Kindle Ganha a Batalha de Preços, Mas não a Guerra

Será que o último e mais barato (US$ 139) Kindle é uma evidência de uma guerra de preços de e-readers? O Kindle tem se tornado melhor e mais barato desde sua estréia em 2007 pelo preço de US$ 399, e que por sinal, esgotou em algumas horas. Já no ano passado o preço já estava US$259.

Em Junho, a Barnes & Noble reduziu o preço de seu e-reader Nook para US$199. A Amazon quase imediatamente abaixou o preço de seu Kindle mais simples para US$ 189. Isso foi quando ambas as empresas pararam de fazer dinheiro com os e-readers, de acordo com a iSuppli, uma empresa de análise conhecida por desmontar gadgets para estimar o quanto os fabricantes gastam na sua fabricação.

Então, no inicio deste mês a Sony reduziu o preço de seu e-reader de US$169 para US$149. O Nook mais barato agora pode ser comprado por US$ 149. E o novo Kindle Wi-Fi da Amazon será lançado em Agosto por US$139.

Mas a guerra de preços só está começando.

Normalmente, uma guerra de preços é um jogo de soma zero para as empresas que vendem produtos similares. Eles reduzem os preços para competir com os outros, mas acabam num ciclo da morte – vendendo cada vez mais produtos com um pequeno prejuízo, o que se torna depois um prejuízo razoável. No ano passado a Amazon entrou numa guerra de preços com o Walmart pelos livros mais vendidos, um jogo em que ambas as empresas saíram no prejuízo.

Mas desta vez pode ser diferente. É quase certo de que a Amazon terá prejuízo com esse preço. Mas ela e outras fabricantes de e-readers estão apostando que as vendas dos e-books sejam mais do que o suficiente para compensar a perda no hardware, e provavelmente eles estão certos – a Amazon anunciou que suas vendas de e-books superaram as vendas de livros pela primeira vez no mês passado.

A Sony e a Barnes & Noble ainda não reduziram seus preços em resposta. Mas na ausência de diferenças significativas entre os e-readers top (o iPad tem um preço superior nesta guerra pelo fato de ser mais do que um e-reader), é provável que os preços continuem caindo. Os consumidores irão se beneficiar mais. Mas já que preços baixos significam mais vendas, a Sony, a Amazon e a Barnes & Noble não estão ruins também.

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