O Java Não Está Morrendo, Está Apenas em Transição

Nesta semana, Stephen O’Grady da RedMonk desafiou o senso comum de que o Java está morrendo (ao menos na web),  uma posição caracterizada pelos comentários recentes de analistas da Forrester. Stephen reconhece que, embora o Java já tenha atingido o pico de sua popularidade e esteja em declínio, está longe de estar morto, como afirmam os profissionais da Forrester.

Stephen baseia sua posição em vários dados coletados pela RedMonk. A pesquisa da RedMonk é focada nos desenvolvedores, em vez de se voltar aos “tomadores de decisão” empresariais. “Estamos aproveitando esta audiência simplesmente porque acreditamos que a adoção de baixo para cima é mais preditiva de direção de tecnologia do que a decisão de cima pra baixo, mas as mentes razoáveis obviamente podem discordar,” escreve Stephen.

Este diagrama ilustra o pensamento por trás do foco em desenvolvedores da RedMonk:

Yakov Fain, autor de vários livros sobre Java, concorda. “Infelizmente, as pessoas que afirmam que o Java está morto não são as pessoas que usam suas tecnologias mais recentes no dia a dia,” escreve Yakov.

Stephen acredita que o uso do Java tem diminuído não porque a linguagem está morrendo, mas porque agora há muitas ferramentas de uso específico disponíveis e o Java é em geral uma ferramenta para uso mais genérico e de baixo nível. Stephen já escreveu sobre essa explosão no crescimento das ferramentas especializadas. Apesar das bases de dados NoSQL fornecerem uma alternativa aos bancos de dados relacionais, isso não significa que os bancos de dados relacionais vão sumir do mapa. Da mesma forma que o Node.js oferece uma alternativa especializada ao Apache, mas não vai matar o Apache.

É o que acontece com o Java. Desde o Clojure, até o Ruby e o Node.js, temos muitas alternativas aos usos possíveis do Java. Mas o interesse pelo Java continua alto. Stephen apresenta diversos dados para sustentar o caso, incluindo esta análise dos comentários do site Hacker News:

Stephen também observa a importância do Java por ser a base de algumas plataformas ascendentes, como o Hadoop, HBase e Cassandra. “Mesmo com a rápida expansão do ecossistema Hadoop, permitindo o uso de linguagens mais acessíveis como o Python (Dumbo) e o Ruby (Wukong), o Java é o alicerce sobre o qual se constrói todo o edifício.” Podemos mencionar inclusive o uso da Scala no JVM neste contexto, e o uso do Java nos dispositivos Android.

O que estamos testemunhando não é a morte do Java, mas a sua transformação. Ele era uma plataforma de uso geral que dominou as empresas, agora está se tornando o alicerce de muitas tecnologias diferentes para várias aplicações especiais. E você, concorda com isso?

 

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