Você ainda precisa de um Plano de Negócios?

Convenhamos, os planos de negócios tradicionais como conhecemos (ou como costumávamos conhecer) estão morrendo lentamente. Hoje em dia startups e pequenos negócios estão num ritmo tão rápido que um documento estático rapidamente se torna obsoleto, mas os princípios e as lições envolvidas com sua criação podem ser valiosos de uma maneira diferente. Muitos jovens empreendedores ainda pensam que um plano de negócios é essencial para seu negócio, mas como muitos VCs dizem recentemente, o plano de negócios tradicional não é motivo para o sucesso ou fracasso de uma startup.

Don Rainey, sócio geral da Grotech Ventures e autor do blog VC in DC, sugere para que startups e VCs não promovam os planos de negócios em narrativa. Eles devem ser flexíveis, abertos à mudanças, “inter-relacionais e orgânicos,” ele diz.

“A próxima geração dos planos de negócios deve parecer mais com um diagrama de GANTT ou um aplicativo de banco de dados do que com um documento de Word ou uma planilha do Excell, e deve ser um documento colaborativo e vivo,” Don escreve. “Na verdade, como um VC, sempre peço para as startups para me dar um projeto ou tarefa orientada dos primeiros 100 dias após o financiamento. Esta visão é melhor do que um plano de negócios elaborado para meus propósitos e infinitamente mais útil para os empreendedores também.”

Os Planos de Negócios estão Mortos

Outros VCs recentemente expressaram suas opiniões sobre os planos de negócios. O parceiro da Spark Capital, Bijan Sabet, sugeriu para um leitor de seu blog que ele não precisa de um plano. “A maioria dos anjos e VCs que conheço nem olham para eles. Construa um produto que você deseja ver no mundo. Essa é a minha sugestão,” diz Bijan.

O defensor das lean startups Steve Blank acha que os modelos de negócios são muito mais importantes do que os planos de negócios. “Ao Invés de escrever um plano de negócios formal eles pegaram seu modelo de negócios e saíram do escritório para conseguir um feedback das suas hipóteses,” disse ele, sobre uma startup. “Essa equipe queria tomar café para conversar sobre qual das quatro propostas recebidas de capital semente eles aceitariam.”

Vida Longa ao Plano de Negócios

Mas nem todos estão dispostos a abrir mão dos planos de negócios. Albert Wenger  da Union Square Ventures diz que as competições de planos de negócios ainda são a melhor maneira de estimular os alunos para o empreendedorismo e para as startups.

“Não existe nenhuma maneira mais barata para reunir muita energia e emoção do que a organização de um torneio. Isso realmente é a concorrência dos planos de negócios,” disse Albert. “Ao oferecer um prêmio significativo para o vencedor e ter um grande campo inicial, é possível conseguir uma grande quantidade de alunos interessados em pensar nas startups como uma alternativa paralela à procura de um emprego em uma grande empresa.”

Será que os planos de negócios já eram? Ou ainda existe lugar para eles no ecossistema empresarial das startups? Talvez uma evolução seja necessária, como alguns sugeriram. O que você acha? Não deixe de comentar.

0 responses to “Você ainda precisa de um Plano de Negócios?

  1. Ótimo post. Parabéns.

    Acredito que o plano de negócios é ótimo para compreender o mercado que se está lidando. Se fizer o trabalho direitinho os estudos darão mais clareza sobre hipóteses formuladas como também servirá de benchmarking do setor. O PN é um denominador comum para as pessoas que vão concretizar as ideias, aqui friso o “denominador comum” como sendo a base, a media do “conceito”. Agora os profissionais que estão mais tempo do setor, já tem uma percepção mais embasada na prática, assim “testes” de produtos são mais viáveis.
    Em de tratando de Brasil é bom não se iludir com uma ideia muita inovadora e achar que o seu modelo de negócios deve ser tão inovador quanto! No fim das contas tem que entrar dinheiro no caixa(ponto)
    Não tem resposta pronta, porque no fim depende de como as pessoas “interagem” com as informações contidas no plano e como se sentem mais confortáveis.

  2. Ótimo post. Parabéns.

    Acredito que o plano de negócios é ótimo para compreender o mercado que se está lidando. Se fizer o trabalho direitinho os estudos darão mais clareza sobre hipóteses formuladas como também servirá de benchmarking do setor. O PN é um denominador comum para as pessoas que vão concretizar as ideias, aqui friso o “denominador comum” como sendo a base, a media do “conceito”. Agora os profissionais que estão mais tempo do setor, já tem uma percepção mais embasada na prática, assim “testes” de produtos são mais viáveis.
    Em de tratando de Brasil é bom não se iludir com uma ideia muita inovadora e achar que o seu modelo de negócios deve ser tão inovador quanto! No fim das contas tem que entrar dinheiro no caixa(ponto)
    Não tem resposta pronta, porque no fim depende de como as pessoas “interagem” com as informações contidas no plano e como se sentem mais confortáveis.

  3. Mais importante do que ter um Plano de Negócios no atual ecossistema que vivem as Startups, do meu ponto de vista, é saber como materializar a idéia e atrair sócio-capitalista, e se o empreendedor conseguir sair do Estado de inércia, colocando no papel o Projeto (mesmo que a idéia / produto inicial não se torne o modelo final), realizando pesquisas, traçando Plano Diretor, elaborando fluxogramas, detalhando cada atividade em cronograma e gerindo bem o tempo em prol de estratégias para conseguir os primeiros resultados, apresentando um piloto para a própria família, amigos, contatos, obtendo feeback (tanto positivo, quanto crítico) acredito que começar-se-á realmente a estar se preparando para dar passos maiores. Não sou a favor de apresentar Plano de Negócio quando ainda em fase ZERO do Produto, talvez por medo ou inexperiência por ter conhecido amigos que conseguiram funding (capital) mas não conseguiram executar o Plano (em razão das divergências do modelo do Empreendedor com o do Investidor – ficando preso a uma vontade e não mais Oportunidade) e assim perder seu negócio. Ao menos, chegar no mercado com algo criado com o próprio intelecto e capital (quando se quer e acredita em algo, não precisa ter $ do próprio bolso para realizar). Um Plano de Negócios torna-se importante quando se precisa conquistar mercados e ganhar escala (ai a necessidade do Investidor). No Brasil vemos alguns cases de sucesso em startups .com mas pouco ainda, e a maioria já possuem anos de praia (5, 10 anos).

    Atenciosamente,
    Paolo Petrelli

  4. Mais importante do que ter um Plano de Negócios no atual ecossistema que vivem as Startups, do meu ponto de vista, é saber como materializar a idéia e atrair sócio-capitalista, e se o empreendedor conseguir sair do Estado de inércia, colocando no papel o Projeto (mesmo que a idéia / produto inicial não se torne o modelo final), realizando pesquisas, traçando Plano Diretor, elaborando fluxogramas, detalhando cada atividade em cronograma e gerindo bem o tempo em prol de estratégias para conseguir os primeiros resultados, apresentando um piloto para a própria família, amigos, contatos, obtendo feeback (tanto positivo, quanto crítico) acredito que começar-se-á realmente a estar se preparando para dar passos maiores. Não sou a favor de apresentar Plano de Negócio quando ainda em fase ZERO do Produto, talvez por medo ou inexperiência por ter conhecido amigos que conseguiram funding (capital) mas não conseguiram executar o Plano (em razão das divergências do modelo do Empreendedor com o do Investidor – ficando preso a uma vontade e não mais Oportunidade) e assim perder seu negócio. Ao menos, chegar no mercado com algo criado com o próprio intelecto e capital (quando se quer e acredita em algo, não precisa ter $ do próprio bolso para realizar). Um Plano de Negócios torna-se importante quando se precisa conquistar mercados e ganhar escala (ai a necessidade do Investidor). No Brasil vemos alguns cases de sucesso em startups .com mas pouco ainda, e a maioria já possuem anos de praia (5, 10 anos).

    Atenciosamente,
    Paolo Petrelli

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