Power vs. Facebook: Rede Social Brasileira enfrenta o Gigante Facebook

juizNo final de 2008, a Power.com, um agregador de redes sociais brasileiro, foi processada pelo Facebook, que alegava que a startup havia cometido um ato ilegal ao solicitar informações de login do Facebook de seus usuários, violando os termos de uso da rede social. Uma semana depois foi divulgado que ambas empresas estavam entrando em um acordo, porém isso não aconteceu. O Facebook comunicou que ainda tentou negociar antes mesmo de entrar com o processo, mas a Power não cedeu. Após esta ação judicial, a Power teve então que retirar o acesso ao Facebook.

Em julho deste ano a Power abriu um contra-processo contra o Facebook, acusando-o de restrição de comércio, comércio desleal e monopólio. Segundo a Power o Facebook está “contrariando a tendência do momento: a de uma internet aberta, sem barreiras e com as aplicações cada vez mais integradas e sem limitações”. A empresa também comparou o ocorrido com o que aconteceu com as operadoras de celular, quando estas detinham o número adquirido pelo consumidor. A startup focou em traçar este paralelo com a portabilidade numérica, com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre o movimento no sentido da portabilidade de dados, que vive um momento de crise.

Já o Facebook alegou que as acusações são sem mérito que eles estão apenas protegendo o conteúdo e a privacidade dos seus usuários.

Neste mês um juiz da corte da Califórnia recusou a ação de julho da Power.com alegando falta de argumentos concretos e alegações factuais dando um prazo de 30 dias para que reformulassem a acusação com argumentos mais convincentes. A Power declarou estar empenhada a continuar o processo e que voltaria com novas informações dentro do prazo.

A Power.com recebeu grande destaque na mídia em 2008 ao receber um aporte de U$ 5 milhões em 2008. A startup agrega redes sociais como Orkut, Hi5, Twitter, LinkedIn e o Myspace e é sediada no Brasil.

E você acha que a Power deve continuar o processo contra o Facebook e manter a militância em favor do Data Portability?

Ou o Facebook está correto em não permitir acesso de terceiros as informações dos usuários a não ser pelo Facebook Connect?

0 responses to “Power vs. Facebook: Rede Social Brasileira enfrenta o Gigante Facebook

  1. Acho que seu eu quiser fornecer meu usuário e senha do Facebook (ou qualquer outro) para que sites como o Power (ou qualquer outro) acessem *meus* dados e importe/integre, etc, é uma escolha *minha*, logo não há violação de privacidade nem nada.

  2. Em termos jurídicos eu não me arrisco a dizer se a power está forçando a barra com esse processo ou não, porque se por um lado já existe jurisprudência de vários casos de processos por scrapping de data (e quem estava fazendo scrapping perdeu todos), por outro esses casos são sempre relacionados a dados/informações de autoria do site que estava tendo o conteúdo “copiado”. Já este caso de scrapping de dados criados pelas pessoas que estão autorizando o acesso ao fornecer a senha eu acho que é inédito. Então, como o diz o ditado comum entre advogados, de bunda de neném e cabeça de juiz pode sair qualquer coisa 🙂

    Já pela ótica da portabilidade de dados, é preciso dizer que o Facebook deixa muito a desejar. O Mark Zuckerberg tem cara e voz de abobalhado, mas bobo ele não é não. O FB cresceu justamente explorando os dados e contatos disponíveis em outras redes sociais/serviços, e o cara obviamente não quer que nenhuma outra rede social “se crie” em cima dos usuários dele. A política do FB Connect de só permitir cache dos dados por 24 horas, por exemplo, é ridícula do ponto de vista do desenvolvedor, e limita em muito a construção pro Facebook de clientes inovadores que acessam os dados de um usuário, tal qual existem aos montes pro Twitter.

    Essa mudança na homepage do Facebook que aconteceu na semana passada, por exemplo, seria uma oportunidade e tanto pra desenvolvedores criarem uma app pra exibir o newsfeed em interfaces melhoradas ou mais parecidas com a anterior, mas essa limitação das 24 horas acaba limitando muito o escopo do que pode ser feito.

  3. A Power é ridícula, uma coisa é você levar seu numero( no caso do celular ) você paga por ele, e leva onde você quiser, mas ao se cadastrar num site você quer ter acesso a outros através de um cadastro só? Você não esta comprando seu cadastro, é de graça, eles tão te DANDO o direito de usar o site

    A Power não tem capacidade de fazer um produto bacana, tanto que eles compraram o Flogão e ferrou o site todo, tanto que a taxa de crescimento do flogão baixou muito e o concorrente meadd.com está subindo muito rapidamente.

    Ao invés da Power ficar ganhando dinheiro com o esforço dos outros, ela deveria desenvolver um site pra ela, eu não confio na Power nunca, jamais colocarei meus dados naquele site.

    E falar que o Facebook está indo contra as tendencias da internet é tenso kkk
    imagina agora sua conta no mercado livre e você podendo comprar em qualquer loja virtual, primeiro que é no minimo perigoso suas informações sendo compartilhadas e depois se der problema fica uma jogando pra cima da outra.

    E como uns idiotas ai ficam falando que a escolha é DELE, mas se der alguma merda duvido que alguem lembrará da Power, vai direto no site.

    Falei mesmo!

  4. se você quiser dar suas informações pra qualquer site você pode fazer isso, mas é só olhar por um lado, a power não está nem ai pra você não, ela só quer ganhar dinheiro com os sites alheios pq esses sites ja tem um pouco de navegação com comercial, e eles ainda colocam mais coisa em cima, fora que ao usar a power parece coisa do paintbrush é muito ridiculo, mas detalhes isso, agora se der alguma problema de vazar informação sua, quem será processado por deixar vazar será no caso quem? A power? não! você vai entrar contra o Orkut, o Facebook

    eles usam os sites alheios para não ter problema com nada

  5. Apenas uma observação: não há nada de errado em usar os dados das pessoas vindos de outros sites, isso é cada vez mais comum e daqui uns anos será a coisa mais normal do mundo. Até o Orkut, de certa forma, faz isso ao ter um login único com o GMail e ao disponibilizar o GTalk dentro do Orkut, por exemplo.

    O problema nesse caso é COMO eles acessam. Pelo que entendi você precisa dar sua senha e eles acessam seus dados via “gambiarra”, ou seja: não é “via API” ou outra forma que fique logado algo como: “no dia X hora Y o site Z pegou os dados do Zé”. Do modo que eles fazem acaba evitando que o Facebook possa, por exemplo, impedir que certos dados sejam usados devido a opções de privacidade do usuário.

    Ou seja… Eles tem sua senha guardada em algum canto e, com isso, podem acessar o que/quando desejarem, sendo que o certo seria usar alguma interface disponibilizada pelo Facebook de forma que você conseguisse dizer QUAIS informações eles podem acessar, por exemplo. Além disso tem o outro risco que você citou: e se essa senha vazar? Afinal ela certamente não estaá criptografada nem nada do tipo, uma vez que eles precisam enviar ela em plain-text pro Facebook…

  6. Sun Tzu já dizia, “evite a força, ataque a fraqueza”. A força do Facebook está em sua defesa pela privacidade. O Facebook não tem obrigação de ser um sistema aberto, isto é, de não ser um sistema “walled garden”. O Facebook é um sistema “walled garden” e muito provavelmente dependerá disso para que seus modelos de negócio tenham sucesso.
    Atacar o Facebook é na verdade comprar uma guerra contra todas as redes sociais centralizadas, e não só o Facebook, mesmo que todas as outras poupem a Power de processos.

    Logo, se a Power continuar focando no conceito de integração de redes sociais, não vejo muita perspectiva para ela nesta guerra contra o Facebook.

    A fraqueza desses sistemas está justamente no fato de eles serem centralizados.

  7. Sun Tzu já dizia, “evite a força, ataque a fraqueza”. A força do Facebook está em sua defesa pela privacidade. O Facebook não tem obrigação de ser um sistema aberto, isto é, de não ser um sistema “walled garden”. O Facebook é um sistema “walled garden” e muito provavelmente dependerá disso para que seus modelos de negócio tenham sucesso.
    Atacar o Facebook é na verdade comprar uma guerra contra todas as redes sociais centralizadas, e não só o Facebook, mesmo que todas as outras poupem a Power de processos.

    Logo, se a Power continuar focando no conceito de integração de redes sociais, não vejo muita perspectiva para ela nesta guerra contra o Facebook.

    A fraqueza desses sistemas está justamente no fato de eles serem centralizados.

  8. Sun Tzu já dizia, “evite a força, ataque a fraqueza”. A força do Facebook está em sua defesa pela privacidade. O Facebook não tem obrigação de ser um sistema aberto, isto é, de não ser um sistema “walled garden”. O Facebook é um sistema “walled garden” e muito provavelmente dependerá disso para que seus modelos de negócio tenham sucesso.
    Atacar o Facebook é na verdade comprar uma guerra contra todas as redes sociais centralizadas, e não só o Facebook, mesmo que todas as outras poupem a Power de processos.

    Logo, se a Power continuar focando no conceito de integração de redes sociais, não vejo muita perspectiva para ela nesta guerra contra o Facebook.

    A fraqueza desses sistemas está justamente no fato de eles serem centralizados.

  9. É exatamente isso.
    O usuário comum desconhece esses padrões de segurança e as implicações de fornecer sua senha a terceiros.

    Não tenho nada contra o Power nem Facebook. Mas acredito que o modo correto de acessar os dados do usuário em qualquer rede seja por meio da API correspondente.

  10. É exatamente isso.
    O usuário comum desconhece esses padrões de segurança e as implicações de fornecer sua senha a terceiros.

    Não tenho nada contra o Power nem Facebook. Mas acredito que o modo correto de acessar os dados do usuário em qualquer rede seja por meio da API correspondente.

  11. A unica dúvida que me resta e as noticias destes sites serem tremendamente sem conteúdo.
    Na realidade o real conteúdo seria a respeito dos niveis de transações financeiras entre tais associados pois por exemplo ás empresas Norte Americana, diga-se de passagem todas elas, agem em formato unico e compacto sendo que eles rastreiam totalmente os passos de um usuario cruzando dados de database.
    este trabalho fica ainda mais simplificado quando,
    “Um juis da california…” ???? ta muito baum né ?? pra uma noticia de gratizzzz…

    O pior não e o usuário simplesmente ter seus dados de acesso estuprados e dilacerados em nanopartes. Isto até e relativamente esperado lidando com entidades de governos que agem somente seu proprio enteresse nos buracos nas leis de países com recursos naturais e legislaçao nem funcionários aptos e patriotas a proteger adequadamente ao nível de sua atuaçao mundial ou regional como nação dita solida e democratica.

    O governo e totalmente iniquo em relaçao a estes assuntos pois proteger o brasileiro nunca foi o forte do brasil, afinal não e todo brasileiro que promove a propria patria aja visto os milhares de coitados que vagam mundo a fora sem futuro nem paradeiro, nem alma portanto identidade.

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