Top 5 Tendências Web 2009: Dados Estruturados

O ReadWriteWeb recementemente lançou uma série de posts abordando as 5 maiores  e mais relevantes tendências da web em 2009. A primeira delas é a de Dados Estruturados.

Dados estruturados podem algumas vezes ser confundidos com a Web Semântica. Entretanto,  pelo modo como as coisas progrediram em 2009 , ficou claro que esta tendência é muito mais do que a Web Semântica. Neste post, veremos o desenvolvimento da web em termos de Dados Estruturados através de 3 exemplos de produtos: OpenCalais, Google Rich Snippets e Wolfram|Alpha.

Tim Berners-Lee disse em fevereiro deste ano que nós estamos agora na Web de Dados, em vez de uma Web de Documentos. A organização que Berners-Lee lidera, a W3C, tem promovido duas iniciativas chave que estão ajudando a construir esta Web de Dados: a Web Semântica, e mais recentemente o Linked Open Data (dados abertos e linkados).

Nos últimos anos, vimos que existem muitas outras maneiras de estruturar dados e permitir que outros os utilizem. O melhor exemplo atual é o Twitter, cuja API tem sido responsável por volta de 90% da atividade do site através de aplicações de terceiros. O principio básico da Web de Dados é ainda o mesmo que Alex Iskold publicou no ReadWriteWeb em março de 2007: “informação não estruturada dará lugar a informação estruturada – pavimentando o caminho para uma computação mais inteligente”.

Exemplo 1: OpenCalais


Nosso primeiro exemplo, OpenCalais, é provavelmente o melhor exemplo atual de Linked Data. Em fevereiro de 2008 a Thompson Reuters, gigante das notícias financeiras, lançou uma API chamada OpenCalais para transformar HTML não estruturado em dados semanticamente marcados. Deste modo, outras aplicações e sites podem construir coisas novas e interessantes a partir destes dados – um dos princípios que definem o que chamamos de Linked Data.

Exemplo 2: Google Rich Snippets

Em maio deste ano, o Google adicionou dados estruturados na sua busca com uma funcionalidade chamada Rich snippets. Essencialmente esta funcionalidade extrai e mostra informação útil de paginas web por meio de padrões abertos de dados estruturados, como microformatos e RDFa. No lançamento, o Google convidou editores a fazerem marcações em suas páginas HTML – mesmo que isso demore até se espalhar por toda a web. Mesmo assim, o fato de uma companhia enorme como o Google ter implementado isto mostra a importância crescente dos dados estruturados na Web.

Exemplo 3: Wolfram|Alpha

Desde o lançamento do Wolfram|Alpha em maio, o ReadWriteWeb vem monitorando este produto inovador de perto. Ele é auto-descrito como um mecanismo de conhecimento computacional (do Inglês computational knowledge engine), e mesmo não sendo o Google killer que alguns previram, o Wolfram|Alpha tem muitos usos potenciais.

Wolfram|Alpha tem uma interface parecida com a de um buscador, permitindo pesquisas através de linguagem natural – ou seja, similar à que usamos nas conversas do dia a dia. A grande inovação do Wolfram|Alpha são as manipulações possíveis com os dados das pesquisas: se a Web 2.0  foi sobre criar dados (com conteúdo colaborativo gerado por usuários), a próxima geração tem muito a ver com a proposta do Wolfram|Alpha em como manipular esses dados.

Conclusão

Com os três exemplos acima, pode-se concluir que dados estruturados devem aos poucos se tornar uma funcionalidade da web. Empresas como Thomson Reuters e Google estão viabilizando essa tendência, e novos tipos de produtos (como Wolfram|Alpha) estão apenas sugerindo os primeiros passos do que os dados estruturados podem atingir no futuro.

0 responses to “Top 5 Tendências Web 2009: Dados Estruturados

  1. @Israel Essa é a primeira parte de uma serie de posts sobre as 5 tendências da web em 2009. Tradução do que já saiu no RWW.com.

    Alias, uma ótima sequência de artigos. Só acho que “internet das coisas” ainda fica para 2010/2011 😉

  2. @Israel Essa é a primeira parte de uma serie de posts sobre as 5 tendências da web em 2009. Tradução do que já saiu no RWW.com.

    Alias, uma ótima sequência de artigos. Só acho que “internet das coisas” ainda fica para 2010/2011 😉

  3. Esses posts em português serão muito bons, to no aguardo!

    Uma das coisas que eu acredito ser uma revolução na internet, é sem dúvida, sobre a utilização de microformatos no desenvolvimento das páginas web. É preparar sua página para receber uma ligação com um desconhecido e mesmo assim transmitir informções valiosas sem a necessidade de uma autenticação ou webservice.

    Eu vejo os microformatos, como uma api para terceiros, que você(desenvolvedor) anexa em seus códigos para que outros desenvolvedores possam ter acesso a dados, estáticos e dinâmicos. É incrivelll !!!!!

    hehehe
    🙂

  4. Esses posts em português serão muito bons, to no aguardo!

    Uma das coisas que eu acredito ser uma revolução na internet, é sem dúvida, sobre a utilização de microformatos no desenvolvimento das páginas web. É preparar sua página para receber uma ligação com um desconhecido e mesmo assim transmitir informções valiosas sem a necessidade de uma autenticação ou webservice.

    Eu vejo os microformatos, como uma api para terceiros, que você(desenvolvedor) anexa em seus códigos para que outros desenvolvedores possam ter acesso a dados, estáticos e dinâmicos. É incrivelll !!!!!

    hehehe
    🙂

  5. @Israel Aguarde, durante esta primeira semana sairá uma tendência por dia.
    @Dirceu Concordo com vc! Mas quando vier vem forte!
    @anestesya Microformats são uma das possibilidades diversas de dados estruturados!

    Pessoal obrigado por enriquecer a discussão.

    grande abraço,

  6. @Israel Aguarde, durante esta primeira semana sairá uma tendência por dia.
    @Dirceu Concordo com vc! Mas quando vier vem forte!
    @anestesya Microformats são uma das possibilidades diversas de dados estruturados!

    Pessoal obrigado por enriquecer a discussão.

    grande abraço,

  7. O Google ainda faz pouco uso de microformats hoje – alias eles nao usam nem a Keywords Meta-tag! 🙂
    Acredito que o Yahoo tenha incorporado mais formatos em suas buscas (via BOSS?) do que Google.
    Nao se ouve muito do Bing e sua abordagem com uso desses markups.

  8. O Google ainda faz pouco uso de microformats hoje – alias eles nao usam nem a Keywords Meta-tag! 🙂
    Acredito que o Yahoo tenha incorporado mais formatos em suas buscas (via BOSS?) do que Google.
    Nao se ouve muito do Bing e sua abordagem com uso desses markups.

  9. @Lucas Persona : O Google realmente não utiliza Meta Keywords para calcular a relevância de uma URL no seu algoritmo. O uso dos microformats entretanto é um caso muito diferente, eles o utilizam para dar um preview mais rico do conteúdo dos sites retornados pela busca.

  10. @Lucas Persona : O Google realmente não utiliza Meta Keywords para calcular a relevância de uma URL no seu algoritmo. O uso dos microformats entretanto é um caso muito diferente, eles o utilizam para dar um preview mais rico do conteúdo dos sites retornados pela busca.

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