A Startup Diaspora Promete Acelerar seu Desenvolvimento

O Diaspora, uma rede social open source que promete aos usuários o total controle sobre seus dados pessoais (também conhecido como o anti-Facebook), acabou de atualizar o seu status de desenvolvimento. O fundador Maxwell Salzberg anunciou no blog da empresa que a principal cobrança de sua comunidade é que eles andem mais rápido.

E é exatamente isso que o Diaspora está prometendo fazer.

O Anti-Facebook

Nós escrevemos sobre o projeto Diaspora na mesma época do escândalo das violações de privacidade do Facebook. Rapidamente a notícia se espalhou pela comunidade web, que aplaudiu a iniciativa. Inclusive, o The New York Times escreveu sobre o Diaspora. A iniciativa chamava a atenção por motivos óbvios, quatro estudantes universitários e um sonho, levantar US$ 10.000 para a construção do anti-Facebook.

Mas os estudantes arrecadaram muito mais do que isso, aproveitando os problemas do Facebook com a privacidade dos usuários. Até mesmo o fundador Mark Zuckerberg doou para o projeto, ajudando a alcançar US$ 200.000 em doações. Mark disse, “Eu acho que é uma ideia legal.” Ele também disse à Wired em uma entrevista que via um pouco dele nos fundadores do Diaspora.

Mas o conceito “legal” até então não conseguiu uma base de usuários grande e ativa. Embora a startup tenha entrado no nosso Top 10 Startups de 2010, o próprio site ainda tem muito pela frente para se tornar um verdadeiro concorrente digno das ambições de ser o “anti-Facebook.”

O Que Está Acontecendo com o Diaspora?

De acordo com o blog, os desenvolvedores do Diaspora estão mudando bastante na fundação da rede social, e eles vem construindo umframework para que os clientes de aplicativos possam autenticar. Se você não conhece, o Diaspora não é exatamente um único site – é uma coleção de diferentes sites, e diferentes URLs, todas rodando o mesmo software capazes de se comunicar entre eles.

As recentes alterações vão facilitar a interoperação dos aplicativos federados da rede social, diz a empresa. Os fundadores do grupo também alcançaram grupos e organizações diferentes para atrair mais interesse e envolvimento no projeto. Notavelmente, os fundadores não tinham nada para anunciar em termos de parceria.

Mas os fundadores dizem que sabem que um dos problemas é na comunicação, há dificuldade para falar sobre o serviço. “A não ser que você tenha nos seguido no GitHub, você provavelmente está se perguntando para onde estamos indo,” diz Maxwell. “O Diaspora é um esforço a longo prazo, e se trata de uma ideia maior do que um conjunto de recursos ou tendências. Estamos trabalhando em um esboço do que aprendemos até agora, e onde enxergamos o Diaspora no próximo ano.”

Eles encerraram com o famoso “continuem ligados”.

Parece um sonho, certo?

Será que o momento do Diaspora já passou? Desde o lançamento do seu serviço, o Facebook admitiu que cometeu erros, fez mudanças para simplificar suas configurações de privacidade e, aparentemente, foi perdoado pelo público. A empresa agora possui mais de 500 milhões de usuários ativos, sendo que 50% deles fazem diariamente o login.

E onde ficam os quatro estudantes universitários e o sonho em comum de oferecer uma alternativa ao Facebook? Com um árduo trabalho pela frente, e à procura de apoio.

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