Inauguro hoje uma série de entrevistas com CEO’s que admiro. O primeiro convidado escolhido é meu amigo @gustavocaetano! Em breve teremos várias outras entrevistas neste formato por aqui. Se gostar, fique a vontade para compartilhar e pedir outras entrevistas nos comentários!

  • Quando você começou, pouco se falava sobre startups no Brasil. De onde veio sua vontade de empreender e quem foi seu primeiro mentor? 
Eu não sonhava em ser empreendedor. Quando entrei na faculdade de Marketing pensava em trabalhar para uma grande multinacional. Mas um dia resolvi investir parte do meu mísero salário de estagiário na compra de um aparelho celular mais moderno. Já que sempre gostei de video-game, tentei de cara baixar joguinhos. E para a minha surpresa, só haviam ringtones para download. Então resolvi montar uma empresa para vender joguinhos para celular que se chamava Samba Mobile.
O meu primeiro grande mentor foi o Almir Gentil, investidor anjo na Samba. Ele acreditou no negócio quando ninguém me dava muita bola e me ajudou muito no começo. É um empreendedor e excelente negociador. Aprendi muito com ele. Depois veio o André Emrich, membro do meu conselho e amigo, que me ajudou com a difícil missão de organizar a empresa e criar governança. Manoel Lemos, CTO da Abril, me deu malícia e dicas para aumentar o crescimento. João Dória Júnior e a Patrícia do Lide me ensinaram sobre relacionamentos de longo prazo. E você que me ensinou outras metodologias de vendas.
Outros que me ajudaram muito foram: Lindália (ex Diretora de Inovação da TV Globo e atual Diretora de Inovação da Estácio), Rodrigo Galindo (CEO da Kroton), Nelson Carpinelli (Diretor do SBT), José Maciel (CEO do SBT), Adit Vaydia (ex-Diretor da EventBrite) e Doug (Diretor da Etsy).
  • Como foi fechar o primeiro cliente da Samba Tech. Pode nos contar um pouco sobre? 
A Samba ainda era uma empresa de jogos para celular. Resolvemos começar a olhar outros mercados e achamos que existia uma oportunidade para nos posicionarmos como uma versão White Label do Youtube. A idéia era vender uma plataforma de vídeos para quem não quisesse usar o Youtube. Fizemos um protótipo com a ajuda do Lucas Nogueira, atualmente CTO da Samba Ads, e conseguimos chegar na Lyzbeth, diretora da TV Bandeirantes para apresentar a solução. Ainda era um protótipo inacabado e queria muito ouvir o feedback deles. Eles gostaram e nos contrataram, com pequenas alterações no que havíamos imaginado inicialmente. Foi mágico!
  • A Samba Tech pivotou de outra startup. Como saber a hora exata de pivotar? Como seus funcionários aceitaram a notícia? 
Eu sempre me arrisquei e tomei decisões imediatas. Eu sentia que o negócio de joguinhos para celular não cresceria muito e que as operadoras iriam nos esmagar. Um dia sentei com alguns diretores da Samba e falei da plataforma de vídeos. Investimos todo o faturamento dos joguinhos para montar a primeira versão da plataforma. Foram momentos difíceis. Pouco antes de recebermos investimento para criarmos a Samba Tech a empresa já não tinha mais caixa. Se o dinheiro demorasse mais algumas semanas para cair, teríamos que fechar a operação. Não dormi por várias noites!
  • Quem são os 3 empreendedores que você mais admira no Brasil hoje? Por quê? 
Você pela capacidade de se adaptar a novas realidades e pela facilidade que tem de aprender novos conceitos e jogar conceitos antigos fora. Você foi o melhor gerente de produtos que conheci e logo depois virou o melhor cara de vendas. Isso é incrível em um empreendedor.
João Dória Júnior pelas redes que construiu. Ele reúne no LIDE os maiores empreendedores e empresários do país com o propósito de melhorar a sociedade. Além disso é uma pessoa de bem e de palavra.
Rodrigo Galindo da Kroton pela capacidade pensar grande e executar. É um executivo e grande empreendedor que me inspira no Grupo Samba.
  • O que você faz quando não está na Samba? Qual o seu hobby? 
Adoro video game e uso isso para sair da rotina e diminuir o Stress. Leio muito também, só livros e revistas de negócios. Preciso fazer mais exercícios e quero começar a pedalar.
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