Quais São as Maiores Fontes de Tráfego para seu Site?

Autor Convidado: John Pozadzides é CEO da empresa de analytics Woopra, organizador da conferência de desenvolvedores e blogueiros open source OpenCa.mp, e o homem por trás do OneMansBlog.com.

Se tem uma coisa que sabemos sobre os donos dos sites da web é que eles estão constantemente buscando novas fontes de tráfego pra seu conteúdo. Não importa se você é um blogueiro, um gerente de marketing ou dono de um pequeno negócio, não existe nenhuma razão para investir tempo na criação de conteúdo e no webdesign se ninguém está lendo. Por este motivo, é importante descobrir onde realmente investir tempo para o maior ROI.

Como blogueiro eu frequentemente me perguntava a mesma pergunta, até que eu finalmente percebi que eu, como CEO do Woopra, tinha acesso a todos os dados que precisava para determinar as áreas que merecem mais atenção.

Isso significa olhar além das estatísticas do meu próprio site e descobrir o que estava acontecendo, em geral, em todos os domínios. Só através de uma análise comparativa podemos determinar nossos pontos fortes e fracos em relação à média.

A Metodologia

A Woopra monitora mais de 100.000 sites, mas todos os dados de nossos clientes são mantidos separados por motivos de segurança e privacidade. Isto significou que o primeiro passo foi a criação de um novo servidor especializado que pesquisaria todos os outros servidores em nossa rede para agregar os dados.

Depois de construir esta nova plataforma, a equipe do Woopra me forneceu informações cruas que utilizei para criar os gráficos abaixo. Este relatório é baseado em centenas de milhões de pontos de dados coletados durante o mês de Junho de 2010.

Praticamente todas as categorias de sites são representadas no conjunto de dados – educação, notícias, governo, SMB, Fortune 500, blogs, adulto –

Embora claramente não englobemos todos os sites da internet, o meu palpite é que esta amostra seja estatisticamente significante e representativa.

Top Referências de Tráfego

Para esta análise, as referências foram divididas em diferentes categorias para facilitar a comparação de tráfego. Por exemplo, não tem sentido comparar o Google com o Flickr já que eles não são da mesma categoria. Se estivéssemos determinando qual motor de busca deveremos focar, o Flickr não faria parte do mix – e se estamos procurando um site de hospedagem de fotos, o Google não participaria. As quatro categorias de referências principais que conduzem praticamente todo o tráfego são: Motores de Busca, Mídia, social bookmarking e Redes Sociais.

Redes Sociais

Talvez o resultado mais surpreendente seja da categoria Redes Sociais. Embora o Twitter esteja em destaque, o Facebook é o gigante quando se trata de encaminhar tráfego aos sites, enviando cerca de 7 de cada 10 visitantes da categoria Rede Social. O LinkedIn chega com um lugar respeitável, porém um distante terceiro lugar.

No entanto existe um gigante desconhecido nesta categoria. Muitos usuários  do Twitter acessam o serviço através de aplicações invés do próprio site do Twitter. Essas aplicações não relatam os dados de referências http para os servidores web, o que torna impossível  o rastreamento de onde vieram esses cliques. O mesmo pode ser dito sobre o tráfego dirigido por aplicativos móveis (incluindo o Facebook).

Todos os outros players da categoria Redes Sociais juntos contabilizam menos de 3% de entrada de tráfego.

Social Bookmarking e Agregadores

Os sites de favoritos e agregadores também são fontes de tráfego muito procuradas, sendo o Digg o maior destaque do grupo. Curiosamente, este é outro caso em que a menor fonte parece receber uma quantidade desproporcional de atenção, já que o StumbleUpon direciona o dobro do tráfego para os sites.

Outro destaque surpreendente nesta categoria é o site Hacker News do YCombinator, que direciona 12% do tráfego da categoria. O Reddit e o Del.icio.us conduzem 5% e 2%, respectivamente. Curiosamente, o SlashDot (o vovô de todos eles) direciona perto de 0% dos sites que a Woopra mede.

Buscadores

No espaço dos motores de busca talvez a única surpresa seja a predominância absoluta do Google quando se trata do direcionamento de tráfego para sites. Por exemplo, o Hitwise da Experian publicou um press release definindo a participação da Google no mercado de buscas em 72% em Maio de 2010. Porém, este número na Woopra foi de 92%.

Com isso, a pergunta: Onde está a diferença?

  • O conjunto de dados do Hitwise é mais representativo?
  • Existem outras pesquisas realizadas em outros motores de busca que não contabilizam os cliques?
  • O Global Stats da StatCounter possui dados semelhantes aos da Woopra.

Independente da razão, o que nós sabemos é que focar a atenção na otimização da busca do Google é absolutamente a coisa certa a fazer. (Aqui está o guia oficial de SEO da Google.)

Menções na Mídia

A categoria de mídia é reservada para sites que incidem sobre as várias formas de multimídia, incluindo imagens, vídeos e áudio. Esses sites são muitas vezes negligenciados como uma fonte de tráfego porque são sites de destino; no entanto, os sites de mídia podem conduzir grande volume de tráfego.

Como exemplo, o fotógrafo HDR mundialmente famoso Trey Ratcliff posta fotos de viagens no Flickr, e coloca um link para seu site nas descrições de cada imagem que posta.

Esta técnica gerou quase 13.000 pageviews no StuckInCustoms.com somente em Abril.

O que é mais notável é que o Flickr não é a referência dominante na categoria de Mídia. O YouTube direciona 900% mais tráfego para os sites que o Flickr. E isso da mesma forma, através de links nas descrições dos vídeos.

Surpreendentemente, 99% do tráfego de referência na categoria de mídia vêm de apenas quatro fornecedores: do YouTube, Flickr, Last.FM e do Vimeo.

Lições Aprendidas

A única questão que estamos tentando responder com essa análise é onde faz sentido concentrar os recursos e a atenção para chamar o tráfego. Então, o que sabemos até agora:

  • A otimização de motores de busca, especificamente destinada ao índice do Google é fundamental. Trabalhar duro para satisfazer outros provedores de busca provavelmente não vai render tanto quanto gastar esse tempo com outras coisas – como na promoção no Facebook e no Twitter.
  • Se a multimídia não faz parte da estratégia de direcionamento de tráfego de um site, ela deve entrar. Adicionar fotos no Flickr e vídeos no YouTube irá compensar não só em termos de adição de conteúdo para sua marca, mas também chamará atenção para seu site.
  • Os sites que não estão recebendo tráfego do Facebook, do Twitter ou de ambos, estão perdendo uma grande fonte para gerar tráfego. Além disso, se o equilíbrio entre as mídias não é a favor do Facebook, provavelmente você está utilizando de maneira errada este canal.
  • Não perca tempo promovendo seu site em outras rede sociais que não sejam o Facebook, Twitter ou o LinkedIn. Seu tempo pode ser mais aproveitado em outro lugar (como por exemplo, no YouTube ou no Flickr). (NDE: Para o Brasil, não pode-se esquecer de concentrar algum esforço direcionado ao Orkut também, apesar de não termos dados do mercado local.)
  • Envie artigos para o Digg na esperança deles entrarem para a página principal, mas mais importante ainda, certifique-se que os artigos cheguem no StumbleUpon, o que pode trazer um tráfego maior e mais sustentável, e com menos chances de crashes no seu servidor.
  • Para aqueles que procuram rastrear com mais precisão os cliques do Twitter, alguns serviços como o Bit.ly habilitam o rastreamento de links encurtados. A má notícia é que o rastreamento não é agregado no serviço de web analytics.
  • Esta análise não leva em consideração os back-links (que os autores devem sempre procurar) porque quando agregados eles não direcionam o tráfego global. Mas os links de sites relacionados com muito tráfego não só podem aumentar o tráfego de seu site como também podem dar um impacto positivo nas listas de resultados de pesquisa.

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3 responses to “Quais São as Maiores Fontes de Tráfego para seu Site?

  1. A análise é interessante, mas a meu ver apenas a parte de buscadores podemos estender pro nosso mercado.
    Todo o resto acho que é bastante regionalizado.
    Seria interessante uma análise dessas para o Brasil.

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