A Web de Identidades : Tornando os Dados das Pessoas Acessíveis as Máquinas

Em um artigo anterior nós discutimos sobre a Web dos Dados, que é um conjunto de dados estruturados interligados e acessíveis as máquinas. Neste post nós vamos discutir como a emergente web social pode ser uma rede de Identidades que é essencialmente uma versão da Web dos Dados com dados sobre as pessoas.
O projeto Linked Open Data (LOD) tem recebido bastante atenção pelo bom trabalho que ele faz com a Web os Dados. Atualmente todos os dados participantes podem ser acessados gratuitamente e serem utilizados sem nenhuma limitação. O projeto atualmente está mais preocupado com o crescimento desta web.
A abordagem do LOD é muito boa para conhecimento estático e enciclopédico, mas e quanto a acessar nossos dados pessoais? Tecnicamente, modelar nossa identidade, dados de perfil, grafo social, grupos e outros tipos de dados pessoais é simples. Mas fazer com que as máquinas acessem estes dados pode representar um desafio para abordagem LOD por que estes dados vem com todo tipo de limitação e peculiaridade, como privacidade e volatilidade. As pessoas querem controle sobre quem tem acesso aos seus dados ou partes dos seus dados e querem ser capazes de bloquear acesso por qualquer razão. E questões como dados que mudam rapidamente e dados ultrapassados ainda permanece sem solução.
É ai onde a web social pode ajudar.

A Emergente Web Social

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Houve um tempo quando nós tínhamos que criar uma nova identidade para cada aplicativo social que nós quiséssemos utilizar. Cada aplicativo social provê funcionalidades baseado em atributos sociais. Cada aplicativo implementava seu sistema proprietário para gerenciar a autorização dos usuários e sistemas proprietários para gerenciar informações sobre seus usuários. Provedores de aplicativos eram julgados baseados no tamanho de sua base de usuários e de conteúdo e então erguiam infindáveis jardins murados para proteger a propriedade dos seus dados.

As questões mais significativas que para estes aplicativos eram:
1. Baixa conversão para registro de usuários,
2. Usuários tinham que criar muitas contas,
3. Usuários tinham que sincronizar dados dos perfis,
4. Privacidade, propriedade dos dados e incapacidade de exportar.
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Esta situação não mudou muito, infelizmente. O mais incrível talvez é o número crescente de provedores de autenticação unificada. Com este sistema, novos aplicativos podem fazer outsourcing do sistema de identificação de usuários para um outros serviços. Alguns dos maiores aplicativos se tornam provedores de identidade para permitir que seus usuários façam login em outros serviços com o mesmo ID. Isto nos levou a uma era de guerra de identidades entre os grandes provedores.
provedores como o Google, Yahoo!, MySpace e Facebook, adicionaram OpenID aos seus mecanismos proprietários com o passar do tempo. Por causa da natureza aberta do OpenID, muitos provedores de aplicativos descobriram que é mais fácil integrar com os grandes provedores, dando a eles mais tração para que os usuários podem acessar seus serviços mais facilmente usando suas credenciais de OpenID. Agora, estes provedores de identidade podem oferecer acesso de leitura a fragmentos de dados de perfil. Formatos de troca e protocolos estão emergindo para permitir que aplicações troquem e sincronizem dados facilmente. Estes incluem:

• Protocolo de autorização de API’s OAuth.
• Formato de troca de grafo social FOAF.
• Formato de troca de atualizações activity streams.
• Formato de troca de agenda Portable Contacts.
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No futuro provedores de identificação vão perder sua conexão com aplicativos sociais e vão começar a focar mais no gerenciamento dos atributos sociais dos usuários. Os usuários serão capazes de logar em aplicações usando credenciais hospedadas por seus provedores de identificação preferidos e garantir permissão a estes aplicativos para ler e mesmo sincronizar fragmentos de dados dos seus perfis. As fronteiras dos jardins murados vão começar a desaparecer.

A Web de Identidades

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A Web de dados é uma rede distribuída de conjuntos de dados semanticamente anotados. Uma conexão é criada como resultado de dados apontando para dados contidos em outro grupo de dados através de uma URI, assim como websites apontam para outros com URIs. Desta maneira máquinas podem coletar estes conjuntos para ler os dados. Provedores de identificação irão se referir a seus usuários através de URI também. Se permitido por um usuário uma máquina pode muito bem realizar tarefas pulando através da Web de Identidades de usuário para usuário, do mesmo modo que ela faria na Web de Dados.
Por que isto é necessário? A Web de Identidades é um super grafo social que compreende múltiplos provedores de identificação. Se os dados dos usuários estiverem presos dentro de apenas uma aplicação buscas sociais ficam impossibilitadas. Os seguintes exemplos podem ser feitos na maioria das vezes apenas dentro de um único serviço:
• “Qual o melhor livro lido pelos meus amigos?”
Esta busca poderia retornar compras de livors e atualizações de status que os seus amigos deixaram acessíveis através de suas configurações de privacidade e então ordenar em um conjunto.
• “Me notifique se um amigo próximo visitar Berlin”.
Esta tarefa permanente repetidamente olharia dados de localização dos seus amigos. Você poderia garantir permissão a estes dados aos seus amigos próximos também. Esta tarefa poderia se combinada com a Web de Dados para saber o significado e a localização de Berlin.
• “Sincronize minha agenda”
Esta tarefa continuamente sincronizaria minha agenda com os endereços e números dos meus amigos.

No próximo post da Série: A Web de Serviços: Serviços acessíveis as máquinas. Assine nosso Feed RSS para acompanhar.

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