Empreendedor Pede pra Sair! O Exemplo dos Fundadores da Polo Marte

Um assunto que sempre vem à tona foi abordado em um recente artigo escrito por Anna Heim do site The Next Web. Você sairia de um cargo importante com um salário bacana para mergulhar no mundo das startups? O artigo é ainda mais interessante por escrever sobre os fundadores da startup/aceleradora brasileira Polo Marte, que responderam sim para a pergunta acima e seguiram os seus sonhos.

O artigo da Anna basicamente explica que Marcelo Gluz, um dos fundadores da Polo Marte, saiu de um emprego de carreira da Globosat para lançar sua startup com alguns amigos. Segundo ele vários amigos fizeram o mesmo, saíram de empregos com salários altos para tocarem os projetos próprios. Sobre sua motivação, Marcelo disse que o que ocorreu foi uma evolução, ele percebeu o momento certo quando “começou a ficar difícil vender a vida corporativa para os recém-formados que ele tinha interesse em contratar.” Segundo ele, o problema maior era lidar com a hierarquia e a tendência do RH em encaixotar as pessoas. O co-fundador da Polo Marte, Nando Pereira, concorda com o parceiro e disse que suas habilidades e interesses nunca seriam definidas em uma descrição de emprego.

Falando sobre o risco, Nando diz que, além de confiar em seu projeto, ele recebe tantas ligações com ofertas de emprego que acredita poder voltar para o mercado corporativo rapidamente. “O Brasil é um país emergente, e habilidades em TI estão em grande demanda.”

Pra quem não conhece, a Polo Marte é uma aceleradora, mas segundo Marcelo não tem tanta semelhança com as já existentes. A empresa desenvolve projetos in-house, mas também seleciona projetos externos, onde a empresa ganha participação em troca de mentoring. A empresa também tenta ter um relacionamento em longo prazo com os projetos que acelera, pois não quer que os empreendedores deixem a aceleradora depois de apenas seis meses de trabalho. Mas a Polo Marte não se importa tanto com tecnologia inovadora, segundo Marcelo a empresa foca na utilização de ferramentas existentes que são relevantes para o público.

Assim como a grande maioria das startups que estão começando, a Polo Marte divide o escritório com outra empresa, o estúdio de design Tangerina. Temos visto muitas iniciativas como essa no Brasil, como a Casa de Startups, e empresas como a EverWrite e o Hotmart que optaram por dividir espaços para reduzir custos.

Além da Polo Marte, temos vários exemplos de empregados com carreiras corporativas que deixaram seus empregos de salários altos para seguir o coração com seus projetos pessoais. São vários perfis de empreendedores e muitos deles arriscam o abandono corporativo em ocasiões diferentes. Temos o empreendedor que acredita no seu projeto e está apenas à espera de um pequeno incentivo (investimento) para sair do seu emprego bem remunerado, trabalhar muito por conta própria a troco de pouco, mas feliz demais.

Outro perfil é o empreendedor que não se conforma em ter um chefe menos inteligente que ele, ou não concorda com a hierarquia corporativa, por isso larga tudo e foca nos seus projetos pessoais. E claro que já cansamos de observar o lado mais “tranquilo” do empreendedorismo, são as pessoas que já possuem a faca e o queijo na mão, e aproveitam disso de forma genial. São os empreendedores que possuem a ideia e o dinheiro para investir no próprio negócio. Ou podemos mencionar também os empreendedores de nome, com o exemplo da irmã do Zuckerberg, Randi Zuckerberg, que deixou o Facebook para tocar a própria empresa.

E você, já pediu para sair? Não deixe de comentar!

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