Top Tendências 2010: HTML5

O ano de 2010 está sendo divisor de águas para a próxima versão do HTML, a linguagem de marcação com a qual as páginas da web são escritas. A interatividade, razão para a crescente popularidade do HTML5, atinge o coração de uma empresa chamada Adobe. A tecnologia quase onipresente do Flash da Adobe tem sido a forma padrão para acrescentar interatividade nas páginas web desde a era pontocom. Mas isso começou a mudar em 2010. O HTML5 possui o muitas das funcionalidades do Flash (e o Silverlight da Microsoft). Ao utilizar o HTML5 os desenvolvedores podem adicionar recursos como vídeos, animações e o tal do arrastar e soltar com simplicidade.

Outra razão para o surgimento do HTML5 é a web móvel. Utilizando o HTML5 os desenvolvedores móveis podem criar sites móveis baseados em navegadores que têm uma sofisticação semelhante aos aplicativos móveis nativos. Vamos dar uma analisada na inovação do HTML5…

Google: A Maior Defensora do HTML5

Provavelmente, o maior campeão para o HTML5 é a Google, que tem um grande incentivo financeiro para garantir que as páginas web em HTML continuem a ser a maneira dominante de acesso à web (alguns argumentam que os aplicativos em breve dominarão a web, invés dos navegadores). A busca da Google e o mercado de AdSense dependem muito do HTML – e, por tabela, do HTML5.

No início do ano a Google exibiu algumas demos impressionantes utilizando o HTML5.

Também em Janeiro, o YouTube da Google começou a suportar HTML5. Isso permitiu que os vídeos fossem visualizados sem o player plug-in do Flash da Adobe, que segundo o YouTube faria com que os vídeos carregassem mais rapidamente e permitiria que desenvolvedores construíssem novos tipos de recursos. Em Julho o YouTube lançou um player HTML5 beta incorporável.

Vale lembrar que, apesar desses esforços para suportar o HTML5, o YouTube ainda vê o Flash como uma tecnologia superior para seu serviço de vídeo.

A Google também evidenciou o HTML5 no celular, com o lançamento de Janeiro de uma versão HTML5 do seu serviço de telefonia Google Voice para o iPhone. Isso por causa da recusa da Apple para aprovar o aplicativo Google Voice no iPhone. Como vimos em Janeiro, se é um site, então não há nada que a Apple possa fazer. (Mas a Apple acabou permitindo um aplicativo para o iPhone do Google Voice na App Store, em Novembro)

Startups Usando HTML5

Em 2010 vimos várias startups tentando diferenciar seus produtos usando o HTML5. Entre os exemplos que analisamos estavam o SublimeVideo (player de vídeo baseado em HTML5), Bitspace (player de música online e serviço de backup para arquivos de música), Clicker (guia de TV na Internet), Handroll.tv (serviço de vídeos online) e Vimeo (serviço de vídeos online).

A maioria das startups que habilitaram o HTML5 listadas acima são serviços de vídeos online. De fato, um relatório da MeFeedia feito em Outubro constatou que cerca de 54% dos vídeos online já estão disponíveis em HTML5.

Até os museus entraram na dança em 2010. Em Novembro, a National Museums of Scotland se tornou a primeira grande organização de museus do mundo a implementar plenamente o HTML5.

Apple vs. Adobe

Uma das maiores controvérsias do ano foi a recusa pública da Apple da tecnologia Flash no iPhone e no iPad. O CEO da Apple, Steve Jobs, escreveu uma carta aberta em Abril, explicando que o Flash é gasta muita bateria e está inadequado para os dispositivos móveis. “Novos padrões abertos criados na era móvel, como o HTML5, vão ganhar nos dispositivos móveis (e nos PCs também),” concluiu Jobs. Depois outro ataque fulminante ao Flash aconteceu em Junho na conferência D8.

Para ser justo com a Adobe, ela tem dado apoio ao HTML5 também. Durante sua conferência anual de desenvolvedores, a MAX, em Outubro, a Adobe anunciou um novo produto para construção de conteúdo HTML5 e destacou algumas vantagens do desenvolvimento em HTML5. O Adobe Edge, o nome da nova ferramenta, permitirá que os desenvolvedores criem facilmente experiências interativas em HTML5.

Muito se discutiu durante o ano sobre qual tecnologia é superior: Flash ou HTML5. O consenso entre a maioria das pessoas (exceto Steve Jobs) é que o HTML5 é o futuro, mas o Flash ainda é o padrão para a interatividade do navegador.

Ainda sem Suporte Completo ao Navegador

Com uma nova versão do HTML a caminho, os navegadores precisarão suportá-lo. No entanto, esse processo tem sido surpreendentemente lento. O órgão governador da web, a W3C, até admitiu que o HTML5 ainda não está pronto para substituir o Flash.

Segundo Phillippe Le Hegaret, funcionário responsável pelas especificações SVG e HTML, o problema é conseguir que o HTML5 funcione da mesma maneira em navegadores diferentes e utilizando dispositivos de vídeo diferentes. Ele observou que o HTML5 atualmente precisa de um codec de vídeo e de capacidades de gerenciamento de direitos digitais. No entanto, ele espera que a especificação HTML5 seja “completa para recursos até os meados de 2011.”

Em um recente teste de navegador conduzido pela W3C, o navegador IE9 da Microsoft foi muito bem – mas alguns não concordaram com os resultados.

O Experimento do Chrome Demonstra o HTML5

Talvez a demonstração mais impressionante do HTML5 que vimos em 2010 foi na parceria da Google com a banda indie Arcade Fire, em Agosto. Mostrando o suporte HTML5 em seu navegador Chrome, o “Chrome Experiment” da Google mostrou vários recursos HTML5 – como a capacidade de coreografar janelas e sincronizar música e vídeo entre elas, utilizar o HTML5 para renderização 3D, rotação e zoom de imagens de satélite do Google Maps, e a inserção de sprites animados diretamente nas imagens de satélite.

Resumindo, foi um grande ano para o HTML5. Em 2011 esta tecnologia provavelmente se tornará mainstream já que o suporte completo aos navegadores estará disponível até o meio do ano. E você, também acha que o HTML5 é o futuro, ou vai demorar para que o Flash seja deixado de lado?

0 responses to “Top Tendências 2010: HTML5

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *