Realidade Aumentada: Inútil ou Promissora?

Um dos grandes hypes de 2009, a Realidade Aumentada ainda tem um longo caminho pela frente antes de atingir uma ampla aceitação e exposição ao público, mas felizmente, muitas das principais empresas continuam a fazer grandes progressos para este objetivo com a comercialização de aplicativos e da crescente popularidade da publicidade com RA. No inicio deste mês, a Metaio, um dos principais fornecedores de softwares e serviços de RA, atualizou seu aplicativo do iPhone, o junaio, para a versão 2.0 tentando acompanhar o crescente mercado de navegadores com RA, uma implementação aparentemente útil da RA neste aplicativo que ajudará a tecnologia emergente alcançar mais usuários.

Anteriormente, o aplicativo junaio era uma própria rede social que permitia que os usuários criassem cenas de RA incorporando modelos 3D em imagens estáticas capturadas pela câmera do telefone, mas com a versão mais recente do software, junaio está agora competindo com o Layar, Wikitude e outros no mercado de navegadores em RA. Poucas semanas depois de lançar o aplicativo atualizado, a empresa anunciou que havia formado uma parceria com o sistema de trânsito de São Francisco, para acrescentar dados de metrô em tempo real ao aplicativo.

Mapas de metrô tem sido uma das implementações mais populares da Realidade Aumentada nos mobiles, especialmente com os desenvolvedores da Presselite e seu popular e premiado aplicativo Paris Subway. Com esta última versão, o junaio está se aproveitando da API fornecida pelo Metrô para obter as localizações de estações mais próximas do campo de visão do usuário, além do tempo estimado de chegada dos trens em tempo real de cada estação exibida no ponto de vista da RA.

A comunidade da RA precisa de mais parcerias como esta, são aplicativos práticos como este que irão colocar a RA no mainstream. Há muitas maneiras diferentes de encontrar a pizzaria mais próxima por meio de algum app de RA em telefones mas isso já está ficando ultrapassado. Não é o suficiente apontar o lugar mais próximo para as pessoas, e isso não será o suficiente para convencer as pessoas a adotarem a tecnologia.

A RA com webcams para desktops está muito à frente da RA mobile em termos de fornecimento de aplicações práticas. Um exemplo interessante é a experiência de RA de tamanho das TVs Samsung que permite que os usuários visualizem como ficará a nova TV instalada em sua parede (veja o vídeo abaixo).

Esses são os tipos de aplicativos que estão ajudando a RA a acabar com sua reputação de ser uma nova tecnologia enigmática e construindo uma reputação de praticidade e utilidade. Se as soluções mobile e RA continuarem a ser apenas apps de propaganda e brinquedinhos para mostrar para os amigos, a tecnologia pode não sobreviver ou provar sua utilidade. Apenas apontar a pizzaria ou o banco mais próximo já não é suficiente.

0 responses to “Realidade Aumentada: Inútil ou Promissora?

  1. Tenho acompanhado bastante esses aplicativos. Aposto que RA tem futuro, mas o problema é que ninguém entrou seriamente na brincadeira, esses aplicativos são meio que um chute inicial ainda, as empresas por trás deles levam tudo a sério, mas não sabem o que estão fazendo, apesar de acharem que sabem.

    Quem diabos precisa de um aplicativo de RA para ler mensagens do Twitter ou ver informações do metrô? Existem maneiras mais simples e mais eficientes de se fazer isso…

    Finalizando, RA é uma boa tecnologia e com um ótimo futuro, mas ainda não está sendo bem aplicada as nossas vidas.

    Abs!

  2. A grande questão é público-alvo, a agência vai lá tentando inovar e faz um aplicativo de iphone (onde há maior quantidade de exemplos de RA) com realidade aumentada, mas no Brasil quantos possuem Iphones? Qual é o público que compra isso no Brasil? Será que esse público comprador de Iphones (que no Brasil é diferente de outros países) está disposto a gastar seu tempo usando um aplicativo cujo o efeito final é mostrar um elemento gráfico aonde não havia antes?

    Acredito que quando a tecnologia baratear (smartphones, notebooks e netbooks) algo como a RA poderia implacar mais facilmente no Brasil.

  3. (desculpem pela falta de qualidade no comentário, mas fui escrevendo sem ordenar muito os pensamentos. é quase um core dump hehe)
    Todo mundo tem medo de falar, mas gostei do post pelo menos ter tido coragem de cogitar a inutilidade da RA. Essa puxação de saco da RA me lembra a história “A Roupa Nova do Rei” (o iPad também me lembra a mesma história).

    Qual a inovação de RA? Tudo que é feito hoje está igual o que já era feito há anos. Nos anos 90 já existia webcams que vinham com programas com essas funções todas.

    O delírio da Realidade Aumentada veio pra substituir o delírio daqueles óculos de realidade virtual que nunca deram certo.

    A única utilidade que vejo pra RA é esse tipo de sobreposição, que todo mundo tá cansado de ver há anos, que a Samsung fez, a BMW fez (inclusive bem mais divertida que a da Samsung hehe). O problema é que são semple de qualidade muito duvidosa isso se deve, em parte, pela velocidade das webcams ser uma porcaria além dos modelos 3D utilizados, as vezes, deixarem a desejar.

    O único modo de RA popularizar é alguém finalmente encontrar o que fazer com ela, só vejo as pessoas dizendo que é o máximo, que é o futuro mas nunca foi apresentado algo concreto. Logo que começou essa história pensava que hoje em dia já teriamos uma forma de, por exemplo, provar roupas sem sair de casa, mas…

    Concluindo: embora considere RA absurdamente inútil hoje, imagino que quando tivermos os tão sonhados “óculos-monitores” tipo aqueles dos sayajin (Dragon Ball), ai sim, teremos possibilidades interessantíssimas de RA pois a imerssão será fantástica, até lá ainda temos alguns bons anos pela frente…

  4. A grande questão é público-alvo, a agência vai lá tentando inovar e faz um aplicativo de iphone (onde há maior quantidade de exemplos de RA) com realidade aumentada, mas no Brasil quantos possuem Iphones? Qual é o público que compra isso no Brasil? Será que esse público comprador de Iphones (que no Brasil é diferente de outros países) está disposto a gastar seu tempo usando um aplicativo cujo o efeito final é mostrar um elemento gráfico aonde não havia antes?

    Acredito que quando a tecnologia baratear (smartphones, notebooks e netbooks) algo como a RA poderia implacar mais facilmente no Brasil.

  5. (desculpem pela falta de qualidade no comentário, mas fui escrevendo sem ordenar muito os pensamentos. é quase um core dump hehe)
    Todo mundo tem medo de falar, mas gostei do post pelo menos ter tido coragem de cogitar a inutilidade da RA. Essa puxação de saco da RA me lembra a história “A Roupa Nova do Rei” (o iPad também me lembra a mesma história).

    Qual a inovação de RA? Tudo que é feito hoje está igual o que já era feito há anos. Nos anos 90 já existia webcams que vinham com programas com essas funções todas.

    O delírio da Realidade Aumentada veio pra substituir o delírio daqueles óculos de realidade virtual que nunca deram certo.

    A única utilidade que vejo pra RA é esse tipo de sobreposição, que todo mundo tá cansado de ver há anos, que a Samsung fez, a BMW fez (inclusive bem mais divertida que a da Samsung hehe). O problema é que são semple de qualidade muito duvidosa isso se deve, em parte, pela velocidade das webcams ser uma porcaria além dos modelos 3D utilizados, as vezes, deixarem a desejar.

    O único modo de RA popularizar é alguém finalmente encontrar o que fazer com ela, só vejo as pessoas dizendo que é o máximo, que é o futuro mas nunca foi apresentado algo concreto. Logo que começou essa história pensava que hoje em dia já teriamos uma forma de, por exemplo, provar roupas sem sair de casa, mas…

    Concluindo: embora considere RA absurdamente inútil hoje, imagino que quando tivermos os tão sonhados “óculos-monitores” tipo aqueles dos sayajin (Dragon Ball), ai sim, teremos possibilidades interessantíssimas de RA pois a imerssão será fantástica, até lá ainda temos alguns bons anos pela frente…

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