CEO Series: Matt Montenegro, do Beved

Voltando com mais um CEO Series, hoje vamos conversar com o Matt Montenegro, fundador do Beved. Eu conheci o Matt, trabalhando com ele na (já falecida) Via6, em 2009. O Matt é polêmico, divertido, e um dos fundadores de empresas mais “product focused” que já conheci. O cara é um designer sensacional. Na entrevista ele conta um pouco do começo, e dos seus desafios tocando sua startup

Lembro bem de quando você começou o SuperLatido (uma loja online de camisetas) e o Mi Casa Su Casa (copycat do AirBNB). Quando foi a hora de pivotar e por qual motivo você apostou todas as fichas no Beved?

Eu nasci num lar empreendedor. Meu pai sempre empreendeu e eu respirei isso desde minha infância. Comecei vendendo Pizza Hut requentada na escola e depois virei vendedor de balas. Quase quebrei a cantina do colégio. Depois de me formar no Cotemig e trabalhar quase 6 anos no mercado de publicidade(minha formação) e agências digitais, voltei a empreender.

Comecei com a Superlatido, uma loja de camisetas, em 2009 quando ainda estava na faculdade. Depois de um ano, imerso pelo universo de startups, criei o MCSC numa disciplina da pós-graduação em Design de Interação com o colega Daniel Falci. Posteriormente, junto com Filipe Montenegro, desenvolvedor, desenvolvemos o MVP. Aprendemos muito com esse copycat, principalmente sobre o equilíbrio de oferta e demanda de um marketplace/e-commerce.

Decidimos mudar de mercado(sair do mercado hoteleiro para o mercado de educação), entre outros motivos, porque enxergamos uma oportunidade maior, menos explorada e com muita necessidade no país. Assim, eu e Filipe fundamos o Beved, em 2012. Um ano depois, com a saída do Filipe, trouxemos o Harlley e o Ricardo, além da Elizabeth para compor nosso time.

O Beved é um marketplace de aulas virtuais. O que foi mais difícil: Atrair os primeiros estudantes ou os primeiros professores?

Bem, este é o clássico problema do ovo e da galinha. Nós resolvemos este problema, no início, criando aulas sem professores. Quando as turmas tomavam corpo, tínhamos atrativo para trazer professores. Assim, fomos equilibrando oferta e demanda. É muito comum termos esses marketplaces fantasma. Então, um pouco mais adiante, começamos a trazer “rockstars” de alguns segmentos para dar mais tração para o Beved. Assim, trouxemos J.R. Duran, Anderson Gaveta, Felipe Hamachi, Leo Lopes, Fabio Yabu, entre outros. Isso ajudou bastante no crescimento e amadurecimento para nosso produto bem como no equilíbrio de oferta e demanda.

Quais as métricas mais importantes de se acompanhar em negócios marketplace, como o Beved?

Nossas métricas básicas são: Visitantes, usuários(pessoas cadastradas), alunos(pessoas que compram cursos) e cursos. Ou seja, esses são os números mais básicos para construir qualquer outra métrica.

O Beved tem uma marca divertida e com muita personalidade. Me conte um pouquinho sobre como vocês estruturam seu marketing e o quanto você está envolvido neste processo.

Eu estive 100% imerso nessa estruturação do Beved. Acompanhei cada detalhe, cada criação de texto, tudo. Isso é muito importante pra mim e são através dessas interações que construimos fidelidade e identidade com a marca.

Nosso mascote, por exemplo, foi criado para que, sem “falar” nada, já tenhamos um impacto positivo, gerando empatia imediata com quem o vê. Isso ajuda muito a quebrar algumas barreiras, especialmente na educação, afinal quase ninguém acha que estudar seja a coisa mais legal do mundo.

Mascote Beved

Por isso, nós buscamos trabalhar a comunicação da marca de uma forma mais divertida, sempre trabalhando com uma linguagem que possa quebrar o gelo e ganhar um sorriso. Acreditamos que assim, aos poucos, vamos conseguir reconquistar as pessoas para aprender coisas novas.

O que você faz quando não está no Beved? Qual o seu hobby?

Quando não estou no Beved, estou fazendo coisas relacionadas a minha fé. Além disso, tento jogar bola(sim, jogo bola todo sábado), correr e pedalar pra fazer um pouco de exercício e dar uma arejada no cérebro. Agora, como um bom mineiro, meu maior hobby é pegar jacaré no mar =)

6 responses to “CEO Series: Matt Montenegro, do Beved

  1. Fiquei curioso para saber mais sobre os números e tração do Beved!
    Além disso, seria ótimo saber algumas dicas de conversão b2b segmentada (pois o targert do curso de fotografia é diferente do curso de stand-up, não é) e também se a venda dos cursos é mais dependente da propagação do professor ou dos ads pra vende-los?

    1. Eu havia respondido há alguns meses, mas parece que deu algum problema.

      Alguns dos nossos números podem ser vistos no Slideshare, publicado recentemente: http://pt.slideshare.net/eusou…. Atualmente, estamos com quase 30mil usuários e mais de 8mil alunos. Sobre a venda de cursos, o professor sempre é o principal responsável pela venda do seu próprio curso. Mesmo assim, o Beved faz ações na sua base de usuários e também com anúncios pagos para promover e aumentar a conversão nas vendas. Quando criamos campanhas segmentadas, as criamos baseando-nos no público/universo do professor e da vertical em questão.

      Uma forma bem interessante de entender como fazer isso de uma maneira melhor no Facebook, por exemplo, pode ser vista nesse vídeo com o Vítor Peçanha: http://marketingdeconteudo.com

      Espero ter respondido 😉 Abraços.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *