Primeira Saída Realizada por Uma Rede de Investidores Anjo no Brasil

O GÁVEA ANGELS, pioneiro grupo de investidores anjo do Rio de Janeiro, informa que foi realizado o primeiro desinvestimento (parcial) em empresa investida por três de seus associados.  Trata-se da primera saída feita por associados a uma rede de investidores anjo formal no país.


A empresa Descomplica, o site de apoio a estudantes pré universitários online recebeu  investimento minoritário de 3 associados da  Gávea Angels em meados de 2010. Após os meses iniciais de formação de equipe, término de desenvolvimento do produto e lançamento da versão beta, o Descomplica fez seu lançamento oficial em março de 2011 e fechou o 1o semestre de 2011 com aproximadamente 100.000 usuários trafegando pelo projeto, com feedbacks muito satisfatórios por parte dos alunos.

Ao completar aproximadamente um ano de investimento um novo Investidor interessado em participar do empreendimento manifestou interesse em adquirir parcelas da participação de dois dos associados. A venda destas participações foi concretizada em Agosto, proporcionando para os dois Investidores associados do Gávea Angels um retorno de cerca de 150% do valor investido.

A Gávea Angels é a maior e mais antiga rede de investidores anjo do Brasil e da América Latina, tendo sido fundado em 2005 e realizado até o momento treze Gávea Angels Fórum. Uma associação sem fins lucrativos, a Gávea Angels conta atualmente com 23 associados, realizou 6 investimentos e tem 3 em negociação. Em 2011 apenas, seus associados avaliaram 9 propostas de investimento e até o final do ano lhes  serão apresentadas mais 6, selecionadas de um total aproximado de 500 propostas de investimento recebidas ao longo do ano.

0 responses to “Primeira Saída Realizada por Uma Rede de Investidores Anjo no Brasil

  1. Nada contra o Descomplica. Muito pelo contrário, admiro bastante o Marco e acho que a sua Startup tem um baita potencial. Obviamente, também não tenho a menor pretensão de dizer o que cada um tem que fazer com seu dinheiro. Nesse caso específico, deve ter feito sentido para todo mundo.
    No entanto, acredito que chamar isso de exit é ruim para a formação do nosso ecossistema.
    Já estou começando a ouvir de “novos angels” e “aceleradoras” aqui no Brasil que a expectativa deles é investir a primeira grana na empresa e vender a participação com ágio na rodada seguinte.
    Não só a conta não fecha para eles mesmos (pelo alto risco geral e baixo retorno nas que estão dando certo), mas pior, a Startup não recebe grande parte do dinheiro do novo investidor para impulsionar o seu negócio.
    Acho que nem preciso dizer também da mensagem que isso passa para os possíveis novos investidores, que devem se perguntar: se o negócio é tão bom, por que os angels estão querendo sair?

    1. @Ericsantos Não tinha visto por este lado, mas concordo 100% com você. E o troll acima pelo visto só confirma seu argumento. Boa! Se for pensar um pouco mais, retorno de 150% versus o risco corrido ao investir em startups, será que a conta fecha?

    2. Eric, exit é exit. Não tem como fugir de um sócio-capitalista vender suas cotas a outro com um certo ágio. Daí a dizer que isso deveria virar notícia, a história é outra… E entendi sua preocupação em não deixar isso virar referência de sucesso.

      Quanto aos novos angels e aceleradoras venderem no round seguinte, eu sugiro que tentem – afinal, esse é provavelmente o intuito que todos tiveram ao iniciar essa empreitada recente. O mercado vai dizer se vão ou não conseguir (e olha que o mercado pode mudar muito rápido)

      Quem tem que aprender com isso é o empreendedor. Exit deve ser negociado sem afetar o projeto ou as finanças da empresa, e não deve atrapalhar o deal. Se aliado ao exit a startup conseguiu 100% do funding que achou que precisava, ou se trocou um smart money por um smartER money, não há porque criticar. Só quem sabe dos detalhes são o empreendedor e os acionistas 😉

      Abraço,

      — Yuri

      1. Yuri, claro que é possível para criar regras para a saída, mas não é esse o ponto.
        Minha preocupação é com o parâmetro de referência a ser criado para os empreendedores, especialmente os mais novos. No final das contas são eles que têm que aprender mesmo, mas não precisa ser sempre com os próprios erros. 😉 Inclusive, esse é um dos grandes méritos do seu trabalho de educação com o pessoal (e não estou puxando saco desnecessariamente aqui…).

        Sobre as novas aceleradoras e angels, também não me preocupo com eles. São maiores e sabem onde estão entrando. Como você disse, deixa o mercado fazer a seleção do que funciona.

        E só para reforçar caso não tenha ficado claro, minha intenção não foi criticar o deal específico do Descomplica, até porque eu mesmo já fiz um deal de substituição de sócios uma vez. A intenção foi levantar a bola de que isso não deveria ser o padrão de acordo/expectativas procurado pela maioria.

        Abs,
        Eric

  2. Isto não é bom para empreendedores mudanças corporativas em seu estágio inicial atrapalha os negócios, isso queima a empresa com saída muito rápida, os empreendedores devem se proteger disso nos seus contratos fiquem espertos tem muito “SANGUESSUGA”.

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