Nossas Previsões para 2010

Anualmente o ReadWriteWeb Global faz suas previsões para o ano que se inicia. Na nossa estréia nestes palpites, resolvemos juntar alguns membros do time para fazerem suas apostas para o cenário brasileiro em 2010. Esperamos que vocês gostem!

Diego Gomes@dttg

1) Vamos ter um grande crescimento em um mercado que já é grande lá fora e ainda quase inexistente por aqui. Serviços B2B focados em pequenas empresas (B2SB, ou business to small business) adaptados ao gosto local tem grande potencial na web brasileira. Ferramentas como Saas para gestão de projetos (a la basecamp) e ERPs simplificados vão cair no gosto do público local. As PME’s tem demanda por este tipo de serviços, e já existem pequenos players tentando suprir esta necessidade no nosso mercado.

2) Haverá mais funding e teremos 2 ou 3 cases notáveis de investimentos em Internet no Brasil. Em 2008, tivemos um investimento de cerca de 5 milhões de dólares na Power.com, mas com a crise internacional, em 2009 não houve cases parecidos. Como o Brasil saiu quase ileso da crise e com o aumento da disponibilidade de verba governamental para startups, (PRIME, Subvenção Econômica, etc) teremos um crescimento também no número de fundos de Seed e Venture Capital privados Brasileiros.

3) O Orkut vai, (ou pelo menos deveria) lançar um serviço de autenticação a la Facebook Connect, para poder competir com a facilidade de autenticação e integração em serviços que seu concorrente oferece e ele ainda não. Se o Facebook connect está se tornando o ID padrão da web nos EUA, o Orkut é o único serviço que poderia oferecer o RG da web brasileira. O Google Friend Connect ainda não se mostrou realmente útil neste sentido.

4) Social Media vai virar negócio e dar lucro. Com o amadurecimento do mercado, tudo será medido e vendido para as grandes empresas em forma de ferramentas de colaboração e comunicação. O consultor de mídias sociais porém, começa a desaparecer do mercado. É a volta do profissional de marketing e comunicação integrados.

Carlos Ribeiro@carribeiro

1) Uma tendência interessante é a tropicalização profissional de serviços bem sucedidos no exterior, indo além da simples cópia e se estabelecendo como negócios locais. O ColheitaFeliz é um exemplo dessa tendência: é mais do que uma mera tradução do FarmVille, porque foi adaptado para o Orkut (que é uma febre local). O processo tende a se tornar cada vez mais profissional, exigindo capacidade de execução e foco em negócios/resultado.

2) Os grandes grupos de mídia brasileiros tem sido relativamente bem sucedidos com seus portais, mas irão começar a sofrer o impacto da Internet em seus resultados da mesma forma que já se vê no restante do mundo. Dois pilares do setor serão atacados: primeiro, os classificados eletrônicos, que ainda não tem um representante independente à altura (não sei se o OLX conseguirá se tornar realmente popular por aqui, mas o espaço existe e deverá ser ocupado em breve), além do noticiário propriamente dito. O noticiário alternativo no Brasil nunca foi muito além de tentativas idealistas ou amadoras, mas agora estamos nos aproximando de ter massa crítica para criar jornalismo local e de tempo real em blogs, Twitter, etc. É uma mudança com potencial revolucionário, especialmente com a eleição presidencial que se aproxima.

3) Deverá haver uma forte consolidação de vários segmentos em torno de um número menor de empresas. Exemplos: games para celular, aplicativos para Orkut, etc. É possível que alguém saia comprando outros e incorporando à sua rede. A IdéiasNet tem feito isso com os negócios dela, mas o processo deve se acelerar.

Eduardo Bilman@dubilman

1) Crescimento do e-commerce, principalmente devido às classes CDE. Os lançamentos de 2009 relacionados ao e-commerce das Casas Bahia, que posteriormente se fundiram com o Pão de Açúcar e preparam o lançamento de uma loja virtual própria, fundamentam o crescimento esperado para 2010, já que combinam o seu público principal e a penetração da internet nessas classes.
O potencial do e-commerce é ainda aumentando devido aos aplicativos móveis previstos e a maior facilidade de compra de eletrônicos estrangeiros, como vimos com o Kindle da Amazon e novos produtos a serem lançados – os tão esperados tablets da Apple, HP e outras.

2) Utilização de carteiras virtuais e pagamentos online prometem crescer em 2010, mas ainda mornos no Brasil, com maiores esperanças para 2011. A utilização maciça de serviços como PagSeguro e MoIP, por exemplo, parecem ainda se restringirem a sites de comércio eletrônico, apesar do potencial que podem ter para o consumidor final. A possibilidade de transferências via PayPal para bancos brasileiros, conforme anunciado pelo ReadWriteWeb Brasil, trazem uma nova visão e oportunidade para os usuários finais, além da ascensão de conceitos firmados pelo sucesso do Mint em startups brasileiras. Resta observar as taxas impostas por esses serviços.

3) Cloud computing crescendo bastante no mercado local, em diversos setores. Serviços como o do Google Apps parecem ter que quebrar barreiras ainda, principalmente nas grandes empresas, que estão adaptadas aos seus sistemas de email e documentos e pagam milhões à Microsoft para licenças de uso. Alguns passos maiores já foram tomados por empresas como Genentech e o Governo de Los Angeles, nos Estados Unidos, com aproximadamente 17 mil e 30 mil contas no Google Apps, respectivamente. Essas são possibilidades que podem surgir no Brasil, principalmente devido a custos bem reduzidos, apesar de ser uma grande quebra de paradigma e mudança cultural.
Edmar Ferreira@edmarferreira

1) Aumento de startups na área de enterprise mashups, fruto do crescimento de Google Apps e do novo Office online.
2) Social Games continuam em alta. Com o sucesso do Colheita Feliz aqui no Brasil, teremos um grande volume de jogos – em sua maioria, cópias de jogos gringos.
3) Aumento de eventos, cursos e gurus em startups no Brasil, reflexo do possível aumento de funding.

João Pedro Resende@_jpr

1) Sou da linha que acredita na maior popularização do eCommerce e o crescimento da importância/utilização dos motores de pagamento e transferência online. Ainda arrisco dizer que o crescimento do PayPal irá superar notavelmente o crescimento dos concorrentes e será travada uma boa briga entre o líder PagSeguro e o serviço estrangeiro.

2) Começaremos a ver uma onda terceirização da área de TI das pequenas e médias empresas em serviços de Cloud. AWS, Windows Azure, Rackspace já possuem tecnologia disponível para mudar completamente a forma como a “infra de TI” existe dentro das empresas. A mudança cultural ainda demora um pouco, mas acredito que daqui pra frente ficará cada vez mais difícil encontrar a “salinha gelada do servidor” principalmente nas empresas que estão surgindo agora. Em 2010 as consultorias neste tipo de serviço vão ganhar muita força e o mercado estará no melhor momento para quem quiser se aventurar neste segmento.

3) Veremos aumento de capital de risco disponível no Brasil, e mesmo com a anunciada retração dos investimentos em capital semente nos EUA, acredito que no Brasil a tendência seja oposta. A força com que o país está saindo da crise favorece um período de grande investimento (inclusive de capital estrangeiro), e neste momento acredito que o mercado de capital semente pode se beneficiar muito no Brasil.
4) Haverá um aumento notável em usuários de tecnologia VOIP no celular. A grande campanha dos serviços 3G das operadoras favorece este aumento, e isto pode finalmente colocar as operadoras em um caminho sem volta para mudar a forma como são tarifadas nossas ligações. As possibilidades são animadoras!

Bom pessoal, estas são algumas das nossas apostas para 2010. Você concorda? Quer adicionar alguma previsão? Deixe um comentário.

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  1. Focando nos mercados de tecnologia/digital:

    1. produtos verde: desde aqueles com preocupação verde ou focados em funções como geração de energia substentável

    2. internet of things: produtos com conectividade wifi, 3g ou outra qq, desde pequenos gadgets até carros

    3. media centers com HD, todo tipo de entrada/saída, conectividade e TV

    4. TV móvel, seja 1seg ou a velha analógica em celulares (principalmente greymarket). Copa do Mundo será um grande gerador de demanda.

  2. Focando nos mercados de tecnologia/digital:

    1. produtos verde: desde aqueles com preocupação verde ou focados em funções como geração de energia substentável

    2. internet of things: produtos com conectividade wifi, 3g ou outra qq, desde pequenos gadgets até carros

    3. media centers com HD, todo tipo de entrada/saída, conectividade e TV

    4. TV móvel, seja 1seg ou a velha analógica em celulares (principalmente greymarket). Copa do Mundo será um grande gerador de demanda.

  3. In, fora do Brasil esses produtos verdes estão dando o que falar. Mas ainda estou cético em relação ao brasileiro. Para as questões de tecnologia até tenha repercussão, mas alguns desses produtos (fora TI também) chegam a ser mais caros que os comuns, e não sei até que ponto os brasileiros estariam dispostos a pagar mais pela preocupação com o verde. Precisa de uma mudança cultural forte.
    Alguem mais opina?

  4. In, fora do Brasil esses produtos verdes estão dando o que falar. Mas ainda estou cético em relação ao brasileiro. Para as questões de tecnologia até tenha repercussão, mas alguns desses produtos (fora TI também) chegam a ser mais caros que os comuns, e não sei até que ponto os brasileiros estariam dispostos a pagar mais pela preocupação com o verde. Precisa de uma mudança cultural forte.
    Alguem mais opina?

  5. Green products pra mim é realidade já. Green IT é sonho distante para o mercado brasileiro. Funciona mais o Apelo “Energy Star” que o apelo salve a natureza pro mercado de TI local.

  6. Green products pra mim é realidade já. Green IT é sonho distante para o mercado brasileiro. Funciona mais o Apelo “Energy Star” que o apelo salve a natureza pro mercado de TI local.

  7. Green-* combina com mercado saturado. Está no nível mais alto da pirâmide de Maslow. Nossa classe AB está perto mas ainda não chegou lá. E a classe CDE tem muitas outras preocupações antes de chegar…

  8. Green-* combina com mercado saturado. Está no nível mais alto da pirâmide de Maslow. Nossa classe AB está perto mas ainda não chegou lá. E a classe CDE tem muitas outras preocupações antes de chegar…

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