Metas e Objetivos Para Startups? O que Aumenta a Potência do Empreendedor?

Este post foi escrito por Augusto Camargo, fundador da Fuzzy Internet Solutions em 1997, empresa focada na criação de projetos web, e vendida em 2004 para Cadmus. Augusto também é fundador da Adrenax Capital e CEO da Makesys. Augusto escreve em um blog pessoal augustocamargo.com. Você também pode segui-lo no Twitter no @augustocamargo.

Uma Startup serve de meio para o Empreendedor gerar em si sentimentos de sucesso, alegria, felicidade, vitória, compaixão e algum outro sentimento de aumento de potência, como diria Spinoza.

Estes sentimentos só podem ser buscados quando transformados em metas (Goals) e objetivos (Objectives).

Buscando sobre objetivos achei neste link uma lista interessante:

Metas são amplas e objetivos são restritos.

Metas são intenções gerais, objetivos são precisos.

Metas são intangíveis, objetivos não.

Metas são abstratas, objetivos são concretos.

Metas são mais difíceis de ser validadas, objetivos não.

Na Wikipedia há uma frase poderosa:

Um desejo ou uma intenção se torna uma meta apenas e somento no caso de serem definidas ações para que ela seja alcançada.

Sobre as metas (goals) esta palestra do Dan Pink no TED sobre motivação explica tudo. E podem ser encontrados mais detalhes no livro dele, o Drive: The Surprising Truth About What Motivates Us.

O aumento de potência (sucesso, alegria, felicidade, vitória, compaixão  etc) dos clientes gera aumento diretamente proporcional de potência no Empreendedor?

Aí que está o risco, pois a relação não é simples e direta assim.

Tornando o artigo mais prático:

Quais objetivos aumentam a potência do Empreendedor?

  • Inovação. Quão diferente sua criação é de tudo que já existe?
  • Reconhecimento dos seus pares. Tapinhas nas costas e adoração de seus colegas e inimigos são vitais para ele?
  • Estilo de vida. Não ter que se submeter a rituais das corporações atuais é o que fez Empreendedor? A Startup é instrumento de vínculo a um grupo social?
  • Fama. Aplausos no final da sua palestra é o principal motivo de existência da sua Startup? A Startup é seu sobrenome?
  • Crescimento de page views ou impressions, unique visitors, ou quaisquer outras métricas. O (Google) Analytics é um instrumento de prazer para ele? O caminhão indo embora carregado de produtos é como uma cena inesquecível do cinema?
  • Velocidade de signups (cadastros) e market share. Gente entrando e ele fazendo vários selects na tabela de usuários o faz feliz? Sua base bem maior que a do concorrente é seu maior motivo de orgulho?
  • Buzz. PR e citações em sites, jornais, twitter e blogs do seu serviço é tudo de bom?
  • Uso de disco, CPU, memória ou banda. Quando ele vê seu site balear é como se ele tivesse um orgasmo?
  • Elogios de clientes. Quantidade e porcentagem de clientes que elogiam e recomendam seu serviço o fazem chorar de alegria?

Particularmente voto por um pot-pourri dos indicadores acima, mas com um forte direcionamento aos Indicadores Financeiros. É duro, mas é a realidade.

Quando você olha para seus amigos Empreendedores você consegue reconhecer quais objetivos (objectives) e metas (goals) os movem? Quais os objetivos movem você? Não deixe de comentar abaixo!

24 responses to “Metas e Objetivos Para Startups? O que Aumenta a Potência do Empreendedor?

  1. Fala Augusto,

    Parte do meu trabalho constante é tentar traduzir o que você chama de “potência” do empreendedor em métricas. São elas que tornam objetivos, metas e desejos em coisas mensuráveis e comparáveis… Eu concordo com você que o dinheiro fala mais alto, mas como uma inovação só é reconhecida após ter sucesso – e não no momento de sua concepção – é preciso encontrar métricas além das financeiras. Enquanto não se acha, a métrica da inovação é a experiência de quem avalia.

    Ao mesmo tempo, os melhores empreendedores com quem já trabalhei até hoje ignoram a fama, reconhecimento e outros fatores “emocionais” – fatores normalmente influenciados por algo ou alguém fora de seu controle. O que realmente os anima é a melhoria nas métricas, e a recompensa deles é o trabalho bem feito, o desafio vencido e a determinação para persistirem no caminho que traçaram. Pra mim, os vencedores entre eles são os que têm a humildade para reconhecerem quando estão errados, e replanejarem seus passos. Potência pra mim é isso aí.

  2. Fala Augusto,

    Parte do meu trabalho constante é tentar traduzir o que você chama de “potência” do empreendedor em métricas. São elas que tornam objetivos, metas e desejos em coisas mensuráveis e comparáveis… Eu concordo com você que o dinheiro fala mais alto, mas como uma inovação só é reconhecida após ter sucesso – e não no momento de sua concepção – é preciso encontrar métricas além das financeiras. Enquanto não se acha, a métrica da inovação é a experiência de quem avalia.

    Ao mesmo tempo, os melhores empreendedores com quem já trabalhei até hoje ignoram a fama, reconhecimento e outros fatores “emocionais” – fatores normalmente influenciados por algo ou alguém fora de seu controle. O que realmente os anima é a melhoria nas métricas, e a recompensa deles é o trabalho bem feito, o desafio vencido e a determinação para persistirem no caminho que traçaram. Pra mim, os vencedores entre eles são os que têm a humildade para reconhecerem quando estão errados, e replanejarem seus passos. Potência pra mim é isso aí.

  3. Augusto,

    Exceto fazer o site “balear”, concordo plenamente com todas as metas citadas. Acho quando se fala de pageviews e signups já se engloba a parte boa de ter uma multidão interessada no produto. O “balear” em si não é tão legal, ainda mais se acontecer várias vezes e você não tiver dinheiro pra comprar mais servidores.

    Especificamente na Empreendemia, enquanto nossa querida versão Premium não está pronta, o que mais nos motiva são os feedbacks positivos de usuários. Afinal, nosso maior objetivo por enquanto é provar que o sistema é útil pra alguém e isso se dá por feedbacks. Depois de provar que é útil pra alguém, queremos provar que é útil pra muita gente, aí o indicador financeiro vai ser a bola da vez.

    Um modelo bem interessante de objetivos pra empresas de internet é o que o pessoal de Lean Startups usa, o AARRR.
    Acquisition (conseguir visitantes novos), Activation (fazer essa galera se cadastrar), Retention (fazer os cadastrados voltarem ao site), Referral (indicação dos usuários, o famoso marketing viral) e Revenue (o tão sonhado dolar).

    Resumindo, acho que todos esses indicadores são extremamente motivantes, mas cada um tem sua hora de acontecer.

    Abraços!

  4. Milor,

    Já já a versão Premium sai do forno 🙂 E estarei nela, pode ter certeza. Só não vai vai cobrar R$ 49,99 hein!

    Sobre “balear” eu acho que tem Geek que curte sim. Nas primeiras horas, ou dias, mas não para sempre. É o mesmo sentimento que tem aquelas pessoas que gostam de ficar acelerando e queimando pneu de carro ou moto.

    Legal você citar aqui o AARRR, faz bastante sentido, por isto que é rico este formato, um artigo sempre pode ser melhorado, e vc melhorou com sua citação.

    Obrigado!

  5. Mr Gitahy,

    Vc me fez lembrar mais duas frases que repito muito:

    “Potência não é nada sem controle.” (Campanha de Mkt da Pirelli)

    “Sem métrica não há gestão.” (P. Drucker)

    Eu acho que o que você chama de ignorar é deixar de lado, não perder tempo, ver que está alí e saber que em algum dia você terá que dar conta, pois sentimentos simplesmente não somem.

    Existe um perigo quando somente ignoramos. Levar em conta e dar conta e não perder muito tempo com estes sentimentos efêmeros é a chave para produtividade e assim parte do caminho para o sucesso.

    Forte abraço e obrigado por trazer mais praticidade ainda para este post.

    P.S.: nos vemos no Moot Corp do Rene hein!

  6. Concordo Augusto, que para alguns o ego / emoção podem ter uma boa parte nisso. O ignorar é nesse sentido: não deixar isso influenciar no trabalho. Foco.

  7. Augusto,
    Pode ter certeza que você vai ser um dos primeiros a testar a versão
    Premium. Seus feedbacks serão mais do que bem-vindos!

    Sobre o baleiar, é o que falei, a primeira vez que isso acontece é muito
    legal. Dá aquela sensação de “tem milhares de pessoas querendo meu produto”,
    mas se for frequente isso vira uma sensação ruim. Ou seja, nós concordamos.

    Em relação ao R$49,99, o problema é no valor em si ou no ,99? Tenho
    discutido isso bastante com o pessoal. Apesar de ser teoricamente ser uma
    “boa prática”, pessoalmente prefiro colocar um valor redondo.
    O preço em si, faremos muita pesquisa com os beta-testers, vamos ver no que
    dá.

    Abração!

  8. Augusto, a minha resposta está fundamentada na literatura de Entrepreneurial Orientation (EO), que tem sua origem nos textos de formulação de estratégia, como os do Mintzberg.

    Vou explicar: orientação empreendedora (EO) é uma gestão “inovadora”, “tomadora de riscos” e “pró-ativa”, além de ter “agressividade competitiva”, ou seja, a intensidade dos esforços para superar seus rivais e “autonomia”, que se refere às ações independentes tomadas por gestores empreendedores.

    Resumindo meu blá-blá-bla, é ter liberdade para inovar, superar os desafios como eu bem entender e fazer isso over and over again! Acredito que isso seja o que me faz levantar todos os dias.

  9. Convivendo com empreendedores nos últimos 15 anos acredito que o que você escreveu aliado ao comentário do Yuri dizem tudo: até que ponto a métrica real do empreendedor é relacionada ao ego ou ao caixa. Vejo muito mais empreendedores alardeando seus números de seguidores, contatos no facebook/linkedin, posts e palestras do que o sucesso real e tangível de suas empresas que é a verdadeira e única métrica.

    O do ego é gostoso e bom para a autoestima por isso tem-se a tendência de se guiar por ele, pois olhar no espelho faz com que vejamos a coisas como elas são e nem sempre essa imagem fidedigna condiz com a fantasia que fazemos de nós mesmos, de nossas empresas e nos faz confrontar com uma realidade que não gostamos e não estamos preparados para nos apropriar.

    Muito bom Augusto!

  10. Augusto,

    Entre vários passos que considero vitais na ação de empreender elegi 10:

    1 – Iniciamos um negócio a partir de uma “idéia”, mas sempre devemos confirmar se esta “idéia” é realmente uma oportunidade de negócio

    2 – É decisivo planejar previamente a estrutura do negócio, principalmente:

    a) investimentos necessários até a completa viabilização,

    b) limites de custos,

    c) volumes de receitas (vendas),

    d) reserva de capital

    3 – O domínio do negócio deve ser conseguido imediatamente, como os aspectos da tecnologia envolvida, condições de mercado e aspectos gerenciais.

    4- Nunca misturar o dinheiro da empresa com a renda familiar.

    5- Sempre manter o negócio adaptado às necessidades do público alvo

    6 – Estabelecer rapidamente parcerias com fornecedores e com concorrentes

    7- Manter crescente a agressividade da estratégia de vendas: ultrapassar no tempo certo o “ponto de equilíbrio”, no qual os gastos se equilibram com as receitas.

    8 – Empresários de sucesso não permitem que o processo operacional seja dependente de sua atuação e presença, além do tempo necessário à viabilização do negócio. O mais cedo possível o dono deve se ocupar das questões estratégicas para crescimento e exploração competente da oportunidade.

    9 – Nunca dar passos maiores que as pernas. A ação de planejar deve ser permanente e principalmente nas decisões estratégicas os riscos devem ser cautelosamente calculados.

    10 – Sempre ter objetivos e metas. As decisões e operações devem ser subordinadas ao desejo de atingir objetivos e cumprir metas de desempenho, legitimado para todos da empresa. “Quem não sabe a direção a tomar, qualquer direção serve”. Se não há um volume de lucro a perseguir, qualquer lucro serve, inclusive nenhum lucro, e a empresa morre.

    Aqui neste post (http://acdematos.wordpress.com/2009/09/30/erros…) tem outras dicas sobre os erros e acertos nas startups, afinal o lucro não vem por acaso. E os nos primeiros dois anos de uma startup ela precisa de oxigênio (vendas, vendas, vendas, vendas, vendas) isso claro, com um processo de compra e venda ajustado, com os custos na ponta do lápis e com muita vontade de aprender e fazer.

    PS.: Já percebeu que inovação virou palavra da moda? E que muita coisa que se diz “inovadora”é simplesmente uma adequação de um produto ou serviço por uma demanda do mercado?

    Abraço

  11. Meu maior sonho, juro por deus, é ter um aplicativo baleiando, mas baleiando pesado!!! É um “problema” que todo empreendedor quer ter. Mas claro, tem que ter um time capaz de segurar as pontas!

  12. Do Seth Godin no livro novo dele Linchpin
    Tudo o que vc consegue medir normalmente não agrega valor nenhum à sua marca.
    Do Tom Hsieh da Zappos.com
    Pense numa visão que você adoraria ver realizada mesmo que você não ganhe um tostão. Esse é o foco do seu startup.

  13. Interessante! Adicionaria na lista: Superação. Independente de reconhecimento, alguns gostam do desafio!
    Acho importante o empreendedor entender o que o motiva e usar isto com consciência. Acho que “Estilo de vida” é um motivador que muitas vezes acaba virando o objetivo.

  14. hehe, cuidado com o que você deseja 🙂 Hoje eu adoro contar a história de quando passei quase 7 dias sem dormir ajudando a migrar 20 servidores e 10TB de dados entre dois datacenters, e que depois de finalizada a migração, nada funcionava direito e passamos mais duas semanas melhorando performance… mas na época foi bem estressante hehehe. Planeje-se para não baleiar, atualmente com cloud computing é bem mais viável!

  15. hehe, cuidado com o que você deseja 🙂 Hoje eu adoro contar a história de quando passei quase 7 dias sem dormir ajudando a migrar 20 servidores e 10TB de dados entre dois datacenters, e que depois de finalizada a migração, nada funcionava direito e passamos mais duas semanas melhorando performance… mas na época foi bem estressante hehehe. Planeje-se para não baleiar, atualmente com cloud computing é bem mais viável!

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