Pirataria dos E-books Cresce Rapidamente: Culpa do iPad?

Enquanto a popularidade dos e-books e e-readers continua a crescer, a pirataria dos e-books também cresce rapidamente. De acordo com a Attributor, uma empresa que desenvolve soluções de monitoramento e anti-pirataria, a demanda diária de livros piratas pode ser estimada em até 3 milhões de pessoas no mundo todo. O estudo mais recente da empresa também destaca que o interesse total em documentos de sites de compartilhamento cresceu mais de 50% ao longo do ano passado. Curiosamente, a pirataria de e-books está se distanciando dos sites maiores como o RapidShare e indo para sites menores e para os especializados em e-books piratas.

O livro “Breaking Dawn” da Stephanie Meyer foi o livro mais pirateado no mês passado, e a maioria da procura desses livros veio do EUA (11%), Índia (11%) e México (5%). Desde o lançamento do iPad a procura aumentou cerca de 20%.

É importante lembrar que o estudo da Attributor focou principalmente em sites de compartilhamento de arquivos como o RapidShare, Hotfile e o Megaupload. O estudo não analisou sites de bit torrent como o PirateBay, Torrenz ou IsoHunt. Pela popularidade desses sites, é provável que a Attributor subestime o âmbito da pirataria de e-books. Você pode dar uma conferida na metodologia do estudo de maneira mais detalhada aqui.

Os detalhes do estudo da Attributor não importam, pois está claro que a pirataria de e-books é uma preocupação crescente para a indústria editorial. Ao contrário da indústria da música, as editoras líderes não recorreram aos processos ainda, mas enquanto a indústria editorial tem sido mais aberta sobre a permissão de conteúdo livre de DRM no mercado, a maioria do conteúdo dos e-books que estão a venda atualmente ainda são prejudicados pelo DRM. O compartilhamento de livros – assim como o de música – está enraizado em nossa cultura, então nenhum desses dados surpreende muito, na verdade, achava que os números seriam maiores. E vocês, o que acham? Ficaram surpresos do Brasil não estar no topo da lista dos países que mais pirateiam ebooks?

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  1. O DRM e as políticas regionais da Amazon também são um grande incentivo. Nem todos os e-books estão disponíveis no Brasil e, pior, os que estão disponíveis são até 30% mais caros. É o “frete” digital.

    Se as pessoas dispostas a comprar um livro não o encontram por causa de limitações como essa, o próximo passo é buscar canais “alternativos”.

  2. DRM não é uma solução aceitável. Ela prejudica apenas os melhores leitores, aqueles que estão dispostos a adquirir o livro da forma honesta.

    Com DRM, os piratas continuam fazendo o que querem, enquanto os clientes reais ficam restritos a abrir os livros em determinado software, em um número pré-definido de devices, dentre outras possíveis restrições.

    O DRM Social pode ser uma boa alternativa. DRM Social é aquele que imprime no livro digital, dados pessoais do comprador, tais como o nome e o e-mail no rodapé de todas as páginas, e deixa claro que a licença é valida somente para aquele usuário.

    Outros dados pessoais também podem ser usados como o telefone e até endereço. Isto de certa forme inibe a replicação descontrolada do Livro digital e ao mesmo tempo não limita o comprador a copiar o ebook para quaisquer dispositivos, levar para onde quiser em um pendrive e não o obriga a abrir em um aplicativo especifico, client de DRM.

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