos entre as primeiras startups brasileiras a lançar um site de financiamento colaborativo para projetos sociais e ambientais de qualquer porte.

    Quem tiver interesse em saber mais sobre a gente, recomendo este link http://www.sensoincomum.com.br/blog/press-release/

    No Brasil, o crowdfunding tem muito chão pela frente e uma única plataforma não alavancaria o conceito por aqui.

  6. O site e apenas uma ferramenta, uma plataforma. Tendo um, ou varios sites de crowdfunding nao vai atrapalhar a evolucao do conceito aqui.
    Ninguem ajuda um projeto apenas por estar exposto em um site, uma pessoa ajuda quando se sensibiliza com o projeto e/ou esta na rede de contatos dos articuladores do projeto.
    O fato de ter varios so vai atrapalhar os founders dos sites, que vao ganhar cada vez menos porcentagem em cima do que eles estao oferecendo.
    A existencia de tantos copycats acontece por ser um modelo de negocios excelente para o empreendedor. Voce ganha dinheiro pelos outros, e nao tem trabalho nenhum. toda o esforco de marketing em cima do site fica com o dono do projeto `fundado`.
    Resumindo, a explosao de sites de crowdfunding e muito boa para as pessoas que precisam da ferramenta, e muito ruim para os donos das plataformas.

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