Lady Gaga: Unindo Google e Apple no Ecommerce 2.0

A controversa Lady Gaga, juntamente com sua gravadora, está transformando seu novo álbum em um tipo de software como serviço. Com o lançamento de seu novo vídeo, Telephone, ela está dando um jeito de usar a nuvem para faturar em uma estratégia muito bacana visando seus maiores fãs online.

No caminho para a dominação global, o site LadyGaga.com inovou no branding para artistas. Para fazer isso, ela criou uma junção entre o YouTube (Google), o iTunes (Apple), Twitter e o Facebook. Ela é uma artista que já percebeu que é possível usar mashups para criar valor no uso de múltiplas plataformas para aumentar o efeito da divulgação em redes sociais.

Commerce 2.0

Você gostou do site ou do novo clipe? Leve um souvenir da Gaga para casa pelo pequeno preço introdutório de US$1,99 em seu iTunes. Gostou do video? Também pode comprá-lo no itunes ou assistir no YouTube.

Recentemente o VC Fred Wilson, postou uma pergunta interessante a respeito do que irá emergir como ecommerce 2.0 em seu blog.

“Então a questão é quem será o YouTube, Facebook, Twitter do comércio? Talvez eles já existam hoje e irão emergir em breve como serviços web de grande escala. Ou talvez ainda existam ideias nas mentes dos empreendedores que serão delineadas nos próximos anos. É uma área que me interessa e me anima muito, e, certamente, não sou o único.”

A promoção do LadyGaga.com para o single Telephone se destaca como um exemplo da nova economia mundial. Este mundo é acionado pelos melhores motores de anúncios da Google. E está diretamente conectado ao surpreendente motor de comércio da Apple. A Apple, no âmbito de bens digitais, está mandando muito bem e é forte candidata para ser o meio de pagamentos da indústria.

Incorporação do YouTube: Fácil para qualquer lugar

Nós acompanhamos a transição do YouTube de inimigo até vir a se tornar ferramenta de controle para as gravadoras. Agora, muitos dos vídeos mais recentes de artistas vão direto para o Vevo, uma joint venture de GoogleUniversal Music Group e Sony Music Entertainment que publica anúncios e controla a experiência da marca do conteúdo de cada artista.

Assim como muitos sites, o LadyGaga.com utiliza os vídeos embedáveis do YouTube. Além de utilizar serviços de comércio digital como o iTunes, existe também a incorporação de vídeos que direciona para canais da Lady Gaga no Vevo. Isto oferece ao site uma experiência de promoção personalizada, aproveitando o canal de distribuição do YouTube e do Vevo.

No iTunes você pode comprar o vídeo (que também é oferecido gratuitamente na mesma página) e o álbum.

Isso leva o usuário a um único cenário de compra. Abaixo, a transição do site da Lady Gaga para o iTunes.


E abaixo, a autorização para a compra.

No modo padrão, o iTunes é configurado para exigir uma etapa de validação (dois cliques) para a compra da mídia. O usuário pode facilmente ignorar esta etapa e, no futuro, comprar com apenas um clique.

Twitter e Facebook Juntos por Gaga

Com uma simples interação, podemos logar no Facebook e no Twitter direto do LadyGaga.com e realizar um update de status ou um tweet em ambos os serviços. Incrivelmente, no iTunes também os dois serviços estão disponíveis. Na verdade, as redes sociais e as redes de comércio trabalham juntas atrás de resultados.

Em uma ironia do destino, com a comoditização do acesso ao conteúdo do conteúdo na web, a música digital e as gravadoras só tem a ganhar. É um novo veículo que se bem usado será capaz de gerar mais compras por impulso, visto que as pessoas não precisam sair de casa e ir até uma loja de CD’s. A Web também permite com facilidade vender videos, making offs, e outras coisas que não eram tão facilmente comercializáveis antes. E a Lady Gaga está mandando ver, principalmente por ter apoio dos principais protagonistas da web, a atenção da Google e a distribuição da Apple, além do apoio da música pop.

Lady Gaga Dominando as Mídias Sociais

Com ajuda do Twitter, Facebook, Google e Apple, ela vai se conectar com mais plataformas do que nunca, com poucos cliques e senhas. Isso é bom para sua imagem, alavanca suas vendas digitais e mostra que com uma campanha bem planejada é possível extrair mais de tecnologias que já estão aí para poder fazer mais sucesso e faturar ainda mais.

Será que as forças da computação em nuvem e do ecommerce irão forçar a Apple e a Google a serem melhores amigas na área de distribuição de conteúdo digital?

PS: Google, Apple e Beyonce… Hum…

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