Como o oDesk pode salvar sua ideia do limbo

Autor Convidado: Matt Montenegro tem 26 anos e atua no mercado web desde 2003. Publicitário, especialista em design de interação e fundador do Beved.

O desafio de todo empreendedor é conseguir fazer sua ideia acontecer e uma das maiores barreiras para se realizar um projeto é a mão de obra. É recorrente deparar com aspirantes a empreendedores, “donos” de ideias bacanas morrendo na praia porque não conseguiram tirar do papel seu tão sonhado projeto revolucionário.

O que é o oDesk e para que serve

Para aqueles que o problema de mão de obra se atém a desenvolvimento e frontend, o oDesk pode ser uma grande oportunidade para encontrar essas peças e reforçar seu time. O oDesk é um eBay (Mercado Livre) de desenvolvedores e afins. É um marketplace dominado por Indianos, Paquistaneses, Vietnamitas e adjacentes. Há alguns brasileiros, mas são minoria. O importante é que através do oDesk, você consegue unir sua necessidade e orçamento apertado a mão de obra barata que oferece serviços honestos.

É importante destacar que se você está em busca de um escravo ou um amo fiel que vai realizar todos seus desejos e vontades por toda eternidade a preços pífios ou por um prato de comida, você está fazendo isso errado.

A mão de obra do oDesk chega, em alguns casos, a custar 3x menos que a mesma mão de obra no Brasil. Não se esqueça, estou falando isso baseado num dólar a ~R$2 + IOF do cartão de crédito.

Dicas importantes para iniciantes

O oDesk é repleto de boa gente oferecendo bons serviços. Mas cuidado, nem tudo são flores. É preciso tomar alguns cuidados, porque sempre que há grana envolvida, ânimos prorrompem e a chance de acontecer uma cagada universal se exponencia perigosamente.

Escolhi 5 dicas para nortear e prevenir você de entrar por um caminho ruim:

1. Anunciando uma demanda

Seja o mais descritivo possível. Faça um mapa do projeto, apresente um wireframe, mockups, layout, tudo o que estiver ao seu alcance para que o contratado saiba exatamente o que você quer, sem faltar nada. Seja exigente nos requerimentos, isso fará diferença na seleção dos candidatos.

2. Analisando candidatos

Estabeleça alguns padrões para melhorar o nível dos candidatos ao Job. Peça certificados (HTML, JS, DEV, etc), observe se o candidato possui portfólio, serviços executados anteriores similares a complexidade que o seu e as qualificações e comentários dos contratantes anteriores.

3. Contrato por Milestones

Após escolher o candidato, divida juntamente com ele o projeto em etapas. Negocie fazer o pagamento por entrega de cada uma dessas etapas. Assim você terá um maior controle do processo e as chances de perder a grana ou dar algum outro problema diminuem bastante.

4. Só pague depois de receber e testar tudo, 100 vezes

Teste uma, duas, mil vezes. Certifique-se que todas as variáveis foram atendidas, se tudo o que estava descrito foi realizado com sucesso. Tenha paciência e não relute em pedir as correções de acordo com o escopo original do projeto.

5. Só encerre o contrato após estar certo que tudo está consumado

Muitos contratados abordam os contratantes pedindo qualificação antecipada, pagamento de etapas antes do término das mesmas, etc. É uma cilada bino! Mesmo que você já tenha pagado tudo, só encerre o contrato após estar em posse de todos os arquivos fonte e de ter certeza que tudo está funcionando e feito de acordo com o escopo original do projeto. Lembre-se, a sua maior arma contra caloteiros e espertalhões é o review. Assim, enquanto você não tiver tudo 100% consumado, não mova 1 dedo sobre seu teclado para qualificar o contratado. Se ele tentar te passar a perna, acabe com a raça dele através dos ratings – risos malévolos.

Balanço geral: Prós e Contras

1. Pontos Negativos

  • Você precisa ter inglês fluente. Saber mais ou menos não serve. Google translate serve só para uma ou outra palavra, portanto cuidado com este ponto.
  • Espere de tudo. Tomando estes cuidados, você evita muita dor de cabeça. Agora, lembre-se que você está tratando com um camarada que está em outro fuso-horário, tem outra cultura e também não tem o inglês como língua principal. É necessário um pouco de paciência e doses duplas de Redbull para suportar as jornadas duplas durante o contrato.

2. Pontos Positivos

  • A mão de obra é indiscutivelmente mais barata. Isso é inegável. Pode ser que haja pequenas perdas de qualidade em detrimento ao preço muito mais baixo. Mas nada trágico ou que venha a prejudicar seu projeto.
  • O oDesk é bastante difundido e respeitado. As qualificações no oDesk são vitais para os contratados. Assim, sua grande arma, além dos pagamentos, é o review. Você tem tudo para ter o contratado sempre na mão, controlando todos os processos e etapas do projeto. Só um vacilo muito fenomenal para o projeto dar errado. 😀

Conclusão

O oDesk é um serviço fantástico e supre uma grande carência de empreendedores como eu que não dominam parte do processo de desenvolvimento de um projeto. No caso, como Designer, o oDesk é uma grande mão na roda para corte de layouts e desenvolvimento em geral. Recomendo a utilização sempre com moderação e atenção redobrada, afinal de contas é sua grana e seu projeto que está em jogo.

E aí, você topa conhecer e experimentar o oDesk? Se você já utilizou o oDesk, deixe seu comentário a respeito do que achou, os prós e contras que você considera e tudo mais. 😉

0 responses to “Como o oDesk pode salvar sua ideia do limbo

  1. Legal Matt! Já tinha até imaginado sobre um a existência de um marketplace de freelancers, mas ainda não conhecia a proposta do oDesk, muito bom! Obrigado!

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