Não é um Filme Sci-Fi: Carro que se Dirige Sozinho da Google é só o Começo

A Google anunciou recentemente que desenvolveu um carro que capaz de se dirigir. Uma pequena frota de veículos já registrou mais de 1.000 milhas de condução totalmente automatizada e 140.000 milhas com intervenções humanas apenas ocasionais.

É um desenvolvimento de significado histórico: poucos eventos têm mudado a experiência de vida na terra tanto quanto a proliferação do século passado de centenas de milhões de automóveis. O automóvel foi uma revolução na autonomia pessoal, mas ele veio com grandes custos. Agora entramos numa época em que o transporte pessoal será automatizado e alguns dos custos dos automóveis podem ser reduzidos no final. Que tal compreender o surgimento do lendário carro “automático” como uma convergência de três tendências: a Internet das Coisas, Big Data e a tecnologia de Tempo Real?

A Internet das Coisas

O automóvel pessoal foi inventado perto do final do século 19 e popularizado durante o século 20. Há um carro para cada 11 pessoas na terra.

Os automóveis estão em todos os lugares, e apesar de serem difundidos e significativos, até agora eles relativamente não tem conexão entre eles. Eles são grandes pedaços de metal que se movem rápido, mas são “burros.” E de fato, é essencial mantê-los afastados uns dos outros enquanto percorrem as estradas.

“O seu carro deve dirigir-se sozinho,” disse o CEO da Google Eric Schmidt em uma declaração pública na semana passada, dias antes da Google revelar seu carro que se dirige sozinho. “Acho incrível deixarmos os humanos dirigirem os carros. É uma chateação os carros terem sido inventados antes dos computadores.”

A instrumentação e a rede dos objetos que funcionavam de maneira offline, como os carros, edifícios, estradas e mais, pode representar o próximo estágio da evolução da tecnologia. Um carro ligado em rede em particular – primeiramente navegado pela inteligência artificial capaz de processar um mundo de dados hospedados na nuvem – promete grandes ganhos em segurança, eficiência e qualidade de vida para os motoristas comuns.

Esse produto ilustra o potencial do que chamamos de Internet das Coisas em grande estilo, mas deve ser compreendido no contexto de uma tendência muito maior. “Tentar determinar o tamanho do mercado da Internet das Coisas é como tentar calcular o mercado de plásticos nos anos 40,” disse Michael Nelson, professor de Cultura e Tecnologia da Universidade de Comunicação de Georgetown, ex diretor de Tecnologia de Internet da IBM e ex diretor de Política Tecnológica da Federal Communications Commission, em um relatório de Fevereiro do The Hammersmith Group. “Naquele tempo era difícil imaginar que o plástico poderia estar em tudo. Se você olhar da mesma maneira para o processamento da informação, você começa a enxergar o vasto leque de objetos em que podem ser incorporados com a lógica e processadores.”

Big Data

Como a Google consegue criar um carro autônomo? Em parte porque o seu software tem acesso a uma quantidade incrível de dados muito detalhados: mapas do mundo, informações de limite de velocidade, vídeos ao vivo do entorno de um carro, análises de visão nítida de computador do conteúdo desse vídeo ao vivo e dados de grande escala sobre uma emergente rede de carros que se movimentam na estrada.

Multiplique isso por inúmeros carros ao longo de nossas estradas e você terá uma quantidade incrível de dados que estarão sendo processados.

Onde existem dispositivos conectados à rede, existem ondas de dados disponíveis. Onde há big data, há também oportunidades para análise de padrões, decisões racionais e recomendações baseadas nesses dados.

O big data é, em grande parte, sobre tomar decisões. Um carro da Google de auto-condução facilitará nas decisões das partes importantes ao automatizar as partes que não exigem a tomada de decisão humana.

Não é difícil imaginar automóveis novos com esta tecnologia competindo no mercado com base nos seus algoritmos de navegação ou nas formas que eles permitem aos condutores humanos se relacionarem com todos esses dados valiosos disponibilizados por sensores e câmeras em carros.

Dados em Tempo Real

A web em tempo real tem sido erroneamente caracterizada como nada além de um fluxo de tweets e atualizações do Facebook.

Assim como a negociação automatizada em tempo real mudou o mercado de ações para sempre, a entrega em tempo real de big data sobre vídeos e sensores entre a nuvem e os carros vai mudar a experiência de condução para sempre.

A prevenção de acidentes é o exemplo mais óbvio, mas existem outros. Os porta-vozes da Google falaram sobre programas de compartilhamento de carros que dirigem carros para o local de um suposto usuário no comando, evitando o uso ineficiente das vagas de estacionamento em todos os bairros. Presumivelmente, esses veículos poderiam prever onde eles são mais necessários, com base nos dados em tempo real sobre o comportamento existente.

Mas o Real Time será mais evidente quando você estiver no carro e ele tomar decisões baseadas nas circunstâncias do ambiente enquanto elas se desenvolvem.

História

Tendências como a Internet das Coisas, big data e dados em tempo real estão preparadas para impactar a experiência humana de várias maneiras diferentes. Sua convergência no cenário sci-fi de carros com esta tecnologia é o exemplo que será mais evidente para as pessoas comuns.

As conseqüências de tal tecnologia na psicologia da autonomia, na ecologia de transporte e planejamento urbano e sobre os milhões de vidas perdidas a cada ano devido à negligência humana nas estradas serão profundas.

Mais profundo ainda será a disseminação dessas mesmas tecnologias em nossas vidas. Além dos carros, essas tecnologias combinadas poderiam mudar a experiência humana em muitas, muitas maneiras, num futuro relativamente próximo.

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