WebHolic Entrevista: Phillip Klien, Diretor de Inovação da Predicta

Phillip Klien é CIO da Predicta, empresa de inteligência em comunicação interativa,  do BTBuckets, que entrou para o nosso Top 10 Startups Brasileiras de 2010 e também do SiteApps (que provavelmente estará na lista de 2011 😉 ).

WebHolic: Phillip, já faz algum tempo que acompanhamos o trabalho da Predicta. Cobrimos o lançamento do BTBuckets, e estamos de olho nas novidades que estão saindo. Pode nos falar um pouco sobre o SiteApps, o mais novo produto de vocês?

O BTBuckets nos trouxe milhares de clientes pelo mundo todo – e com isso tivemos feedback muito importante de como os sites falam que usam behavioral targeting / personalization e também como realmente estão usando.  Nós descobrimos que o problema de personalização não é somente capacidade de criar segmentos super avançados e sim de mudar o site de acordo com clusters até básicos.  O SiteApps foi lançado para resolver este problema.

WH: E como funciona a integração do SiteApps com o Adserver e o BTBuckets?

Nos vemos o SiteApps como “tag management system” para os sites, que nem o content management system substituiu o envio de arquivos via FTP um século atrás.  Através do SiteApps, o site pode realizar o deploy de várias ferramentas e fornecer facilmente a camada de integração entre elas.  Isso fica bastante poderoso quando você usa o BTBuckets para segmentar um grupo de usuários baseados em regras cabeludas – e depois escolhe e customiza qualquer app do marketplace para estes usuários.

O mais interessante é qualquer app pode ser testado em qualquer website – ou seja, um desenvolvedor pode criar um app e depois permitir sites a testarem esse app ‘sem risco’.

WH: Pode nos falar um pouco também sobre o PClicks? Quais são as apostas deste produto? Como vê a concorrência lá fora?

O PClicks nasceu da necessidade que alguns dos nossos clientes tinham de tomar decisões muito rapidamente, em especial os editores que precisam saber na hora se uma matéria ou chamada está gerando resultado ou não. Por isso, desenvolvemos um produto onde o cliente possa ver em tempo real o que está acontecendo no seu site de forma simples e rápida. Nossa aposta com ele é oferecer uma visão complementar ao do WebAnalytics e, ao mesmo tempo, permitir que o editor do site possa fazer uma mudança para otimização o mais rápido possível.  E tempo real é tempo real mesmo, e não minutos de delay.

WH: Em uma empresa com múltiplos produtos como é o caso de vocês, como é o trabalho de gestão deste portfolio? Como é escolhido “onde apostar”?

O fator crítico é reação do mercado.  Muitas vezes os nossos produtos são utilizados de forma que não esperávamos (alguns usos, nós até desgostávamos no início) – mas destes usos que realmente vem a reação de “Eureka” e aí sim descobrimos o real problema que tentamos resolver.  Não podemos ter medo de fracassar – mas temos q fracassar rápido e usar o conhecimento para a próxima evolução.

WH: Como conciliar produtos para grandes clientes (enterprise) e para pequenos clientes, self serving no mesmo portfolio?

Somos craques de segmentação, né?  Na verdade eu gosto muito mais de outro tipo de segmentação: produtos que são “comprados” versus produtos que são “vendidos” (não fui eu q inventei essa, o Matt Cohler que me ensinou).  Produtos que são “comprados” são produtos self-service – que um site na internet consegue realizar todo o processo de conversão e instalação.  Já nos produtos que são “vendidos” – o processo de venda é mais complexo e envolve interação humana.  O nosso foco agora é em produtos que são “comprados” – e claro, produtos globais.

WH: Neste laboratório, o que podemos esperar para os próximos meses?

Nós queremos montar o “iTunes app store” para websites.  Queremos ser a plataforma de gestão de tag-based apps.  E para isso estamos investindo em criar a melhor plataforma possível e parceria com desenvolvedores para criar apps espetaculares.  Esperamos que muitos destes apps venham de desenvolvedores Brazucas.

WH: Pode compartilhar algumas dicas interessantes para fazer bons produtos, e colocá-los no mercado com velocidade?

Não tenha vergonha do seu primeiro release.  A coisa mais importante é ter feedback do mercado.  Muitas vezes o foco muda completamente (Twitter e Flickr são ótimas estórias disso) e você acha um problema muito mais importante a ser resolvido.

WH: Das lições que você aprendeu desde o início da empresa, qual é a mais importante que você deixa para quem está abrindo uma Startup?

Uma startup é uma empresa – e não é um hobby.  Não precisa ter um business plan, mas sua empresa terá que ter um business model.  Sempre, sempre pense no modelo de negócios da sua startup.

WH: PK, muito obrigado pela entrevista, e sucesso com os novos produtos!

Eu que agradeço a oportunidade e gostaria muito que nós, brazucas conseguimos realmente criar uma ferramenta que vai mudar como a web vai funcionar!

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