TechCrunch Disrupt: O que Falta pro Brasil Atrair Mais Investimentos

Nós brasileiros temos a oportunidade histórica de fazer bons negócios com investidores estrangeiros, vim ao TechCrunch Disrupt chamar atenção para o mercado brasileiro e entender como podemos criar as condições necessárias para atrair mais capital internacional pro Brasil.

Identificação no TechCrunch Disrupt Nos corredores do TechCrunch Disrupt tive a oportunidade de conversar com inúmeros investidores e executivos de empresas de capital de risco, como Joe Kraus (Google Ventures), George Zachary (Charles River Ventures), Jeff Clavier (SoftTech VC) entre outros. Sempre chamando a atenção pro mercado brasileiro e perguntando a opinião deles sobre oportunidades de investimentos em nosso país.

A boo-box – empresa que criei em sociedade com Marcos Tanaka – há 3 anos cria tecnologias para publicidade em mídias sociais, com 20 funcionários e muitos bons clientes, já somos lucrativos e temos o suporte financeiro da Monashees Capital. Não vim para o Vale do Silício levantar dinheiro para minha empresa, um dos meus objetivos aqui é chamar atenção dos investidores estrangeiros para nosso mercado em ascenção: Ei, olhe pra boo-box, sem depender de grandes grupos nós criamos uma empresa lucrativa com 20 funcionários, líder em seu segmento no país, crescendo 25% ao mês; o mercado brasileiro está fervendo, que tal ajudar a construir mais 100 empresas com essas características?

Ao ouvir minha pergunta Joe Kraus (Google Ventures) respondeu: eu adoraria, e sinto que estou perdendo uma oportunidade de fazer bons negócios, mas não posso investir no Brasil sem ter um bom executivo que conheça o mercado brasileiro. Todos os outros investidores com os quais conversei deram respostas nessa linha.

Eles não podem investir no Brasil estando apenas nos EUA, sabem que perderiam muito dinheiro assim. O mercado de investimentos de capital de risco evoluiu, todos eles perceberam que não basta apenas entregar dinheiro para o empreendedor, é preciso adicionar valor no dia-a-dia, com contatos, experiência, suporte logístico e o que mais for necessário pra fazer uma idéia de jovens idealistas amadurecer como um negócio lucrativo e inovador.

Não podemos ser defensivos, procurar falhas na posição dos investidores estrangeiros, ou, pior, sentar e cruzar os braços esperando “a oportunidade” chegar. Precisamos ver essa situação como uma oportunidade pra fazer o mercado de investimentos crescer no Brasil. É nossa obrigação criar boas condições e atrair atenção internacional pro nosso mercado, vamos fazer nascer e crescer no Brasil o próximo desruptor em tecnologia e comunicação.

Sobre o autor

Foto de Marco Gomes“Marco Gomes é um visionário da tecnologia”TechCrunch.
Criador da boo-box, sistema de publicidade que exibe 500 milhões de anúncios por mês em 12 mil sites de mídia social. Especialista em novas tendências digitais e exemplo de empreendedorismo. Palestrou em eventos como InterCon, Campus Party e FISL.

0 responses to “TechCrunch Disrupt: O que Falta pro Brasil Atrair Mais Investimentos

  1. O Google é uma empresa global, acho meio estranha essa afirmação que faltam executivos para que o braço de venture deles invista no Brasil. Todos os grandes fundos tem presença ativa em países como
    a China e Índia. A grande verdade é que ainda não surgiu um gigante na Internet brasileira como o Baidu ou Alibaba na China que poderíamos chamar atenção de vez para o Brasil.
    Além do mais o modelo de venture capital para empresas de web atuais não funciona mais. Eles mesmos estão em modo soul-searching por aqui.

  2. Marco, acho que ao invés de trazer investidores estrangeiros, deveríamos nos preocupar em melhorar as nossas empresas. Existem muitos recursos no Brasil, só não são bem aproveitados pelas empresas. É só pegar exemplos como o Finep, onde muito se comenta sobre o dinheiro que sobra por falta de empresas que mereçam. Abraços

    1. Como eu disse em outro artigo aqui no RWW: não é com investimentos públicos que devemos contar. Como bem disse o Marco, tems que atraiar investimento estrangeiro. Investimento privado, que é aonde poderemos encontrar oportunidades maiores e sem brincar com dinheiro público.

  3. Marco, também tenho conversando com investidores estrangeiros e confirmo a existência dessa preocupação com ter um braço local que entenda o mercado (convenhamos que é bastante peculiar).

    Mas percebo também outra grande barreira de entrada desses investidores por aqui e diz respeito ao montante de investimento. Muitos desses fundos trabalham com patamares de investimento de 10~20 milhões de dólares. Alguns um pouco abaixo disso, na faixa de 5~10 milhões de dólares.

    Estamos falando de quase 9 milhões de reais de investimento.

    Falando especificamente de empresas de internet no Brasil, para a grande maioria delas, esse montante de investimento é na verdade maior do que o próprio preço de aquisição da empresa inteira.

    O que quero dizer é que existem muito poucas empresas de internet/tecnologia no patamar de receber 9 mi de reais por uma participação minoritária (ou mesmo minimamente majoritária – 51%).

    Empresas brasileiras que iriam arrebentar a boca do balão com investimentos de de 1 a 4 mi de reais teriam que focar em investidores anjos estrangeiros que trabalham no patamar de 500 mil a 2.5 mi de dólares. E justamente por serem anjos e não terem o apoio de uma grande operação e pelo fato de ser necessário um braço forte aqui no Brasil, fica muito difícil conseguir investimento.

    Para os fundos médios, não somos interessantes. Para os anjos, somos arriscados demais devido às peculiaridades locais (chame de custo Brasil se preferir).

    É uma lacuna.

    Seria preciso fazer as empresas crescerem mais (possivelmente com capital nacional) para tornarem-se interessantes para os fundos de tamanho médio pelo menos.

    Ao meu ver, a grande dificuldade nacional é justamente transpor essa lacuna. Até porque, depois disso, fica até fácil de conseguir dinheiro por aqui mesmo.

    Podemos sim elaborar um plano de expansão agressivo onde faria sentido investir 10~20 mi de dólares numa empresa que vale menos que isso, mas, além de ser necessário vender uma parte muito grande da empresa, o investimento se torna muito mais arriscado para o investidor.

    É complicado. 🙁

    1. fábio, todos…nosso maior problema talvez seja ainda de ovo-galinha; temos que, ainda, estruturar a CADEIA [prefiro rede…] DE VALOR de/para VENTURE no .BR. não há o caso de *um grande* vir pra cá e mudar tudo. a intel capital veio, tempos atrás, e não mudou nada; outros estão aí e também não mudarão nada, porque ainda é tudo muito disperso e isolado. a incubação de fundos de venture que a FINEP está fazendo endereça parte do problema; a criação de companhias de participação aqui e ali [estou me tornando sócio de uma delas] endereça outros… a renovação de um espírito empreendedor endereça outros, a criação de uma mentalidade brasileiras de empresas de classe global [e não só me toos e locais] cria mais oportunidades e por aí vai.precisamos, nós próprios, criar ecosssitemas locais que sejam atraentes para nossos próprios investidores, que têm o dinheiro perto daqui e saberiam fugir mais rápido [riqueza é fluxo!] em caso de necessidade; sem eles para endereçarem os problemas locais e com suas vastas redes de conexões [inclusive frente aos muitos órgãos reguladores e burocracia e riscos nacionais] vai ser difícil os *de fora* se sentirem seguros.vai ser muito mais fácil ver investidores *de fora* entrando aqui [em escala] em parceria com investidores locais que já tenham track record do que vê-los, diretamente, *nurturing and guiding* pequenos e geniais negócios que têm chance de ser grandes. o custo de oportunidade, eu acho, joga contra nos neste segundo caso.sim, e os investidores locais? estão por aí, procurando o que fazer com seu dinheiro parado nos bancos. temos que *agendar* este povo!

    2. Eu ouvi um comentário de um empreendedor espanhol que na verdade também vale para nós, brasileiros. Ele disse que nós montamos empresas para vender, enquanto os americanos montam empresas para se tornar as maiores do mundo, geralmente adquirindo outras.

      Acho que tanto o Fábio quanto o Marco tem razão, e acho que na verdade o problema aqui é que não temos fundos com potencial de investimento como os fundos privados americanos. No Brasil, quem compete com o BNDES? E aí entra toda a parte política junto, que vem dificultar ainda mais para os pequeninos empreendedores iniciantes (estão competindo por grana com bancos, construtoras, mineradoras, siderúrgicas, companhias elétricas, …).

      Acho que, antes de mais nada, temos que começar a ser mais ativos numa campanha para que o investimento seja de fato desonerado. Enquanto no Brasil, um negócio que falha devolve 1% do capital investido, nos EUA isso chega a 80% ou 90%. O custo Brasil nos mata antes de começarmos, muitas vezes.

      Enquanto for assim, não teremos aqui fundos privados capazes de realmente movimentar a economia.

      Está mais do que na hora de que, assim como as empresas podem destinar uma parte dos impostos para incentivar o esporte, que elas possam também criar um fundo de sobrevivência para empreendedores como incentivo fiscal. 🙂

  4. Antes de mais nada preciso dizer que estou com inveja por você estar aí. Estive no Techcrunch50 em 2008 e acho que todas as pessoas que trabalham com web deveriam ir pelo menos uma vez na vida conhecer o evento.

    Sobre os investidores, eles já estão de olho no Brasil, não há dúvidas nisso. O problema é a dificuldade em fazer negócios por aqui, eles precisam de alguém de confiança e muitas vezes essas pessoas de confiança não conhecem o mercado aqui no Brasil e acabam investindo em empresas erradas e fazendo aquisições erradas, não vem ao caso citar os nomes aqui. Além disso, ainda temos burocracia que nós já enfrentamos, quando há um sócio estrangeiro a coisa complica um pouco mais. Esse ano acabei desistindo de fazer um negócio por conta de toda essa burocracia.

    Rodrigo, concordo com vc quando diz que o que falta é uma empresa forte aqui no Brasil (não diria gigante, diria forte). O que nós mais temos aqui são cópias do que é sucesso lá fora. Eu me pergunto, se somos tão criativos (pelo menos é o que os brasileiros argumentam) pq o que os brasileiros mais fazem é copiar….juro que não entendo.

    1. Concordo com vc, precisamos de mais cases de sucesso no Brasil, e é nossa responsabilidade construir esses cases :)Nao acho que existam apenas copias no Brasil, há sim muitos bons cases de inovação no país, migreme, ikwa, BuscaPé, boo-box, finggers, meadiciona, pra citar alguns. A natureza única e peculiar da nação nao permite que empresas que sejam puramente uma copia sobrevivam. Temos sim muitos digg-clones, mas eu nao os classificaria como exemplos de empreendedorismo classificaria como hobby ou exercício 😉

      1. Pera, repete a lista do que você não acha cópia, porque eu acho que perdi alguma aula de inovação ;-).

        Brincadeiras a parte, não vejo a cópia como algo negativo. Temos bons exemplos de idéias que foram replicadas com sucesso em nosso mercado e abriram caminho para “recópias” que também tem seu espaço. Um grande exemplo é o Camiseteria do nosso amigo Fábio Seixas, que comentou com muita propriedade ali em cima.

        Enfim, tenho mais tendência a concordar com o Fábio, o que nos falta não é inovação, mas idéias que tenham potencial de gerar negócios atraentes, com rentabilidade de média a alta, para atrair os investidores maiores. O que mais tenho visto no mercado brasileiro são ideias muito legais, mas com pouco ou nenhum apelo econômico, sem um modelo de negócios definido. Não é necessariamente ruim, garagem é muito legal, uma dessas pode vingar e ser comprada pela Google (objetivo de grande parte das startups do mundo 😉 ), mas dificilmente atraem investimento estrangeiro.

        Abs

          1. Hahaha é isso aí Fabão. Mas o objetivo de grande parte é simplesmente ser comprado. Não tem um modelo de negócio definido, apenas uma ideia legal, bacana, mas que não rende grana. E como a Google compra primeiro pra pensar depois em como ganhar com aquilo, vira sonho de consumo de muita startup.

            Eu já perdi a conta de quantos comentários ouvi do tipo “eu só queria mesmo era ter uma idéia bacana pra poder fazer e ser comprado pelo Google”. Não os condeno, mas realmente não é um modelo de negócio (a menos que consideremos que a pessoa seja um “criador de startups para serem compradas” e esse seja o seu modelo de negócio, não da startup criada 😛 )

        1. Procurei dar exemplos de diferentes tipos de inovação, mas acho que nao fui suficientemente claro. Segue:BuscaPé: inovaram no modelo de crescimento. Ao inves de crescer sozinhos, usaram o dinheiro dos investimentos para comprar outras empresas do mercado, se tornando uma plataforma completa de ecommerce.Ikwa: estao inovando em orientacao profissional e educacao online, com um modelo de negocios inedito.MigreMe: foi o primeiro encurtador a contar cliques e retwitts, organizando os mais populares num portal UGC. Coisa que ate hj bit.ly e tinyurl nao fazem.boo-box: vou evitar falar muito pra nao parecer chapa-branca, mas somos lucrativos e fazemos milhares de reais em pagamentos pra publishers semanalmente, de perfis de twitter a aplicacoes de facebook, nos rentabilizamos as midias sociais pro usuario :)Finggers e MeAdiciona: listei estes por serem bons exemplos de produtos brasileiros sem similares internacionais (na epoca do lancamento), uteis para o consumidor e que podem se tornar importantes produtos de grupos maiores.Foram só exemplos, take it easy man 🙂

      1. Fabio,
        Eu comecei a escrever uma resposta p/ Marco Gomes e acabei desistindo pq ficou super hiper ultra grande e iniciava bem assim…

        A questão das cópias rende e é uma longa história…hoje eu não me incomodo tanto com isso, até admiro a forma como alguns conduziram seus negócios por aqui. O ponto é, se somos tão criativos, tão versáteis, tão “batalhadores” porque não criar algo novo que pode ser gigante? Por isso acho muito difícil termos algo que se torne tão gigante quanto o twitter.

        O que eu quero dizer é que fica difícil fazer com que os outros olhem pra gente e queiram investir essa “mini fortuna” de valores conforme o Fabio falou (que é a realidade).

        Lembro que em uma das reuniões que participei, um dos caras já chegou na hora de se apresentar e disse: nós fazemos investimentos acima de 3 Mi, o que é um valor muito alto para o nosso mercado. O Fábio falou em 9 mas não chegamos nem perto disso. Além disso, poucas empresas aqui no Brasil estão preparadas para receber um montante assim de dinheiro, muitas vezes os empreendedores não estão preparados. Muitas vezes o cara cria uma empresa e coloca na cabeca que precisa de 1 milhão, mas ele nem faz ideia do porque, e é isso que me chateia e que faz com que o mercado aqui no Brasil ainda seja primário…

        1. Mto bacana Marcos, ainda mais estar ai em SF no TC! Temos que marcar com vários empreendedores aqui do Brasil para ir ao TechCrunch no ano que vem! Esse lugar dá uma injeção de animo incrível!

          Só queria fazer um comentário a respeito desse assunto que estou respondendo. Nós temos um problema que é a nossa cultura, em o brasileiro não abraçar o que é nosso, principalmente os grandes veículos abraçarem ideias inovadoras relacionadas a serviços “free” e apostar nisso sem tirar proveito comercial. Alguém aqui já passou por isso?

          Exemplos:
          . Quando o twitter nasceu, a CNN abraçou a ideia e usou como canal deles, e eles não negociaram no formato me paga X para eu falar do twitter (ou estou errado? Existe algo oculto nisso que eu não saiba?)
          . Aqui não, para uma empresa abraçar um serviço free na web nacional ela tem q gerar lucros com essa “parceria”

          Casos:
          . Em 2004 – 9 meses depois de lançarmos o Videolog, um blogueiro muito famoso na época entrou em contato pelo fale conosco dizendo: “Olha, eu vou usar um tal de Youtube para colocar os meus vídeos, eu até posso colocar no de vocês(o Videolog), mas quanto eu vou ganhar?” E no Yt, que tinha acabado de aparecer nos EUA, ele não ia ganhar $$$ nada
          . O maior grupo de comunicação do Brasil falou para um grupo de funcionários, ou vocês tiram os seus vídeos do Videolog ou vai todo mundo pra rua
          . Mto recente em uma campanha política, recebo um e-mail da produção: Estamos criando um Videolog da candidata X e queremos que tire a propaganda(a logo) do Videolog. A minha resposta: Ué, a marca do YT, twitter, facebook na página de vocês lá não é propaganda também?

          Isso nós passamos muitas vezes, mas conseguimos vencer essa tal cultura e estamos com mais de 6 anos e crescendo, lógico que encontramos algumas pessoas que abraçaram a ideia e abraçam até hoje, mas são poucas se comparando os “problemas” citados acima.

          Conclusão: Isso ajuda a responder porque até hoje não tivemos um site brasileiro reconhecido mundialmente?

          Mas acho que vamos mudar isso, todos nós empreendedores brasileiros! Sério, eu acredito mto que muito em breve teremos um site onde o mundo todo reconheça e use!

          Camiseteria e Boo-box não devem ter sofrido isso pois são sites completamente comerciais, é diferente.

          Leia um post mto bacana falando sobre esse assunto:
          http://aceleradora.net/blog/2010/04/21/startups-brasileiras-inovadoras/

          1. Excelente observação Ariel, realmente a nossa cultura do “lucro em qualquer situação” pode nos gerar problemas como os que você descreveu, nem consigo imaginar quantos obstáculos deste tipo vocês enfrentaram em 6 anos, fica aqui meus parabéns por continuarem crescendo continuamente e não usarem os obstáculos como “muleta” 🙂

          2. Na minha visão o problema não é nem essa mentalidade de lucrar em todas as situações mas a mania de acharmos que se é brasileiro é ruim e se é gringo é bom. Ridículo eles pedirem para retirar a logo do Videolog dos vídeos, tenho certeza que nem cogitaram essa hipótese com o YouTube…

          3. Ariel, Marco, Netto, Fabio, Vanessa, etc…

            Eu ainda arrisco que o nosso problema é cultural, mas não no sentido de todos temos que ganhar algo nas costas de alguém. Fato, isso acontece e muito, sei bem o que estamos vendo com o Glicemias Online.

            Nosso idioma principal não é o inglês. Sites/Projetos em inglês tem um potencial de alcançe infinitamente superior aos em português. E isso faz uma bruta diferença quando estamos preocupados com escala. Se ao menos nossa população tivesse o inglês como uma ‘segunda’ lingua, algo que boa parte da população falasse, seria ótimo, poderiamos atingir o ‘mundo todo’. Mas nem mesmo uma boa parcela dos que trabalham com web, falam inglês.

            Além disso ainda esbarramos na cultura de que tudo online é/deve ser gratuíto. Que de certa forma é a mesma coisa que o Ariel citou, querer ganhar nas costas dos outros.

            Cópias, se implementadas apenas como cópias, concordo que não tem valor algum, mas quando contextualizadas, surtem efeito, mas não atravessam fronteiras.

            Criatividade não falta, ideias escaláveis, capazes de atrair VCs, também não acho que faltem, mas realmente precisamos criar a cultura do VC, do Angel, da inovação, e mais ainda, do valorizar e pagar (não ignorando a capacidade financeira da população), pelo que temos.

            Queremos mudar esse cenário? Vamos trabalhar juntos então. Vamos trocar ideias, informações, conhecimento, unir forças e projetos em busca de um negócio maior, mais forte e com maior poder de atração de investimentos.

      2. Ah, li o post e achei muito bom…como eu disse logo aí embaixo, eu já consegui superar essa questão das cópias e vejo as coisas por um outro ângulo.

        Só tenho uma ressalva a fazer, o Videolog não copiou o Youtube, o Videolog foi criado 9 meses antes do youtube. A diferença é que o YT recebeu uma bela injeção de dinheiro de caras visionários, é o que falta no nosso país.

  5. Marco, muito legal tua participação aí e as ideias trocadas aqui. Acho que temos que aceitar também que um ecossistema empreendedor regado por bastante capital de venture leva um certo tempo para se formar. Nos EUA demorou uns 40 anos para chegar no estágio que conhecemos. Aqui no Brasil temos no máximo uns 12 anos de experiência. Nossos investidores ainda são na sua grande maioria profissionais de finanças que infelizmente não tiveram a experiência de construir empresas inovadoras. Nós, empreendedores dessa primeira geração, temos que crescer nossas empresas, aprender bastante e ir dividindo a experiência com os demais. Temos que pensar grande e tentar gerar um bom impacto. Na medida que botarmos o nosso lucro “pra trabalhar” nas próximas empresas e contribuirmos com os aprendizados que estamos tendo certamente ajudaremos bastante o desenvolvimento do sistema aqui também. O dinheiro de fora vem como consequência desse desenvolvimento.

    1. Excelente proposta de plano de ação Daniel! É por isso que sou seu fã 🙂

      É exatamente isso que eu proponho no texto, nós mesmos precisamos gerar as condições pra atrair atenção internacional (mídia e investimento), não podemos colocar a culpa no governo, no passado, nos gringos, precisamos agir com o que temos à mão.

      Sua proposta de reinvestirmos o dinheiro que ganharmos é excelente e certamente gerará bons frutos. Sei que o Romero (BuscaPé) já começou, vamos nós também trabalhar bastante pra gerar bastante dinheiro em nossas empresas e reinvestir o capital 🙂

  6. Acho que o que estamos discutindo aqui é outro tipo de número: quantos somos. Quantos de nós estão criando coisas bacanas e tornando o mercado tentador tanto para investidores externos quanto externos. Creio que é uma questão de tempo. Os inovadores vão surgindo, suas ideias vão pra praça, e outros os seguem.

    Ninguém entra numa festa vazia. Marco e os demais estão fazendo sua parte. Conforme essa cultura vai se espalhando e o empreendedorismo entrando na cabeça das pessoas, a festa vai rolando, o mercado vai se adaptando e criando condições, e o suporte aparece.

    Eu acredito muito nesse cenário, mas talvez não para agora, ainda temos um tempo antes disso acontecer e o mercado se expandir de vez. Talvez com a consolidação da conectividade nas casas, com o crescimento da classe média e a mudança dos desejos de vida. O quanto demora, eu não sei. Enfim, só impressões.

  7. Caros,

    Gostei muito da qualidade da discussão e dos pontos abordados. Sobre a questào da cópia estrangeira x inovação penso também que o ponto não está aí, mas sim na construção de um negócio global/escalável.

    Infelizmente o brasileiro ainda pensa muito localmente – coisa que o americano rechaça e enxerga o mundo como o “quintal” dos EUA. Pelo lado empreendedor, esta estratégia expansionista penso ser bastante válida.

    Copiar ou não acho que não é a questão. Inúmeras empresas não foram pioneiras em seus mercados (não necessariamente tecnologicas) e assumiram a liderança ou posição de destaque. Isto, inclusive é uma estratégia de redução de custos para não precisar evangelizar o mercado. O grande ponto está em como crescer e escalar rapidamente e de modo global.

    Abraços

  8. Caros,

    Gostei muito da qualidade da discussão e dos pontos abordados. Sobre a questào da cópia estrangeira x inovação penso também que o ponto não está aí, mas sim na construção de um negócio global/escalável.

    Infelizmente o brasileiro ainda pensa muito localmente – coisa que o americano rechaça e enxerga o mundo como o “quintal” dos EUA. Pelo lado empreendedor, esta estratégia expansionista penso ser bastante válida.

    Copiar ou não acho que não é a questão. Inúmeras empresas não foram pioneiras em seus mercados (não necessariamente tecnologicas) e assumiram a liderança ou posição de destaque. Isto, inclusive é uma estratégia de redução de custos para não precisar evangelizar o mercado. O grande ponto está em como crescer e escalar rapidamente e de modo global.

    Abraços

  9. #my2cents
    O que falta no Brasil são VCs como a Y Combinator, que dêem suporte ao empreendedor, mentoring e façam a ligação com os investidores (estrangeiros ou não). A Aceleradora resolveria esse problema do investidor estrangeiro, sendo ela mesma o braço dele aqui no país.

  10. Gostaria de parabenizar pelo artigo, ficou muito bom. Meus dois centavos aqui é: “O capital do conhecimento humano e a habilidade de fazer negócios é muito mais importante que o dinheiro e deve ser sempre.”. Uma boa idéia é muito bom, mas isso não é o suficiente para um ótimo negócio, a composição e estabelecimento de um fundo aqui no Brasil é muito complexo, acredito que um bom executivo é apenas o início, existem diversos fatores como história de estabilidade economica (algo recente para o nosso país), entre diversos outros. O Brasil ainda é um país em fase de amadurecimento em diversos aspectos, todo mundo está de olho e acredito que estão chegando mais rápido do que todos imaginam.

  11. Acredito que ainda falte uma estrutura melhor e mais articulada aqui no Brasil para atrair os investidores brasileiros. Como pode ser visto nos videos do post do startupi http://startupi.com.br/2011/videos-discussoes-sobre-capital-de-risco-no-brasil/ venture capital por aqui ainda está se estruturando. Editais e ações do FINEP são importantes para circular a economia, mas muitas vezes vem apenas dinheiro e um pouco de complemento de contatos e consultoria para empresas, que considero a parte mais importante, dinheiro é apenas o combustível para andar, mas se você não sabe pra onde e como andar fica complicado. Em resumo, o Marco sinalizar para os investidores lá fora é uma grande atitude e iniciativa para lembrar (porque acreito que já estejam de olho) e esclarecer o mercado brasileiro, mas enquanto não houver uma rede de contatos de investidores e executivos chave para impulsionar as empresas vai ficar difícil ver dinheiro gringo por aqui.

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