Não Entende a Incrível Força do Orkut? Junte-se ao Clube

Antiquado, feio e povoado pelos piores elementos possíveis e imagináveis. É assim que a elite da Internet brasileira define a maior rede social brasileira. Quer dizer, a segunda maior. Explicações mais adiante.

Um pouco de história

Um caso de sucesso misterioso, vale lembrar que o Orkut trouxe muitas poucas ferramentas novas para a internet brasileira quando surgiu, ali por 2004. Fora a possibilidade de adicionar amigos e formar comunidades,que posteriormente ninguém participaria, perdia para vários outros sites gratuitos à disposição.

Naquela época, vale lembrar, scraps ainda não eram considerados spam, era tortuoso publicar fotos em seu perfil e membros de comunidades podiam enviar emails para todos os participantes.

Quer algo mais thrash do que isso? Só os fóruns das comunidades, que exigiam uma visita às próprias páginas para acompanhar as atualizações.

É um verdadeiro fenômeno encontrar gente que usasse as ferramentas do Orkut para algo não muito spammer.

E então veio a massa

Eppur si muove. No entanto, a rede cresce. Inicialmente o crescimento se deu graças à chamadas em blogs, importação em massa de contatos (que nunca haviam sido expostos a nenhuma rede social). Depois jornais e até em programas de TV. Estar no Orkut, lá por 2004, 2005 era cool.

Vejam que interessante, paleontologicamente falando, é esta matéria de um jornal de Juiz de Fora/MG:

Hoje, a ferramenta para encontrar pessoas, seja pelo nome ou por afinidades, possui mais de 1.357. 966* membros. Números oficiais revelam que, só no Brasil, já são mais de 700 mil*, com seus perfis e fotos expostas no Orkut, o que determina que 51%* dos membros são brasileiros.
Na realidade este número pode ser bem maior, já que, ao se cadastrar, alguns mentem, declarando nacionalidades diferentes. (FONTE)

Mais ou menos como o Twitter hoje. Por falar nisso, jogue a primeira lauda o jornalista que não recebeu pelo menos 1 release do tipo “Marca tal está no Twitter” nos últimos 7 dias.

Já consolidada entre os usuários comuns da internet, a rede criada pelo turco de nome estranho – estranho para nós, claro – foi ficando cada vez mais popular entre a classe média emergente. A classe C.


Lan house de Várzea Paulista, à venda no OLX

O indicador da virada foi quando lan houses Brasil afora começaram a divulgar acesso ao Orkut como diferencial para seus clientes. Aí usuários mais calejados (como eu e provavelmente você) começaram a rarear, afastar-se, procurar alternativas menos “populares”.

Qualquer coisa menos o Orkut.

A rede social mais popular do Brasil

Segundo pesquisa do IBOPE Nielsen Online, os usuários brasileiros usam a rede de sites da Microsoft MSN/Live/Bing de uma forma mais intensa do que o Orkut ou qualquer outro site.

Você deve estar se pensando que geralmente não considera MSN uma rede. Mas porque não seria? Se adiciona amigos, compartilha links, status, arquivos, etc, tudo em tempo real.
E tem publicidade, claro. Afinal apenas voluntários de campanha e programadores open source trabalham de graça.

Orkut X resto do mundo

O Facebook está entrando com calma no mercado e vai mostrando suas aplicações matadoras e possibilidades de integração com outros sites. Ou seja, comendo pelas bordas.
Já o Twitter é a rede mais barulhenta do quarteirão. Praticamente um SecondLife com alguma chance de sobreviver.

Mas o Orkut ganha na web de todas em acesso e popularidade. Todas. E de goleada.

Segundo o Alexa, um ranking meio furado, é o 2º e o 8º site mais acessado no país (versão .com.br e .com). Facebook é o 15º e Twitter aparece em 17º. Nada mal, convenhamos, mas bem atrás.

A densidade de buscas, outro sinal de força, é ainda mais favorável ao sistema do turco. Vejam que o povão busca 20 vezes “Orkut” para cada 2 “twitter” e 1 “facebook”. “Tuíter”, felizmente, não aparece.


A fraqueza inexplicável do Orkut

Felizmente para o pessoal que odeia o Orkut (incluam-me fora dessa), a rede tem várias limitações devido ao seu desenho. Mesmo com o recauchutamento realizado ano passado, as pessoas ainda compartilham pouco conteúdo externo em seus perfis.

Os Orkuteiros ainda não se acostumaram a compartilhar nada que não seja fotos em seu espaço semi-tuiterístico. Ou seriam apenas os meus “amigos” poucos sociáveis?

Há, claro, várias comunidades em que participantes compartilham informações e links. No entanto, graças às inexplicáveis limitações do sistema, este esforço colaborativo fica escondido. Difícil de acompanhar.

Este é o exato oposto do Twitter e do Facebook. Nestes, um link popular pode ser retuitado, curtido ou compartilhado por milhares de pessoas em pouquíssimo tempo com o mínimo esforço. Ponto para serviços como o Migre.me, que capitalizam a popularidade de conteúdos alheios.

A fraqueza é tão óbvia que pesquisas baseadas em metodologias bizarras, como esta publicada na Exame. Fundamentada no tráfego para sites que usam o sistema de estatísticas StatCounter (aliás, recomendo fortemente), ela diz que o Twitter é maior do que o Orkut porque gera mais tráfego.

O Twitter é a mídia social mais acessada no Brasil, com 55,84% do total de tráfego desse tipo de ferramenta, segundo monitoramento divulgado esta semana pela StatCounter. Em segundo lugar aparece o Facebook (20,14%), que pela primeira vez desde dezembro de 2009 ultrapassou o YouTube (16,27%) no número de acessos no país. FONTE

Quanto o Orkut gera de tráfego?

Analisando alguns sites, pode-se perceber que, dependendo do conteúdo, acontece sim de se receber tráfego do Orkut. Muito tráfego.

Segundo dados do autor @Knuttz, o Cybervida, um blog que mistura tecnologia com diversão, recebe muito mais tráfego da rede do Google do que do Twitter. Isto que todos os links são bastante retuitados e não há trabalho específico para o Orkut.

Já no @rwwbr acontece o extremo oposto. O Twitter é a segunda fonte de tráfego mais relevante, atrás do Google, com 17% das visitas. A super duper rede social com 500 milhões de habitantes Facebook é responsável por ridículos 0,08% dos visitantes e o poderoso Orkut por paupérrimos 0,02%.

Ou seja, 1 em cada 5 mil visitantes veio da segunda rede social mais acessada em língua portuguesa. Infelizmente, como o MSN não é registrado por nenhum serviço de estatística, ficamos devendo esta informação aos leitores.

Trafego OK, mas e o retorno?

Gerar tráfego até que é fácil. Trabalhar muito basta. Mas para conseguir retorno, como assinantes RSS, cadastros em mailing, etc, a dificuldade aumenta.

Eu passei por uma experiência parecida recentemente, quando fiz uma ação no Orkut com o objetivo de gerar mailing qualificado para meu SPAM Marketing. Gerei quase 2 mil visitas, das quais converti apenas uma pequena fração. Não entende o Orkut? Junte-se ao clube.

Você quer compartilhar experiências sobre ações no Orkut ou em mídias sociais? Os comentários estão abertos.

0 responses to “Não Entende a Incrível Força do Orkut? Junte-se ao Clube

  1. Acho que o Orkut é o maior case de potencial mal aproveitado do mundo. Não precisa ser um gênio de marketing para ver como o conteúdo gerado nas comunidades é um baita diferencial, que nenhum facebook conseguirá bater a curto e médio prazo. Mas o Google, ao invés de desenvolver – ou liberar API's de acesso às comunidades, mantém esses dados fechados e de difícil uso.

    Porém, considerando alguns movimentos (contratações) do Google nos últimos dois anos, imagino que eles estejam preparando diversas mudanças. Espero, como desenvolvedor pro Orkut, que o façam logo e com foco em simplificar a vida dos desenvolvedores.

  2. Não acredito que o Facebook venha bater o Orkut no Brasil. Não uso mais o Orkut assiduamente desde 2008, mas o Facebook é confuso e só vejo atualização de aplicativos, Farmville e Mafia War. O que afasta muito público tanto quanto atrai outros públicos.

  3. Embora a pesquisa publicada na Exame tenha de fato se enganado na sua conclusão, o fato é que, segundo a pesquisa, o Twitter gera mesmo mais tráfego para sites de terceiros do que Orkut, Facebook, Digg, StumbleUpon, Flickr e YouTube… somados.

    Seguem os links para o artigo original e para o gráfico da geração de tráfego por essas ferramentas no Brasil.

    http://gs.statcounter.com/press/twitter-generat
    http://gs.statcounter.com/#social_media-BR-mont

    A propósito, qual o furo da metodologia usada nessa pesquisa?

    O curioso é que mais adiante você mesmo afirma que o Twitter já é a segunda maior fonte de tráfego para o RWWbr, atrás apenas do Google. Seria interessante saber o ritmo de crescimento da constribuição de ambas as ferramentas para o tráfego do site. Eu aposto que o cresimento do Twitter aponta para uma equiparação ao tráfego gerado por esta e o Google para não muito adiante.

    Outra coisa interessante sobre o tráfego gerado pelo Twitter é que ele tende a um engajamento maior nos sites de destino uma vez que os links clicados chegam recomendados por pessoas que o usuários decidiu proativamente seguir. Existe uma confiança implícita nesse tipo de conexão.

    http://www.avc.com/a_vc/2009/04/the-power-of-pa
    http://www.avc.com/a_vc/2009/04/the-power-of-pa

    Além disso, a taxa de cliques recebidos pelos links publicados no Twitter costuma ser maior do que em outros serviços em razão da natureza dessa rede. Não há muito o que fazer lá além de consumir informação e clicar em links recebidos.

    Também não custa lembrar que o Brasil já é terceiro país em proporção de origem de todos os tweets publicados no serviço (com 12%), que o Português é o terceiro idioma na rede (com 9%) e que São Paulo é a quarta maior cidade do mundo nessa rede.

    http://techcrunch.com/2010/03/31/twitter-intern
    http://techcrunch.com/2010/02/24/twitter-langua
    http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/01/

    E não nos esqueçamos de que no Brasil o custo do SMS (verdadeiro fator de popularizacão do Twitter) é incomparavelmente mais caro do que nos países à frente do Brasil nos dados acima. Uma hora, mais cedo do que mais tarde, operadoras e Twitter vão se acertar aqui no país e o resultado vai ser uma enxurrada de SMS para a rede. A maior parte dos celulares no país é do tipo mais simples, sem acesso à web. Mas eles mandam SMS.

    Some-se a esses dados de crescimento orgânico e de potencial de aceleração o interesse de profissionais de marketing pela rede como canal de comunicação. Se mesmo com menos tráfego próprio absoluto que o Orkut, o Twitter já gera mais tráfego para sites externos que a outra rede (que tem tráfego próprio gigante), quais os limites para o Twitter nesse sentido? Pra qual ferramenta você acredita que existem nesse momento ferramentas poderosas em desenvolvimento para promoção e medição de resultados de promoção?

    Não é pra o Orkut.

    Por tudo isso, se eu fosse responsável pelo Orkut, eu estaria mais preocupado com o Twitter do que com o Facebook. Este é realmente muito complexo enquanto aquele é extremamente simples, mas gradualmente expansível através do uso dos inúmeros aplicativos de terceiros disponíveis e que cobrem praticamente todas as ações possíveis no Orkut.

    E o Twitter ainda nem tem interface em Português. Mas não por muito tempo. 😉

    http://twitter.com/translate

  4. Oi Mario, gostei do seu comentário 🙂

    O fato do Twitter gerar mais tráfego com MUITO menos uso do que o Orkut é um sinal inegável da força de uma rede assíncrona.

    Sobre a matéria da Exame, o ponto é o argumento deslocado. O que indica a relevância da rede não é a quantidade de tráfego que ela gera, mas a interação entre os usuários. Isto o Orkut tem, e de sobra.

    O mistério reside nesta desproporção. Orkut é 20x mais forte que Twitter e Orkut e ainda assim não conseguimos extrair um limão desta limonada, exceto sites de humor.

    Não só isso como abandonamos qualquer possibilidade de investir na plataforma. Note que o rwwbr sequer divulga comunidade no Orkut. Ou mesmo tem um botão “compartilhar no Orkut”.

    Digo mais, quantos sites você conhece com botões deste tipo para o Orkut?

    Por que isso? Miopia e preconceito, em parte. Por outro lado, o retorno é mais fácil ao investir no Twitter ou no FB.

  5. Oi Daniel, sua réplica também foi boa. Deixou mais claro pra mim o ponto do seu artigo. De fato, é curioso o pradoxo a que você se refere a respeito do Orkut.

    A resposta mais simples e óbvia para ele, IMHO, é o fato de a rede realmente ser muito pobre de recursos e, mais importante até, em termos de design no sentido de conduzir os usuários a determinados tipos de ações. O Orkut simplesmente ficou parado no tempo.

    E nem me fale do “suporte” para desenvolvedores. Chega-se ao ponto de um dia você acordar e várias API's etrem sido desligadas ou substituídas sem aviso prévio. Se você tiver criado um framework próprio pra uso interno, todos os seus aplicativos vão parar de funcionar.

    A questão um pouco menos óbvia seria talvez o motivo de tamanho descaso do Google pelo Orkut. Eu acredito que, além do fato de a rede ter pegado de verdade apenas no Brasil e na Índia, a questão maior para o Google é incentivar uma web aberta versus uma web fechada, atrás de um login.

    O Google é tão grande e tão dominante que, sempre que a web cresce, o Google cresce também. Aliás, é uma das poucas formas de o principal negócio deles, links patrocinados, ainda crescer mais. Além disso, ninguém está tão bem posicionado tecnicamente como eles para tirar proveito disso.

    Ações como o Android, Chrome, Open Social, Friend Connect, Gears e muitas outras são investimentos nesse sentido.

    Por outro lado, lado, ter tirado proveito de tudo o que o Orkut poderia ter oferecido implicaria necessariamente em criar um ecossistema fechado, tal como o Facebook está fazendo. Segundo a lógica de lucro do Google (e não uma “filosofia”), mesmo que esse ecossistema vencedor fosse deles (e poderia não ser), o exemplo que eles estariam dando seria perigoso. Mais walled walls teriam sido erguidos por terceiros. Redes sociais ainda são uma icógnita perto dos mais de 20 bilhões de dólares que eles já ganham com links patrocinados todos os anos.

    O irônico é que o Facebook fez tudo isso e não está dando sinais de desacelaração (pelo menos fora do Brasil).

    Na verdade, em se tratando de redes sociais (e de plataforma móvel), tudo indica que estamos entrando do período de integração verticalizada e portanto de plataformas fechadas. Historicamente, é mesmo sempre assim quando um novo pradigma (eu preferia não usar esse termos batido, mas aqui ele é bem pertinente) ganha o mainstream. Ainda levará uns anos até que isso mude.

    É como a AOL antes da WWW. Não nos esqueçamos de que o Google não precisou inventar a web. Ela já estava aí “à disposição” para indexação quando o Google apareceu. Facebook e Twitter ainda estão inventando o que será a próxima geração da web ou a próxima camada sobre a internet, tal como a WWW também é uma camada sobre ela.

    http://techcrunch.com/2010/05/01/the-internet-i
    http://cdixon.org/2010/04/25/the-tradeoff-betwe

    Agora, com o Google Buzz, eu vejo o Google tentando pelo menos trazer para seus índices de busca o conteúdo que interessa dentro do Twitter e do Facebook e, através da autenticação de acesso, também o mapeamento do grafo social relevante para dar mais sentido para esse conteúdo. Se vai dar certo, ainda não sabemos.

    Enfim, por tudo isso, eu não vejo a situação do Orkut mudar tão cedo (ou tarde).

    E é por isso que ferramentas de geração seguinte ganham tanto do Orkut quando o assunto é geração tráfego para sites de terceiros. O Orkut, assim como o Facebook, não foi criado com isso em mente. A diferença é que o Facebook evolui (especialmente ao copiar o Twitter depois de a tentativa de aquisição ter falhado).

    Conseqüentemente, profissionais de marketing gravitarão para o Twitter (já que o Facebook é mesmo muito enrolado). Não é preconceito. É pragmatismo puro. O mercado tenta de tudo com o espírito aberto. Até o Second Life foi testado nesse sentido! =)

    Otimização, marketing e métricas em torno de compartilhamento social de conteúdo serão tão grandes quanto SEO, SEM e métricas de busca são hoje. E não demora muito mais.

  6. Mario, o Orkut é tão ruim para o editor de conteúdo que chega a ser frustrante.

    Já os usuários adoram e (alguns) planejadores publicitários recomendam.

    Bastaria que o Google parasse de meter os pés pelas mãos… só isso…

    Sobre o futuro da web, discordamos. Acho que o futuro da internet está nas redes de mídia social.

  7. Então a gente não discorda. Eu só acho que, no começo de inovações de grande alcance, arquiteturas verticalmente integradas e proprietárias oferecem a coesão e agilidade necessárias para atrair e “educar” um público mainstream em proporção suficiente para tornar os novos modelos de uso permanentes.

    Casos do iPod/MusicStore, iPhone/iPad/AppStore, Facebook e Twitter.

    Depois disso, normalmente ocorre uma horizontalização das arquiteturas, com a entrada de diferentes players em cada “camada” da arquitetura. Nesse ponto é que ocorrem as aberturas para a assimilação de pelo menos alguns padrões abertos de compatibilidade.

    Isso já aconteceu antes no mercado de computadores, na transição de minicomputadores para PC's e, mais recentemente, no advento da WWW no lugar da versão proprietária da AOL sobre os protocolos de internet.

  8. Daniel,
    Na verdade teremos que reinventar tudo. Nenhuma das ferramentas ou profissionais do mercado hoje sabem o que é internet e como funciona. São tantas ferramentas e inutilidades, e tantos textos, estudos, pesquisas que até para o mais bem informado ser do planeta tudo fica meio no “eu acho”.

    Já fiquei empolgado com o Orkut a muitos anos atrás, e ainda acho o mais funcional. Infelizmente por pressão do mercado essas ferramentas ficam a cada dia mais lotadas de apetrechos, e eu acho isso um erro de usabilidade. É bom lembrar que o que se mais gasta hoje em dia é o que mais tem valor: Tempo!
    Particularmente eu era linchado quando falava que o SecondLife era o maior mico para empresas. Hoje eu falo o mesmo do Twitter.
    O Facebook é funcional mas muito poluído, acho até que fazem isso pensando em prender o usuário por mais tempo, e a médio prazo isso é um tiro no pé.
    Concordo quando você fala que gerar audiência é fácil, difícil é o retorno.
    Também sou chamado de “elite” por não acreditar em retorno por audiência. Se trafego puramente rendesse dinheiro, o Twitter já estaria nas mãos do Google ou Microsoft.
    Falando em MS, mesmo não sendo fã da empresa, ver eles abandonando um projeto de Tablet que promete ser a próxima onda (hype), me fez acreditar que eles estão aprendendo…
    Tenho mania de acreditar nos falidos, não por peninha ou socialismo (outro termo hype enganação muito pop) mas por REAL competência. Olha a AMD, que ao comprar a ATI foi julgada como empresa pé na cova e sem visão de mercado. Eis que a ATI hoje tirou o primeiro lugar da sua concorrente (com larga vantagem e crescendo… Isso sendo uma empresa muito menor).
    O Twitter não gera retorno financeiro, e nunca irá gerar, por isso morrerá.
    O Orkut vai continuar cada vez mais sendo dominado pelas classes D e E, e vai virar uma favela, além de muitos geração Y que irão usar a ferramenta para captar sexo fácil, drogas e outras porcarias…
    O que mudou? A Internet só expôs a sujeira que estava debaixo do tapete, e o lado ruim é que como amamos a liberdade, teremos que ver muita sujeira.

  9. Neste final de semana, numa janta, um amigo falava de como está modificando uma kombi. Para explicar bem o que ele queria, pegou o computador de uma outra pessoa e logou-se no seu Orkut. Ali ele tinha vários vídeos do YouTube.

    Ele não procurou no Google ou no site de vídeos. Foi direto no Orkut porque lá sabia que estava o conteúdo relevante para ele.

    Isso é mídia social na prática. Dizer que classes D e E vão dominar é um erro preconceituoso. É a classe C que vai dominar TODAS AS REDES porque representa a classe média.

  10. Convivo com as classes D e E. Pode me chamar de preconceituoso, mas eu sou só realista. Na “minha opinião” as pessoas deveriam primeiro receber educação para só depois ter “direito” a uma ferramenta tão poderosa como a Internet ou celulares. O mau uso de qualquer coisa pode trazer graves prejuízos, e o povão hoje é a bola da vez. Eu mesmo não entendia isso direito nos anos 90, até que consegui abrir os olhos… Os ricos não conseguiam mais tirar dinheiro da classe média, cada vez mais pobre, então resolveram baixar a qualidade de tudo e dividir em frações, assim na teoria, todos teriam acesso, e eis que a nova forma de manter a riqueza é tirando dos mais pobres.
    Os políticos já fazem isso a séculos, incentivando a natalidade e a destruição da qualidade do ensino. O mais curioso, é que a classe C aceita cada vez mais ser manipulada, e é por isso que cada vez mais será dificil separar quem é C, D ou E, e isso é ótimo para os marketeiros e aqueles que acreditam que ganham com a massificação. Mais uma vez, opinião pessoal minha, eu preferia que os mais pobres subissem degraus, mas como qualidade de vida é medido por quantos celulares e DVD players o sujeito tem, eu não acredito que nas próximas gerações o mundo irá melhorar, a Idiocracia é vigente, robusta e cresce. Não estou apostando contra seu texto, pelo contrário, e lembre-se, isso é só uma opinião pessoal.

  11. O Orkut possui é uma rede favorecida pelas ondas de inclusão digital existem muitos, mas muitos municípios no Brasil que ainda não possuem um acesso amplo à internet, então o Orkut sempre recicla seus participantes.

    Pesquisa interessante seria saber qual a porcentagem de pessoas que abriu perfil no orkut em 2004 que ainda visita o site com uma frequência diária, acredito que esse número não seja expressivo.

    Quanto a questão de tráfego é muuuuuito relativo pois o tráfego excessivo é até prejudicial, não interessa muito quem tem o maior trafego ou a maior quantidade de perfis, se eu fosse um analista desses sites estaria interessando em um índice de conversão que me mostrasse quanto o tráfego me dá de retorno do meu investimento…

  12. O Orkut é povão. É a praia de copacabana da internet. As praias de Ipanema e Leblon sempre estão cheias, mas os grandes eventos são em Copacabana.

  13. O Orkut é povão. É a praia de copacabana da internet. As praias de Ipanema e Leblon sempre estão cheias, mas os grandes eventos são em Copacabana.

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