A Lecom é uma empresa com expressão no segmento de Tecnologia da Informação, especificamente em projetos de desenvolvimento de software, automação de processos, e-marketing e consultoria. A empresa teve crescimento de 25% no faturamento em comparação ao ano anterior, o que representou cerca de R$ 10 milhões. Pelo desempenho no último ano, resolvemos entrevistar dois dos responsáveis pelo crescimento da empresa.

Tiago José Napolitano Amôr é atualmente COO da empresa Lecom. Gerencia uma equipe multidisciplinar nas unidades de negócio da Lecom em São Paulo, Joinville e Bauru. Responsável por todo portfólio de projetos dessa equipe que atualmente conta com a carteira diversa de clientes. Luciane Miranda de Faria Cruz é gerente de marketing & negócios da Lecom. Possui experiência em estratégias de Marketing & Negócios, sendo 15 anos especificamente com comunicação digital. É responsável pela implantação e gestão da melhoria contínua dos serviços de relacionamento com cliente, ações de comunicação e projetos de sustentabilidade.

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WebHolic: Antes de mais, o que é a Lecom? Conte um pouco da sua história, para os nossos leitores.

Luciane: A Lecom é uma empresa que une tecnologia, criatividade e pessoas. Nossa visão de empresa fala de realização e troca contínua de experiências, é nisso que acreditamos e é assim que fazemos negócios.

Estamos no mercado desde 1996 e tivemos a oportunidade de acompanhar toda mudança de comportamento que a internet causou em nossa vida pessoal e profissional.

O diferencial da Lecom é que não nos especializamos em uma única solução; nós estudamos e evoluímos uma série de produtos, pois nossos clientes mudam, progridem, e queremos acompanhá-los, queremos continuar com eles. Conseqüentemente, crescemos, pois “crescer”, para nós, significa oferecer mais e melhores soluções para nossos clientes.

Nosso portfólio é amplo, temos desde soluções de infraestrutura até as mais complexas voltadas a processos, e-procurement e mídias sociais.

 

WH: Vocês estão no mercado há mais de 15 anos. Qual a sua percepção em relação à evolução da internet no Brasil, e do mercado de soluções web-based?

Tiago: Como todo processo de mudanças, a evolução acontece em fases. Um fato é que ela veio para ficar e acredito que nossa geração ficará marcada por não explorar todo o potencial que ela tem. Muito – dessa ‘não exploração’ está por conta de culturas, paradigmas, etc. Antes, uma empresa achava que ‘estar na internet’ tinha o mesmo valor que um banner numa rodovia ou numa cidade. Até era isso, mas atualmente com certeza estamos explorando mais de seu potencial, principalmente no que tange nas relações entre empresas (B2B), consumidores (B2C) e sistemas web-based, que tem uma infinidade de benefícios como acesso em qualquer lugar, a qualquer momento e de forma simples e prática. Acredito que no futuro, a internet estará lá com praticamente tudo conectado a ela.

Luciane: Citando Kotler, “O futuro não está à nossa frente. Ele já aconteceu”, o conceito web-based é uma realidade de trabalho, isto acontece pela própria necessidade e demanda do mercado. Quando pensamos em evolução da internet, podemos ver isto têm ocorrido todos os dias em nosso trabalho, em nosso lazer. A demanda é real, mas temos problemas, ainda com deficiências de infraestrutura, por exemplo, sob a ótica de Brasil. Temos carências que são resolvidas somente com alto investimento ou por grandes players de mercado. É por isso que precisamos criar estratégias que promovam progresso, mas que sejam, ao mesmo tempo, simples e acessíveis.

WH: Ainda falando de internet, qual sua avaliação em relação ao atual papel das redes sociais e dos blogs corporativos como ferramenta de marketing e geração de negócios?

Tiago: Fundamental. O mundo muda e temos que acompanhar. As pessoas e o nosso público estão aderindo às redes sociais como forma de terem sua “identidade” na internet e aos blogs como forma de formar opiniões. Estar longe desses meios de comunicação/iteração é ficar a deriva da internet.

Luciane: Tem um papel importantíssimo. As redes sociais e os blogs são novas ferramentas de comunicação criadas ‘por’ e ‘para’ este público ‘deste tempo’ que somam de forma significativa. Não é apenas para uma geração ou idade ou estudo, é uma nova maneira de se comunicar que amplia nosso leque de opções. E por serem ótimos instrumentos de relacionamentos, as redes sociais e os blogs podem promover a geração de novos negócios.

WH: Além de soluções de Comunicação Digital, um dos focos da empresa parece ser a Tecnologia Gerencial, relacionada à Gestão de Processos. Pensando em termos de startups, como encaram a importância da adoção deste tipo de solução para o sucesso dessas jovens empresas?

Tiago: O que é uma empresa? Processos, Pessoas e Tecnologia. Isso é comum a qualquer corporação, seja ela, pequena, média ou grande. Não olhar para esses pilares com muito critério e atenção é como deixar que as coisas aconteçam sem controle/direção. O leque de tecnologia é grande: existem vários sistemas, de inúmeras empresas. O que uma empresa precisa pensar é o que é melhor para ela pensando em sua realidade, maturidade e necessidade. Uma coisa é fato: todas, sem exceção, precisam (ou precisarão) olhar para seus processos; seja na dor/necessidade, ou na oportunidade de melhorar e crescer.

Luciane: Gestão é um termo recorrente aos profissionais executivos e empreendedores, não apenas neste momento de mercado. A diferença é que tivemos que adaptar as formas e formatos de trabalho e de gestão. Vendemos serviços e o diferencial são as pessoas, e não podemos contar com o sucesso por acaso, deve-se unir: competências, talentos e metodologias que colaboram para o resultado final. Mas o que é o resultado final?

Resultados financeiros somados a qualidade de vida, bem como a qualidade das entregas.

WH: A tendência desse mercado de soluções de Inteligência de Negócios, que inclui BI, ERP, Workflow, entre outras, é de crescimento. Até onde pode chegar esse mercado no Brasil, falando em termos de médio e longo prazo? Arriscam alguma previsão?

Tiago: Boas tendências. Ainda hoje tive uma reunião com um pesquisador de renome no Brasil e Mundo. Acabou de chegar do Insead e fez parte de um grupo de pesquisas sobre Competitividade no BRIC. O Brasil, em termos de serviços, tem crescido exponencialmente. Na linha de serviços de TI, estamos falando de BPO, Outsorcing, Consultoria, Body-shop, alocação de mão de obra, Fábrica de Software, etc. Já somos o 5º mercado do mundo e em plena ascensão.

Um ponto preocupante, olhando para as ofertas e perspectivas de crescimento, é mão de obra. Quando falamos de serviços, falando essencialmente de pessoas trabalhando, volume e processos padronizados/otimizados para ganho de produtividade. O Brasil passou e passa por essa onda, demanda crescente e já é bastante competitivo, mas precisa melhorar muito no quesito formação de mão de obra qualificada.

Já em relação a softwares (ERP, BPM, Workflow, BI), o Brasil começa a dar sinais de avanços mais consistentes. Historicamente ficávamos muito atrás de muitos softwares de mercado mundial, e ainda ficamos em muitos casos, claro, mas estamos avançando bastante, principalmente no quesito software de gestão empresarial. O ERP, por exemplo, está em fase de consolidação. A maioria das empresas já o possui e, agora, vivem momentos de melhorias, aquisição de novos módulos, mudanças para acompanhar o crescimento, necessidades de novas informações, etc.

Quando pensamos em softwares de Workflow, BPM, BI, com certeza estamos entrando em momento de inteira ascensão, pois praticamente todos têm o conceito de gestão por processos, contribui para mudanças internas menos radicais, são flexíveis, fáceis de usar, complementares ao ERP e, principalmente, agregam valor aos pilares que comentei acima: Tecnologia, Pessoas e Processos.

Várias fontes inclusive o Gartner apontam esses softwares como a “bola da vez” para os próximos 5 anos.

Luciane: Esse mercado não tem limite, ainda! São movimentações que acontecem a todo o momento. Temos uma solução voltada a gestão de processos, e desde 2010, ela se apresenta força total para a área de qualidade. Neste ano, a mesma solução ganha flexibilidade para ser aplicada a uma nova área: controle dos processos ambientais. Fica à frente quem tem uma boa solução e um bom nível de maleabilidade para atender novas demandas de seu cliente, de seu mercado.

WH: Para finalizar, que conselhos gostariam de deixar para os jovens empreendedores brasileiros?

Tiago: O mesmo que meu avô me deu. Ser honesto, coerente com seus atos, persistente nas suas idéias, não se abater perante a derrota, sonhar muito e treinar, treinar, treinar. Nenhum esportista de ponta consegue algo somente com o talento. O talento faz toda diferença, mas ele, aliado a treino, traz a superação!

Luciane: Use duas práticas sem medo: planejamento e ação! E esteja próximo de pessoas capacitadas e que tenham objetivos.

WH: Obrigado e sucesso!