Brasil Lidera o Mercado de Produtos Virtuais da América Latina

O VentureBeat relatou que o mercado da América Latina de produtos virtuais (virtual goods) pode crescer para até US$ 512 milhões em receitas até 2012, de acordo com uma pesquisa de mercado realizada pelas empresas SuperData Research e PlaySpan.

O legal é que o mercado de maior crescimento da região é o do Brasil, que viu nos produtos virtuais receitas de US$ 165 milhões durante o ano de 2010. Não é a toa que chamamos a atenção de grandes empresas de games sociais como a Zynga, que recentemente fez uma parceria com a Mentez no lançamento de cartões pré-pagos aqui no Brasil inicialmente e depois na AL, e também de VCs que procuram investir em um mercado emergente que esteja se acertando.

O mercado de bens virtuais decolou em algumas regiões. Além da Ásia, a América Latina também se destacou. O Brasil com seus US$ 165 milhões é responsável por 49% das receitas de US$ 336 milhões do mercado de produtos virtuais da América Latina, isso só em 2010. O mercado deverá crescer 50%, alcançando US$ 512 milhões em 2012, provavelmente atraindo muitas empresas de games sociais procurando expansão.

O Brasil está muito à frente na sua região, depois dele temos a Colômbia com US$ 44 milhões em receitas, com o México na sua cola (US$ 42 milhões), à frente da Argentina e Peru com respectivamente 19 e 15 milhões de dólares.

A maior receita média por usuário é do Brasil, com US$ 0,85 per capita por ano, muito acima da média da AL de US$ 0,60. O Brasil ainda possui a maior penetração da Internet (ui), com 110 milhões de usuários. A população da Internet tem dobrado a cada três anos no país desde o ano de 2002.

Mas os cartões de crédito não são muito comuns aqui no Brasil. Pelo menos não para as compras online. Os dados da plataforma de pagamentos Ultimate Pay da empresa PlaySpan, as transferências bancárias representam 45,7% das compras de produtos virtuais. Os cartões de crédito e débito representam 26,7%, cartões pré-pagos 22,6%, PayPal 4,4% e outros 0,6%.

Segundo Joost van Dreunen, presidente da SuperData Research, a preferência por dinheiro abre grandes oportunidades para desenvolvedores e editores concentrarem em suas promoções nas épocas comemorativas. O CEO da PlaySpan (que recentemente foi comprada pela Visa), Karl Mehta, disse que os dados mostram que o mercado da AL apresenta oportunidades bastante diferentes aos desenvolvedores comparadas com o resto do mundo. Com o tempo ficará cada vez mais fácil a monetização na região. Pelo menos assim esperamos.

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