Será que o Java Morreu?

De uns tempos para cá, os desenvolvedores web tem considerado Java uma ferramenta old-school. Os mais jovens, com foco em web, tem cada vez mais preferido o Ruby on Rails, Django ou algo mais “novo”, certo?. Isso de certa maneira é verdade, mas a linguagem Java ainda está longe de estar ameaçada.

James Governor do blog RedMonk escreveu um post nos dando várias boas razões para acreditarmos que o Java está indo muito bem.

O Elance mostra que a atual demanda para pessoas com habilidades com o Google App Engine em Java é maior do que a de profissionais entendidos da cloud da Amazon Web Services.

Qual o motivo do sucesso do Google App Engine? Tudo por causa do mercado corporativo. O Spring Platform da VMware é baseado no SpringSource, que se tornou a plataforma dominante para o desenvolvimento de aplicativos web baseados em Java. Ele agora integra com o Google App Engine, e é a principal razão para o crescente sucesso da plataforma.

James falou algumas coisas que valem a pena serem destacadas:

Atualmente o NoSQL tem sido uma das tendências mais quentes na comunidade de desenvolvimento web, dado suas grandes capacidades de processar grandes lotes de dados. Muitas das tecnologias desenvolvidas para NoSQL são escritas em Java. E estas tecnologias, nasceram na web mas acabarão indo para a empresa muito em breve.

A Google e o Yahoo! usam o MapReduce para obterem respostas rápidas de grandes conjuntos de dados. Ele é desenvolvido em Java. O Hadoop é baseado no MapReduce. Ele tem seu próprio ecossistema de desenvolvimento em torno da tecnologia.

E James ainda disse isso:

Claro que também vemos inovação nas novas tendências – como o Erlang apoia o CouchDB e o RIAK. Mas o Java é certamente fundamental para a inovação. Vejamos o RabbitMQ como exemplo – que apesar de escrito em Erlang foi adquirido pela SpringSource como um mecanismo de mensagens de apoio a um modelo de programação baseado em Java.

James continua fornecendo uma série de outros exemplos para reforçar seu ponto.

E temos que concordar. O Java não morreu, e ele ainda tem muito espaço para inovar.

0 responses to “Será que o Java Morreu?

  1. Com certeza não morreu!

    Mas o que os novos profissionais tem que pensar é que não devem aprender uma linguagem por ser “legal” como o Ruby on Rails ou Python por que é a do momento, mas sim por que aquilo lhe proporciona opurtunidades de aprendizado.

    Para os líderes, que decidem sobre as tecnologias usadas em projetos, é preciso pensar em escalabilidade, e isso o Java tem, e muito!

  2. Só lembrando que você também pode usufruir dos poderes da plataforma Java no Python (com o Jython) e no Ruby (com o JRuby).

    E frameworks Web dominantes (Django e Rails) das respectivas linguagens (Python e Ruby) são compatíveis com as implementações das linguagens na plataforma Java.

  3. Tecnicamente, o Java pra mim está “alive and kickin'”, isso não tem discussão. O Rails foi, de certa forma, uma das melhores coisas que aconteceu para o Java: o “choque cultural” de conceitos como Convention Over Configuration e Don’t Repeat Yourself se refletiu em frameworks como Hibernate 3, Spring, VRaptor e tantos outros que começaram a perseguir o caminho da simplicidade, em oposição ao “jeito mamute” do EJB clássico e outras tantas aventuras arquitetônicas que deram ao Java a má (e, muitas vezes, injusta) fama de difícil, ou mais complicado do que deveria.

    O problema é de licenciamento. Fica cada vez mais difícil apostar no “bom comportamento” da Oracle depois de episódios como esse do Android. Não tiro o mérito deles em defender sua propriedade intelectual – mas usar patentes de software num processo desse gênero é o equivalente corporativo de um teste nuclear. Isso pode minar (há quem diga que já está minando) o apoio ao Java justamente no grupo que o manteve moderno e relevante: as comunidades de software livre.

    Mas talvez eu só seja paranóico e o Java ainda tenha muita lenha pra queimar… 🙂

  4. Há de se estar preparado para tudo. Iniciei minha carreira no mercado como desenvolvedor J2EE, e ví grandes projetos serem consolidados nela. Hoje participo de um projeto menor onde optou-se por Django. Os benefícios foram inúmeros. Mas vou rodar um serviço em J2EE para ser consumido pela aplicação Django por exemplo. Então, não acho legal forçar a barra para esses modismos, do que está na alta e o que está na baixa. Prepare-se sempre para resolver desafios, e não para programar em uma determinada linguagem. Até+

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