Nota do editor: Este post faz parte de uma parceria do WebHolic com o site Exame. O conteúdo exibido aqui não é de nossa autoria.

O iPhone 5 só chega às lojas, nos Estados Unidos e em outros oito países, nesta sexta-feira. Mas alguns jornalistas americanos e europeus já tiveram a oportunidade de testá-lo. E as avaliações vêm carregadas de elogios. Em geral, o novo smartphone da Apple é apontado como um dos melhores à venda hoje. É uma avaliação que contraria a percepção inicial de que o iPhone 5 não traz novidades relevantes.

Quem não gosta da Apple pode até achar que esses são comentários de “fanboys”, como aqueles que fazem fila na porta da loja para comprar o iPhone 5 antes dos outros. Mas o fato é que as coisas que o iPhone 5 não tem, como a conexão NFC, não vão fazer falta para a maioria dos usuários. E os recursos que ele tem são, em geral, muito bem elaborados.

Ainda assim, convém ter em mente que as análises foram feitas em países onde todos os recursos funcionam. No Brasil, o iPhone 5 não terá conexão celular 4G. Além disso, diversas funções do sistema iOS 6 – especialmente no aplicativo Mapas e na assistente falante Siri – não vão funcionar no Brasil. Assim, a avaliação, aqui, poderia ser um pouco diferente. Vejamos algumas coisas que foram escritas sobre o iPhone 5:

Design “stealth”

As pessoas que testaram o iPhone 5 destacam o acabamento elegante, a solidez da construção em metal (em vez de plástico) e, principalmente, a leveza do smartphone como pontos positivos.

“O novo celular, todo em preto ou branco, é lindo; especialmente o preto, onde o resplandecente acabamento preto sobre preto, vidro sobre alumínio, traz os traços do design de um bombardeiro stealth”, escreveu David Pogue no New York Times.

“Você vai ficar chocado ao perceber como o iPhone 5 é leve. É o iPhone mais leve, mesmo sendo mais longo e tendo tela maior. Depois de alguns dias com ele, o iPhone 4S vai parecer denso como chumbo”, diz Scott Stein, da Cnet.

Tela na medida

A tela de 4 polegadas do iPhone 5 é só ligeiramente maior que a dos modelos anteriores, que têm tela de 3,5 polegadas. Ela ainda parece pequena perto de smartphones com Android como o Galaxy S III, da Samsung, com sua tela “tamanho IMAX” de 4,8 polegadas. Mas, para os testadores, a Apple acertou no tamanho. Na avaliação deles, o smartphone não ficou pequeno e nem grande demais.

“O aumento no tamanho da tela é sutil, mas, como aconteceu com a tela Retina, uma vez que você a tenha usado, você não vai querer voltar atrás de jeito nenhum. O espaço extra melhora muito a área de visualização de documentos sobre o teclado, a exibição de vídeo e a organização da página inicial”, avalia Scott Stein, da Cnet.

O som dos EarPods

A Apple desenvolveu novos fones de ouvido, chamados EarPods, para o iPhone 5. A empresa também melhorou o minúsculo par de alto-falantes embutido no iPhone. E o resultado agradou.

“Posso ouvir o som do baixo pela primeira vez com um par de fones padrão da Apple. Podem não ser os melhores fones que o dinheiro pode comprar (ninguém deveria esperar isso considerando que custam só 29,99 dólares e vêm junto com o iPhone 5). Mas eles representam um enorme avanço em relação aos fones antigos”, escreveu, sobre os EarPods, MG Siegler, do site TechCrunch.

“Os alto-falantes estereofônicos que abraçam a parte inferior foram turbinados. Assim, você pode incomodar outras pessoas no ônibus mais facilmente ouvindo o último sucesso do Skream. Faça sua própria comparação entre o som do iPhone 4S e o do iPhone 5 e você vai perceber que o som do novo modelo é inquestionavelmente mais abrangente e profundo”, avalia Luke Peters, da revista T3.

Câmera panorâmica

A Apple encolheu a câmera do iPhone para que ela coubesse no iPhone 5, que é 1,7 milímetro mais fino que o modelo anterior. Mas a empresa manteve a resolução de 8 megapixels e ainda acrescentou uma função que produz fotos panorâmicas. Ao que parece, ela funciona bem.

“A função Panorama é realmente notável. Comece a mover a câmera, tire uma foto, e ela vai continuar até que você tenha uma cena de 28 megapixels. Sim, outras câmeras têm sistemas de foto panorâmica – incluindo, sim, a Samsung. Mas eles limitam você a ficar parado e mover a câmera em volta. O iPhone 5 é diferente. Você pode andar, pode apontar para cima e para baixo ou rodopiar completamente – são 360 graus de liberdade. Quando você termina, o software costura as imagens juntas, sem distorção e sem emendas”, diz Charles Arthur, do jornal britânico Guardian.

4G e o chip A6

Os brasileiros não vão poder usar a conexão celular de quarta geração do iPhone 5. O novo smartphone é incompatível com as redes 4G LTE que estão sendo implantadas no Brasil. É uma pena, já que esse recurso (também presente em smartphones de outras marcas) encantou os testadores nos Estados Unidos. Eles ainda elogiam o novo processador A6, que torna o smartphone apto a rodar aplicativos complexos sem lentidão.

“Talvez o mais importante melhoramento funcional no iPhone – algo que você não pode obter atualizando o sistema de um modelo antigo – é a velocidade. A Apple finalmente conectou o iPhone às redes celulares mais rápidas, conhecidas como LTE. Com elas, os dados voam mesmo que você não esteja numa rede Wi-Fi. E o processador agora tem o dobro da velocidade do anterior”, afirma Walter Mossberg no Wall Street Journal.

“O que é surpreendente é quanto o iPhone 5 parece mais veloz que o iPhone 4S. O chip A6 claramente tem muito mais cilindradas sob o capô. Você percebe imediatamente quando está usando o novo modelo ou seu antecessor”, escreveu Patrick Goss no site TechRadar.

O que não agradou

Em meio a tantos elogios, há uma reclamação que aparece em várias análises. É o fato de o iPhone 5 trazer o novo conector de dados Lightning, incompatível com o anterior. Isso torna obsoletos os acessórios (como carregadores da bateria e alto-falantes) criados para as gerações anteriores do iPhone. Estima-se que haja 350 milhões desses acessórios em uso no mundo. Quem investiu num caro e ótimo dock Bose para o iPhone (alguns modelos custam mais de 4 mil reais no Brasil), por exemplo, certamente não vai ficar contente com a mudança.

Em alguns casos – mas não em todos – a conexão será possível por meio de um adaptador que a Apple vende por 29 dólares os Estados Unidos. Ele não vai funcionar, por exemplo, com acessórios que recebem vídeo ou áudio analógico do iPhone, já que o Lightning é 100% digital.

“Aquele conector criado para o carregador do iPod uma década atrás está, agora, em todos os lugares: carros, relógios, alto-falantes e até dispositivos médicos. Mas o novo iPhone não vai se encaixar em nenhum deles”, diz David Pogue no New York Times. “Isso não é só um tapa na cara dos fiéis usuários da Apple. É um soco no olho”, reclama ele.

Outros testadores, porém, ponderam que a troca do conector era inevitável. O modelo antigo foi criado para transferir tanto sinais analógicos como digitais, numa época em que isso era necessário. Hoje, faz mais sentido um conector digital apenas. E, sem a redução no tamanho, o iPhone 5 não seria tão fino e nem tão leve. “É o preço do progresso”, conclui MG Siegler, do TechCrunch.