Top 10 Startups de 2010

2010 foi um ótimo ano para as startups americanas. O fluxo de negócios, especialmente nas fases iniciais, foram ativos, e, embora as valuations tenham sido altas, os dólares dos investidores estavam prontos para serem gastos. Das empresas que viraram manchetes e que lideraram algumas das principais tendências de tecnologia do ano, muitas eram startups: Zynga (jogos sociais), Groupon (compras coletivas), Foursquare (rede social baseada em localização), Tumblr (plataforma de micro-blogging), e a GetGlue (web semântica).

Para fazer a lista do Top 10 Startups de 2010 a equipe do ReadWriteWeb internacional decidiu olhar além desses grandes nomes e das startups já estabelecidas, optando por avaliar novas empresas, sem olhar para idade ou tamanho, se receberam ou não uma oferta de compra da Google ou se possuem um filme sobre seu fundador, e restringir a lista para aquelas startups que foram fundadas ou lançadas em 2010.

Escolhemos algumas dessas startups devido aos seus grandes recursos e dinâmica impressionante. Nós escolhemos algumas por lidar com pontos cruciais do consumidor e do negócio de formas particularmente inovadoras. Se alguma dessas empresas será o próximo Facebook ou Google pouco importa. Essas startups deixaram suas marcas em 2010, muitas delas por ajudar a promover algumas das tendências mais importantes do ano.

Em nenhuma ordem particular…

Instagram: Compartilhamento de Fotos Viral

Basta olhar para a stream do meu Twitter ou Facebook para ver uma enxurrada de links compartilhados do Instagram. E muitas pessoas falam que esse aplicativo as deixou viciadas em tirar fotos do iPhone.

Este aplicativo gratuito permite que o usuário tire fotos, aplique nelas múltiplos filtros, e então facilmente publicar em várias redes sociais, além dos recursos dentro do próprio aplicativo para seguir as pessoas, comentar e gostar das fotos. A nova câmera que acompanha o iPhone 4 gerou vários aplicativos móveis bacanas, e o Instagram não está sozinho no espaço de compartilhamento de fotos. Mas teve uma adoção viral incrível – com um crescimento de cerca de 100.000 usuários uma semana após seu lançamento em Outubro, segundo uma discussão no Quora, e com rumores de ter hoje em dia 1 milhão de usuários.

Quora: Serviço de Q&A de Alta Qualidade

Você notou a referência do texto acima? “Segundo uma discussão no Quora.” É algo que vimos muito durante o ano já que o site Quora, fundado pelo ex-CTO do Facebook Adam D’Angelo, tornou-se uma importante ferramenta de comunicação e compartilhamento de conhecimento para a indústria de tecnologia. O Quora foi lançado em uma versão beta privada em Janeiro e aberto ao público em Junho. Assim como o Instagram, o Quora é uma startup que concorre num espaço lotado, pois existem muitos sites de perguntas e respostas. Mas o Quora tem atraído um calibre muito elevado de “interrogados” durante sua fase beta, particularmente aqueles conhecidos do Vale do Silício, fazendo do o site um verdadeiro tesouro de notícias e conselhos. O Quora permite que você faça assinatura dos tópicos, usuários, e perguntas, e lhe dá a capacidade de votar nas boas respostas, assim como a capacidade de oferecer edições nas perguntas e respostas, isso tudo ajudou a construir uma rede inteligente no site.

Flipboard: Leitura Selecionada para o iPad

A Flipboard, junto com o iPad, ajudou a inaugurar uma mudança na maneira como consumimos conteúdo da web. O aplicativo gratuito permite que você filtre vários feeds – RSS, do Twitter, Facebook – e depois os apresenta a você através da linda interface touchscreen. Ao invés de castigar o seu scroll pela web, como fomos treinados, o Flipboard permite a leitura e navegação facilitada. Depois de adquirir a startup de tecnologia semântica Ellerdale, a tecnologia da Flipboard proporciona uma experiência de leitura ainda mais personalizada.

Chatroulette: Espontaneidade, Chat… e Pintos

Lançado no final de 2009, o Chatroulette decolou no começo de 2010, e no auge de sua popularidade o serviço ostentava um milhão de usuários. O Chatroulette conecta você de forma aleatória com outra pessoa do mundo através da webcam, assim você conversa por texto, áudio e vídeo com um estranho. Se você não gostar da conversa, o botão “Next” troca a pessoa com quem está conversando. Um post no TechCrunch supôs que os usuários do site se dividiam em “89% homem, 47% americanos, e 13% pervertidos,” o último valor parece um pouco baixo e sim, a soma não dá 100%. Apesar – ou talvez por causa – das picas, o site ganhou muito buzz, gerando uma série de memes, e foi mencionado ainda no Southpark – grande honra. O Chatroulette também gerou uma série de clones com o crescimento da popularidade dos encontros aleatórios e espontâneos.

Rapportive: O Plugin do Gmail que Salvou Vidas

Se você acompanha o RWW, você leu esta manchete em Março: “Pare o que Você Está Fazendo e Instale esse Plugin: Rapportive.”  O Rapportive substitui os anúncios da barra lateral do Gmail – o que já é bastante legal – mas então, ele preenche este espaço com muitas informações – foto da pessoa que lhe enviou um email, seu preenchido no LinkedIn, mensagens recentes do Twitter e mais. Ele se tornou uma ferramenta indispensável para email-a-holics. O Rapportive é um exemplo de uma das ferramentas úteis que podem ser construídas com os nossos dados sociais.

Diaspora: O Anti-Facebook

Quando falamos do Diaspora pela primeira vez, o grupo de quatro estudantes que estavam levantando dinheiro pelo Kickstarter para financiar suas ideias para uma alternativa ao Facebook. O Diaspora procurou contruir uma rede social open-source e descentralizada, que respeitasse os direitos de privacidade dos usuários. Devido aos problemas de privacidade do Facebook que surgiram no decorrer do ano, junto ao fato de que o Diaspora confrontava o gigante social, todo o contexto ficou ainda mais atraente, dando ao grupo muita atenção na mídia.

Poucos dias depois de escrevermos sobre eles, os fundos levantados pelo Kickstarter cresceram de US$ 8.000 para quase US$ 200.000 de mais de 6.000 colaboradores. O Diaspora lançou sua primeira versão do código em Setembro, e lançou uma versão privada em alfa no final de Novembro. As expectativas para o Diaspora foram bastante altas, com todo o buzz e financiamento recebido, e, embora elas sejam difíceis de serem alcançadas, o Diaspora certamente representa o poder do crowd funding, e também um interesse de garantir que a web social não seja centralizada em uma só empresa.

Hipmunk: O Poder de uma Boa Experiência do Usuário

Muitas vezes nós aturamos experiências dolorosas como consumidores, simplesmente porque não há boas alternativas, e nós podemos nos iludir ao pensar que essas formas insatisfatórias de fazer as coisas são apenas “como as coisas são.” Já existem muitas maneiras de buscar informações online, de comprar passagens por leilão – embora nenhum deles seja ótimo.

Basta olhar para o Hipmunk – ou melhor ainda, basta buscar pela primeira vez com o Hipmunk – e você vai perceber como os empreendedores podem de maneira inteligente entrar num espaço já lotado e chamar a atenção com uma ótima interface e experiência do usuário. Ao invés de forçá-lo a clicar em páginas de resultados para localizar o vôo certo, o Hipmunk lhe dá os resultados em uma página e permite que você tenha um bom nível de controle exatamente sobre as coisas que fazem um vôo viável para você – por exemplo, preço, horário e número de paradas.

LearnBoost: Livro de Notas do Professor na Web com Open Source

Assim como o Hipmunk, o LearnBoost está enfrentando um espaço que pode não ser particularmente sexy – ferramentas de administração de aulas baseadas na web. Mas acompanhar as notas e freqüência é uma responsabilidade importante e essencial dos professores, e muitos deles ainda usam o diário de classe e o lápis para registro. Na verdade, o co-fundador e CEO do LearnBoost Rafael Corrales vê o diário de classe como o principal concorrente de sua startup, e assim o LearnBoost construiu um produto que não só é bonito mas incrivelmente fácil de usar. O LearnBoost realmente parece entender as necessidades dos educadores, algo que é extremamente importante na tecnologia da educação. O LearnBoost é gratuito, ele suporta portabilidade de dados e integra com o Google Apps. E a empresa tem sido muito receptiva desde o lançamento em Agosto para atualizar o produto para atender às necessidades de quem o utiliza.

Mas o LearnBoost não recebe elogios apenas pelo seu trabalho na tecnologia da educação. A empresa tem sido líder no desenvolvimento de uma variedade de ferramentas open-source, incluindo o Mongoose para armazenamento, o Soda para testes de aceitação, e o Socket.io para comunicação em tempo real. Para uma empresa nova, o LearnBoost tem uma participação impressionante no GitHub.

Square: O Futuro do Dinheiro é o Mobile

Podemos estar trapaceando ao encaixar essa startup nessa lista de 2010, já que a Square, criada pelo co-fundador do Twitter Jack Dorsey, permite que você aceite e pague pelo cartão de crédito utilizando um leitor de cartões que se conecta na entrada do fone do seu dispositivo móvel. O hardware e aplicativo são gratuitos, mas a Square recebe uma pequena porcentagem de cada transação.

A Square passou a maior parte de 2010 como uma versão beta privada e teve seus problemas de hardware e de segurança, mas a entrada do veterano do PayPal Keith Rabois na empresa em Agosto foi de grande valia. A Square agora diz estar processando milhões de dólares de transações móveis por semana, e possui alguns usuários ávidos – pequenas empresas e comerciantes independentes que estão procurando uma maneira fácil e prática para gerenciar transações com cartões de crédito.

InDinero: O Mint.com dos Jovens Empreendedores

Descrever uma startup como o “Mint.com” de algo pareceu uma das frases mais utilizadas nos pitches em 2010. Mas no caso do InDinero, a descrição realmente é válida, já que a empresa realmente tem o objetivo de fornecer um tipo semelhante de dashboard financeiro em tempo real para as pequenas empresas. Ao contrário dos softwares de contabilidade tradicionais, o InDinero é fácil de ser configurado e utilizado, e o analytics que ele oferece entrega muitos dados importantes e ricos.

Mas a homenagem do InDinero não é simplesmente por reconhecimento de que a empresa atende as necessidades importantes de negócios nem por ter ganhado uma tração impressionante – e financiamento – desde seu lançamento. É uma homenagem para sua co-fundadora Jessica Mah, que fundou sua primeira startup aos 13 anos de idade, entrando para a Universidade da Califórnia aos 15 anos para estudar ciência da computação, e agora aos 20 anos, é a CEO de uma empresa rentável de internet. Claro que todas as startups da lista foram fundadas por empreendedores incrivelmente inteligentes e talentosos, mas a Jéssica é um modelo.

Selecionar as top 10 startups  de 2010 não foi uma tarefa fácil. Você concorda com nossas avaliações? Esquecemos de alguém? Deixe-nos saber nos comentários quem você acha que deveria, ou não, entrar na lista. Em breve, aguardem, lançaremos uma lista das 10 startups brasileiras de 2010.

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