Os Desafios da Venda de Produtos Digitais

A economia digital atualmente está tão promissora quanto desafiadora, e obriga as pessoas a repensarem o modo como os produtos são produzidos, distribuídos e vendidos. Para compreender completamente o potencial da economia digital e antecipar os futuros desafios, é de extrema importância considerar e entender a natureza econômica particular dos produtos digitais.

Os produtos digitais são diferentes de qualquer outro produto físico e em alguns casos se parecem mais com serviços que exatamente como um produto.

Produtos digitais reúnem várias características particulares e interessantes. Vejamos algumas delas:

  • Os produtos digitais não apenas possuem informações como os produtos físicos, mas eles próprios são informações.
  • Os produtos digitais são infinitamente duráveis, e por isso não sofrem depreciação.
  • O custo de duplicação de um produto digital é virtualmente zero, portanto isso afeta de maneira dramática sua precificação.
  • O custo de distribuição de um produto digital também é zero, e isso também afeta diretamente a precificação, pois uma vez comprado, ele pode ser distribuído e repassado.

Os gigantes da Economia digital

Apple: A empresa, com o iPod, iPhone, iPad, iTunes, tem uma grande linha de receita, derivada totalmente da venda de MP3 (o carro chefe), videos, livros, e aplicativos para sua plataforma. O sucesso da Apple foi conseguir criar todo um ecossistema para distribuir conteúdo em seus dispositivos.

Amazon: Com o Kindle, e sua grande capacidade de atrair autores, a Amazon é a líder do mercado de venda de livros e recentemente a venda dos livros digitais ultrapassou a venda de livros físicos em sua plataforma. Hoje, falar de produtos digitais, sem mencionar a Amazon é ignorar a empresa que provavelmente inaugurou este mercado.

E então, quais as recomendações?

Ficam alguns pontos de atenção para quem pretende entrar no mercado e vender produtos digitais:

  • Disponibilidade – Um dos segredos sucesso das plataformas de distribuição de produtos digitais é a facilidade de acesso ao conteúdo e os modelos self service. Compras de conteúdo digital geralmente ocorrem por impulso e o usuário na maior parte das vezes quer consumir aquele pacote de informação imediatamente.
  • Experiência – Você não está vendendo apenas um pacote de bits, o negócio de produtos digitais é mais focado em experiências do que em venda de informações. Porquê alguém compraria um aplicativo que emula a revista anima os gráficos de conteúdo, quando o conteúdo já está disponível na web? A Wired para iPad criou uma experiência multimídia rica, ao invés de apostar apenas na venda de conteúdo.
  • Percepção – Muitas vezes o formato do produto ajuda a aumentar a percepção de valor do mesmo. Usuários tendem a estar mais dispostos a comprar um aplicativo com as mesmas informações do que a pagar para ler a mesma informação em um website. Oferecer uma percepção de valor agregado sobre o conteúdo é um dos segredos da estratégia de produtos digitais bem sucedidos.

E você, já teve alguma experiência com a venda de produtos digitais? Quais as lições aprendidas? Quer entrar neste mercado e tem alguma dúvida? Deixe suas opiniões abaixo.

0 responses to “Os Desafios da Venda de Produtos Digitais

  1. Muito bom post, me fez refletir aqui…

    ” Os produtos digitais são infinitamente duráveis, e por isso não sofrem depreciação”

    Acredito que sofrem sim, por obsolência, afinal poucos pagariam para ler artigos sobre SEO hoje. Ou quem sabe para ter conta no SecondLife? Ou ainda um determinado serviço que hoje tornou-se gratuito já que a concorrência aumentou e outros players foram obrigados a oferecer grátis o que antes era pago.

    Este mercado é muito ágil, então o que hoje pode ser brilhante pode se tornar algo padrão ou até ultrapassado em poucos meses, muitos produtos ou até startups inteiras podem ter tempo te obsolência curta (algo como de 2-3 anos talvez), fora isso existe toda uma mudança de comportamento por parte do usuário em relação aos produtos, uso novamente o exemplo do SecondLife que foi uma grande febre mas que não evoluiu e desapareceu.

    Sei que dei uma leve mudada de rumo no que se define como “produtos digitais”, afinal um livro eletrônico pode não se tornar obsoleto, bem como uma música disponível para ser comprada pelo Itunes.

    Abraços

    @richardrx

  2. Muito bom post, me fez refletir aqui…

    ” Os produtos digitais são infinitamente duráveis, e por isso não sofrem depreciação”

    Acredito que sofrem sim, por obsolência, afinal poucos pagariam para ler artigos sobre SEO hoje. Ou quem sabe para ter conta no SecondLife? Ou ainda um determinado serviço que hoje tornou-se gratuito já que a concorrência aumentou e outros players foram obrigados a oferecer grátis o que antes era pago.

    Este mercado é muito ágil, então o que hoje pode ser brilhante pode se tornar algo padrão ou até ultrapassado em poucos meses, muitos produtos ou até startups inteiras podem ter tempo te obsolência curta (algo como de 2-3 anos talvez), fora isso existe toda uma mudança de comportamento por parte do usuário em relação aos produtos, uso novamente o exemplo do SecondLife que foi uma grande febre mas que não evoluiu e desapareceu.

    Sei que dei uma leve mudada de rumo no que se define como “produtos digitais”, afinal um livro eletrônico pode não se tornar obsoleto, bem como uma música disponível para ser comprada pelo Itunes.

    Abraços

    @richardrx

  3. Interessantes seus pontos Richard. Realmente, quando falamos de produtos digitais, percebemos uma maior tendência a essa obsolescência, dado que os baixos custos de produções permitem que se produza e vá para o mercado em ciclos muito mais rápidos e curtos. Realmente é um ponto sobre o qual vale a pena escrever novamente!

    abraço,

    Diego Gomes

  4. Interessantes seus pontos Richard. Realmente, quando falamos de produtos digitais, percebemos uma maior tendência a essa obsolescência, dado que os baixos custos de produções permitem que se produza e vá para o mercado em ciclos muito mais rápidos e curtos. Realmente é um ponto sobre o qual vale a pena escrever novamente!

    abraço,

    Diego Gomes

  5. A abordagem feita por Diogo Bedran e Diego Gomes é realmente muito pertinente e o ponto de vista de Richard é extremamente complementar, sobretudo quando encaramos serviços online como produtos, o que é normalmente aplicado.

    De certo, os desafios em qualquer empreendimento no mundo virtual são muitos e concorrem para uma extrema volatilidade. Afinal essa é uma grande característica do trânsito de informações na rede, volatilidade relativa.

    A volatilidade relativa está associada diretamente com a sensorialidade humana, visto que o impacto sensorial inicial produzido pelo confrontamento produto x comprador é decrescente na medida do tempo. A cada vez que recorremos a algo adquirido seu valor experiencial é degradado até o nível de commodities.

    A volatilidade e o empréstimo de valor entre objeto virtual, finalidade, criador, vendedor e comprador são preponderantes para precificação do bem virtual, levando sempre em consideração o fluxo acelerado na curva de depreciação da simbologia de valor.

  6. A abordagem feita por Diogo Bedran e Diego Gomes é realmente muito pertinente e o ponto de vista de Richard é extremamente complementar, sobretudo quando encaramos serviços online como produtos, o que é normalmente aplicado.

    De certo, os desafios em qualquer empreendimento no mundo virtual são muitos e concorrem para uma extrema volatilidade. Afinal essa é uma grande característica do trânsito de informações na rede, volatilidade relativa.

    A volatilidade relativa está associada diretamente com a sensorialidade humana, visto que o impacto sensorial inicial produzido pelo confrontamento produto x comprador é decrescente na medida do tempo. A cada vez que recorremos a algo adquirido seu valor experiencial é degradado até o nível de commodities.

    A volatilidade e o empréstimo de valor entre objeto virtual, finalidade, criador, vendedor e comprador são preponderantes para precificação do bem virtual, levando sempre em consideração o fluxo acelerado na curva de depreciação da simbologia de valor.

  7. dizem que não é para vender produto. oque é que faz realmente? não sou de ficar tentando convencer as pessoas a comprar nada.
    gostaria de entender melhor.
    obrigada

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