Saas: Oportunidades à Vista!

O uso das ferramentas em nuvem (#cloud computing, software as a service #saas) é cada vez mais comum nas empresas, principalmente, as pequenas e médias que têm severas restrições financeiras para investir em equipamentos e software, pagar para desenvolver ou customizar sistemas e, ainda, arcar com as despesas mensais de manutenção de tudo isto: upgrades de hardware e software, suporte de TI, infraestrutura de segurança e monitoramento 24×7, entre outros.

Cloud computing vem para viabilizar o acesso à capacidade de processamento, armazenamento e ferramentas (apps), valiosíssimas para a gestão dessas empresas, a um custo mensal, pago por uso, que cabe no bolso do pequeno e médio empresário.

Mas, na realidade, o que vemos por aí são poucas dessas ferramentas com interface traduzida para o português. Menos, ainda, se vêem ferramentas localizadas para o mercado brasileiro, ou seja, modificadas, ao nível de suas funcionalidades, para as regras de jogo que temos aqui no Brasil.

Por exemplo, você vai encontrar várias ferramentas para gestão das suas finanças pessoais lá fora. Mas eu não conheço alguma traduzida para o português e, poucas conseguem escrever um número com ‘,’ no lugar do ‘.’.

Esse exemplo é interessante pois aponta para onde quero chegar… aqui no Brasil já existem ferramentas cloud no segmento de finanças pessoais, são elas:

Ora, ora, não acredito que seja este o único segmento de ferramentas que pode ser desenvolvido por brasileiros para brasileiros. Pode ser o primeiro, com vantagens competitivas mais claras (a tal ‘,’ no lugar do ‘.’), mas não o único.

De cara, podemos pensar em finanças corporativas – até hoje não encontrei uma solução na internet brasileira focada neste filão.

Já temos dois outros exemplos interessantes “made in Brasil”: a Unito, que tem uma ferramenta de gestão de conteúdos e a Virto, que oferece um ERP completo, em nuvem.

Podemos, ainda, pensar em alguns outros filões, tais como: CRM, gestão de projetos e etc. Ou aplicativos restritos a problemas específicos de determinados mercados, concorrendo com software “tradicionais”, comprados na prateleira.

A propósito, nesta quarta feira, dia 7, vou fazer um workshop sobre Cloud Computing para a Endeavor. Será em São Paulo e as vagas físicas já estão esgotadas, contudo, quem quiser pode ver, ao vivo, via internet. Basta, na hora do workshop (9h), visitar o site da Endeavor aqui.

 

Autor Convidado: Alexandre Ribenboim é empreendedor e consultor pela Gestão Singular, uma consultoria focada em startups e PMEs. Siga Alexandre no Twitter, ou acompanhe seu blog aqui.

0 responses to “Saas: Oportunidades à Vista!

  1. Alexandre, acho importante reforçar que nem tudo que é saas necessariamente está em uma nuvem computacional, são conceitos distintos que podem até se completar mas são sim independentes, aliás acho legal esse espaço para expor minha frustração ao ver tanta gente se dizendo especialista falando tanta besteira sobre esse assunto.
    É fato que existem muitas oportunidades neste segmento, mas assim como existem muitas oportunidades para acertar, também tem muita gente comendo bola e quebrando a cara por falta de conhecimento…

  2. Ricardo,
    Se não estou enganado, o que você quer dizer é que Saas é, apenas, uma forma de comercializar licenças de software, no caso pagando como se paga um serviço.
    No caso, Saas pode ser aplicado também com software residente em servidores locais.
    Enquanto cloud computing é algo que se aplica quando o software (computação/processamento) esta hospedado na nuvem.
    Eu concordo com você, no entanto, os dois termos tem sido usados de forma indistinta por aí.
    Abraço,
    Alexandre Ribenboim.

  3. Não Alexandre, o que eu quis dizer é que é errado achar que o fato de uma aplicação estar disponível via web a caracteriza como uma aplicação na nuvem, isso é errado no meu ver pois o conceito de nuvem não é apenas uma aplicação estar acessível via web, para isso bastaria eu ter um computador na minha casa, um link, um íp válido na web e um domínio apontando pra ele e pronto, qualquer um a acessaria mas chamar isso de núvem é empobrecer demais este conceito.
    Uma núvem caracteriza-se pelo fato de termos uma infra-estrutura tecnológica onde os recursos independem diretamente do meu cenário físico, ou seja, não interessa quantos servidores eu tenha, interessa os recursos que estão sendo disponibilizado como espaço de armazenamento, capacidade de processamento, recursos estes que estão compartilhando a estrutura física de várias máquinas distribuidas fisicamente por vários lugares, o que me garante não somente o uso racional destes recursos físicos como também a segurança de que se tiver um terremoto na cidade de um dos datacenters desta núvem, a aplicação não deixará de ser disponibilizada pq a núvem continua no céu…
    Somente uma pequena parta dos datacenters no Brasil oferece esta estrutura em núvem com todas estas características garantidas, o que geramente existe são servidores físicos com as aplicações / sites rodando e pronto, é assim desde o começo da internet e chamar isto de núvem é tecnicamente e mesmo comercialmente errado.
    Não sou um especialista técnico, pelo contrário, minha área de atuação é negócios ponto.com mas como estamos falando de uma tendência que tem impacto sobre como os negócios via internet serão daqui pra frente, sentí a necessidade de buscar informação sobre estes conceitos e foi ai que pude avaliar o quanto se tem escrito coisas erradas sobre este assunto, por isso quis contribuir postando este comentário.
    Espero ter sido útil.

  4. Ricardo,
    Agora entendi bem!
    Em geral, quando escrevo sobre cloud computing, estou mais preocupado com a questão das ferramentas em si, dos processos que temos que executar nas nossas empresas e que, com o auxilio de uma ferramenta, podem ganhar muita produtividade e profissionalismo. Neste caso, as ferramentas cloud oferecem boas soluções com custos relativamente baixos.
    Portanto, infraestrutura não é o meu foco. Mas seus comentários são muito pertinentes para completar a visão do assunto neste aspecto da infra.
    Alexandre Ribenboim

  5. Eu acho que existem 2 conceitos diferentes que chamamos comumente de nuvem:
    1) A infra estrutura tecnológica que permite as grande aplicações web escalarem (ex: AWS, AppEngine, Rackspace Cloud, etc…)
    2) A possibilidade de levar aplicações cliente (gestão de projetos finanças e outros…) para a web e torná-las acessíveis de qualquer lugar. Usando este conceito, se eu instalar uma ferramenta qualquer no meu servidor e puder acessá-la de qualquer lugar, estaremos falando de nuvem sim, não no sentido de infra, mas no sentido prático. Para o usuário final não faz muita diferença se o serviço está hospedado em um VPS pé duro, ou mesmo em um host compartilhado ou na Amazon Web Services. A parte tecnológia é invisível. Acho que este foi o ponto que o Mr. Ribemboim levantou.

    Abraço,

  6. Olá Alexandre.
    Primeiro gostaria de parabenizar você pelo artigo. Tema forte!

    Há um projeto recente, chamado de NinSaúde. Este projeto visa informatizar todos os processos dentro dos consultórios. A informatização inclui agendamento de consultas médicas, atendimento médico, impressão de documentos, prontuário eletrônico do paciente, guia TISS e fluxo de caixa.

    Os conceitos mais fortes são Portabilidade, Cloud Computing, SaaS, Compatibilidade (Navegadores e Sistemas Operacionais) e a possibilidade de iniciar chamadas telefônicas a partir do sistema.

    Este é mais um aplicativo brasileiro nas nuvens.

    Você pode experimentar em http://www.ninsaude.com .

    Abraços

  7. Olá Alexandre.
    Primeiro gostaria de parabenizar você pelo artigo. Tema forte!

    Há um projeto recente, chamado de NinSaúde. Este projeto visa informatizar todos os processos dentro dos consultórios. A informatização inclui agendamento de consultas médicas, atendimento médico, impressão de documentos, prontuário eletrônico do paciente, guia TISS e fluxo de caixa.

    Os conceitos mais fortes são Portabilidade, Cloud Computing, SaaS, Compatibilidade (Navegadores e Sistemas Operacionais) e a possibilidade de iniciar chamadas telefônicas a partir do sistema.

    Este é mais um aplicativo brasileiro nas nuvens.

    Você pode experimentar em http://www.ninsaude.com .

    Abraços

  8. A comunicação interna, muitas vezes, peca por não alcançar de forma efetiva a integração entre colaboradores.

    As redes sociais corporativas podem fortalecer os laços entre os integrantes de sedes e núcleos diferentes através de uma plataforma já utilizada na vida pessoal diariamente.

    É uma ótima alternativa para alavancar a comunicação interna e fomentar o sentimento de equipe em todos.

  9. A falta de comunicação interna pode gerar a insatisfação e desintegração de equipes.

    A rede social chega no ambiente corporativo para promover a integração de colaboradores de diversos núcleos e sedes de acordo com os propósitos da empresa.

    É inovar e atrair atenção para os valores da instituição possibilitando a personalização do processo comunicativo.

    Vale a pena ter uma equipe integrada e apaixonada!

Deixe uma resposta para Vitor Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *